Ana Paula Henkel expõe bastidores da política global, após EUA reforça fronteiras

A ex-jogadora da seleção brasileira de vôlei, e hoje jornalista e comentarista política na Revista Oeste, Ana Paula Henkel trouxe novos

Por Notas & Informações

A ex-jogadora da seleção brasileira de vôlei, e hoje jornalista e comentarista política na Revista Oeste, Ana Paula Henkel trouxe novos elementos ao debate sobre imigração, política externa e segurança nos Estados Unidos em uma transmissão publicada em seu canal no YouTube. Radicada no país, ela analisou medidas recentes do governo americano, a escalada da criminalidade em grandes centros urbanos e as implicações diplomáticas que envolvem líderes da América Latina, sempre em paralelo com a percepção internacional sobre os Estados Unidos.

Henkel destacou a contradição frequente em discursos que classificam os Estados Unidos como “imperialistas e opressores”, mas que não impedem o fluxo contínuo de pessoas que buscam estabelecer residência no país. Segundo ela, “não adianta possuir passaporte europeu ou vínculos diplomáticos de amizade, porque, se o indivíduo entra no sistema de restrição, simplesmente não pisa em solo americano”. A jornalista usou como exemplo a aplicação do conceito de “persona non grata”, normalmente associado a tensões diplomáticas, mas que, em sua visão, se traduz de maneira prática na política migratória e de segurança americana.

Ao abordar o cenário latino-americano, Henkel citou a decisão da Câmara de Vereadores de Belém de declarar o ex-presidente Donald Trump como persona non grata e lembrou que Luiz Inácio Lula da Silva recebeu a mesma classificação em Israel. A ex-atleta ressaltou que tais declarações são carregadas de simbolismo, mas reforçou que nos Estados Unidos a determinação de não permitir a entrada de uma pessoa tem efeitos concretos, sem margem para negociação.

Outro ponto levantado foi a postura do presidente da Colômbia, Gustavo Petro, que, de acordo com Henkel, teria incitado violência contra agentes do ICE, a polícia de fronteira norte-americana. Ela observou que setores do Partido Democrata chegaram a relativizar ataques verbais e físicos contra oficiais encarregados de identificar e deportar imigrantes ilegais, especialmente aqueles com antecedentes criminais. Segundo a comentarista, “há centenas de milhares de criminosos que vinham se beneficiando da fragilidade das fronteiras, e Trump decidiu reforçar a atuação federal em cidades marcadas por altos índices de violência”.

Henkel citou o envio da Guarda Nacional a centros urbanos como Memphis, Washington, Chicago e Filadélfia, parte de uma estratégia que, segundo ela, representa “um rolo compressor contra a criminalidade”. Na Califórnia, medidas semelhantes também foram implementadas, mas a jornalista frisou que a resposta federal encontra resistência de grupos ativistas e de setores que acusam o ex-presidente republicano de violar direitos humanos. Ainda assim, afirmou que a atual postura das autoridades americanas reflete uma tentativa de recuperar o controle de áreas onde gangues e facções vinham expandindo seu poder.

Entre os grupos citados, Henkel mencionou a presença da gangue MS-13, formada majoritariamente por imigrantes da América Central, que tem histórico de envolvimento com crimes violentos. Segundo a comentarista, a repressão oficial não se limita a gangues, mas se estende a “juízes ativistas e políticos corruptos”, que, em sua leitura, alimentam a sensação de impunidade e comprometem a soberania da lei.

A jornalista também destacou a vulnerabilidade dos agentes federais. Muitos deles, segundo relatou, passaram a utilizar máscaras de esqui durante operações para evitar que suas identidades fossem expostas em redes sociais, prática conhecida como doxing. Esse tipo de exposição, que revela endereços residenciais e informações de familiares, tem colocado em risco a segurança de servidores públicos encarregados de executar políticas migratórias.

Henkel aproveitou para ironizar críticas da deputada federal Paula Coradi, presidente do PSOL, lembrando que, diante das restrições e do aumento de impostos sobre produtos importados, o acesso a itens de consumo norte-americanos, como os novos modelos de iPhone, ficará ainda mais caro no Brasil. Ela recordou que a gestão de Jair Bolsonaro buscou reduzir tarifas de importação, movimento revertido pelo atual governo, o que impacta diretamente o preço final ao consumidor.

Em tom de conclusão, Henkel descreveu a atual política de segurança como uma ofensiva que não permite margens para recuos, comparando o movimento a um processo irreversível de endurecimento. Para ela, o futuro da política migratória americana não dependerá apenas da diplomacia, mas da capacidade de manter o equilíbrio entre a proteção das fronteiras, a pressão internacional e o combate à criminalidade.

Com informações Ana Paula Henkel

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Conservadores Conectado

Comece o dia com as principais notícias, além de colunas e links selecionados, de segunda a sexta.

Mundo

Destaques