Lula volta atrás e admite possibilidade de reunião presencial com Donald Trump

Não é de hoje que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta vestir a fantasia de estadista global, mesmo quando

Por Notas & Informações

Não é de hoje que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta vestir a fantasia de estadista global, mesmo quando a realidade insiste em lhe mostrar o contrário. O mais recente episódio ocorreu em Nova York, após a 80ª Assembleia-Geral da ONU, quando, em coletiva à imprensa, Lula deixou escapar que “não descarta” uma reunião presencial com Donald Trump. A frase, aparentemente banal, esconde mais do que revela. Afinal, não se trata de uma simples agenda diplomática, mas de um cálculo político evidente: Lula busca, a qualquer custo, associar sua imagem à do ex-presidente americano, justamente aquele que desafia o establishment progressista e segue como o maior símbolo da resistência conservadora no Ocidente.

A informação, trazida pela jornalista Marília Rodrigues no portal de Claudio Dantas, deixa claro que o Planalto não apenas aceitou de imediato a proposta de conversa feita por Trump, como agora avalia se a reunião será presencial, por telefone ou videoconferência. Ou seja, quem dita as regras não é o governo brasileiro, mas sim o norte-americano. O curioso, para não dizer patético, é que Lula, que sempre vociferou contra Trump e se colocou ao lado dos democratas, parece agora disposto a se render ao magnetismo de quem não joga pelas cartilhas de Davos ou pelas lógicas globalistas.

Na terça-feira, Trump já havia dado a deixa. Disse ter sentido uma “química excelente” com Lula durante um rápido cumprimento nos corredores da ONU e deixou claro que pretende se encontrar com o petista na próxima semana. Para qualquer analista atento, a frase de Trump não é apenas cortesia: é uma forma sutil de medir a disposição de Lula em atravessar as fronteiras ideológicas que ele próprio construiu. E Lula, sedento por relevância internacional, não perdeu tempo em sinalizar que toparia o jogo.

Mas convém observar o contexto. O diálogo ocorre em meio a tensões bilaterais graves: os Estados Unidos anunciaram recentemente uma sobretaxa de 50% a produtos brasileiros e endureceram medidas que impactam até vistos de autoridades. O Itamaraty protesta, o governo fala em contestar nos foros multilaterais, mas nada disso tem efeito prático. A verdade é que o Brasil, sob Lula, se tornou um ator secundário, refém de discursos ideológicos que não se sustentam frente às decisões pragmáticas das grandes potências.

É nesse cenário que Lula busca se escorar em Trump. Só que a ironia é cruel. Enquanto Trump representa para milhões de conservadores no mundo a resistência ao avanço das elites globalistas, Lula é, em essência, o porta-voz do progressismo latino-americano que insiste em reviver fórmulas fracassadas do século XX. É como se o Brasil estivesse diante de um teatro em que o protagonista tenta copiar os gestos do rival, sem perceber que o público já decorou as falas e sabe quem é quem nessa peça.

A reunião, seja presencial ou não, carrega mais simbolismo do que eficácia prática. Não há expectativa real de que temas espinhosos como tarifas ou vistos sejam resolvidos em um aperto de mãos. O que existe é o desejo de Lula em aparecer ao lado de Trump, captando para si a aura de popularidade que o ex-presidente americano ainda mantém, sobretudo em países onde o conservadorismo cresce como resposta ao fracasso das agendas progressistas.

O Brasil, mais uma vez, é usado como vitrine pessoal de um governante que prefere jogar para a plateia em vez de enfrentar os problemas internos que corroem o país. A inflação alta, a insegurança nas ruas, a dependência de narrativas ideológicas e o enfraquecimento institucional não desaparecem com sorrisos em corredores da ONU. Muito menos com promessas de encontros que, no fundo, servem mais como peça de marketing político do que como instrumento de diplomacia real.

O que se desenha, portanto, é uma encenação cuidadosamente calculada. Lula, em busca de legitimidade, estende a mão a Trump. Trump, sempre sagaz, sabe exatamente o valor dessa cena e a utiliza para mostrar que continua a influenciar até seus adversários ideológicos. Quem perde é o Brasil, transformado em palco de conveniências. Quem ganha são aqueles que entendem que, por trás das câmeras e dos comunicados oficiais, a política internacional é feita de símbolos — e que Lula, mais uma vez, escolhe o papel de coadjuvante em um roteiro que não lhe pertence.

Com informações Portal Claudio Dantas

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