
Ah, Lula… o mestre das narrativas tortas, o artista das esquivas, o professor honorário da enrolação política. A última pérola de seu repertório foi exibida para o mundo inteiro na entrevista da BBC, um verdadeiro desfile de evasivas e meias-verdades que fariam qualquer roteirista de novela mexicana se sentir orgulhoso. Ali estava ele, sentado diante das câmeras, pronto para mostrar ao planeta inteiro que o que ele faz de melhor não é governar, mas criar histórias tão convincentes quanto um filme de ficção científica ruim.
Logo no começo, o tema inevitável surgiu: Jair Bolsonaro. Ah, que surpresa, não é mesmo? A jornalista perguntou sobre interferência política no caso de seu adversário, e o que recebemos? Um Lula que, com cara de santo, resolveu falar sobre si mesmo. Ele se apresenta como vítima de um sistema injusto, presa por 580 dias sem ter provas contra ele, segundo sua narrativa. Claro, porque esquecer que teve direito à defesa em três instâncias e que até seu advogado atual no STF participou do processo seria apenas um detalhe irrelevante para quem vive de contar histórias como contos de fadas.
E como não poderia faltar, a cereja do bolo: a pergunta que o desmascarou. Sim, aquela pergunta simples da jornalista da BBC sobre se ele realmente tentou ligar para Donald Trump para resolver a questão da taxação de 50% sobre produtos brasileiros. E o que ele fez? O habitual show de circo. “Eles não querem conversar”, repetiu como um mantra de quinta categoria. Quatro meses de gestos vazios e declarações públicas, mas nunca uma ação concreta. Olha só que cena digna de estudo: Lula acusa o governo americano de não dialogar, enquanto sua própria preguiça diplomática é escancarada diante de todo o mundo. Não ligar para o presidente dos Estados Unidos? Isso sim é audácia. Ou seria pura incompetência mesmo?
A entrevista ainda nos brindou com outro espetáculo: o autoengano internacional. Quando questionado sobre declarar apoio a Kamala Harris e chamar Trump de fascista, Lula mergulhou na evasão profissional. A esquerda adora criar inimigos imaginários e ele se afunda feliz nessa tarefa. Afinal, para Lula, qualquer crítica conservadora é fascismo, qualquer discordância é ódio. Ele transforma oposição em inimigo mortal, como se o mundo fosse sua sala de aula particular de doutrinação ideológica. Que prática saudável para a democracia, não é mesmo?
O que ficou claro para quem assistiu é que Lula vive em um universo paralelo, onde a realidade é moldada à sua conveniência. Ele se apresenta como perseguido, incompreendido, injustiçado, enquanto manipula fatos para criar uma narrativa que apenas ele acredita. E a ironia é deliciosa: o próprio processo que o absolveu do devido escrutínio se torna argumento de injustiça. Ou seja, o homem que manipulou instâncias do STF, que viu provas e condenações anuladas por ministros ligados ao seu partido, ainda se veste de mártir.
Mas a cereja amarga do bolo é a falta de ação. Falar sobre querer dialogar é fácil, especialmente quando se evita telefonar para o interlocutor. Se uma simples pergunta expôs seu teatro diante da BBC, imagine o que aconteceria se ele tivesse de se encontrar cara a cara com Trump na Assembleia Geral da ONU. Que narrativa ele inventaria dessa vez? Que Trump não sorriu para ele? Que o mundo é injusto? Lula é o gênio da desculpa pronta, o mestre da narrativa falsa, e a prova viva de que a esquerda ama mais a propaganda do que a realidade.
E assim seguimos, contemplando o show de Lula. Um homem que se recusa a agir, que se esconde atrás de mentiras repetidas, e que ainda consegue enganar a própria militância com seu teatro midiático. Para quem ainda acredita em seu moralismo, a lição é simples: você pode ignorar a realidade, mas ela não ignora você. E Lula, com todo seu talento para a narrativa, prova exatamente isso. No fundo, ele não governa, ele performa. E o mundo assiste, perplexo, à sua própria comédia de erros.
Quer saber mais? Basta ver a entrevista completa. Cada enrolação, cada esquiva, cada narrativa esfarrapada é uma aula de como transformar incompetência em espetáculo. Lula não resolve problemas; ele cria cenas. E, para o bem ou para o mal, estamos todos na plateia.
Com informações BBC
















