Moraes tira GSI e impõe PF e Polícia Penal do DF no transporte e segurança de Bolsonaro

A decisão recente do ministro Alexandre de Moraes de retirar a escolta do Gabinete de Segurança Institucional para o ex-presidente Jair

Por Notas & Informações

A decisão recente do ministro Alexandre de Moraes de retirar a escolta do Gabinete de Segurança Institucional para o ex-presidente Jair Bolsonaro e transferi-la à Polícia Penal do Distrito Federal e à Polícia Federal é mais um episódio que expõe a estranha obsessão de parte do Supremo Tribunal Federal em relação ao ex-chefe do Executivo. A justificativa foi a suposta irregularidade na visita de Bolsonaro ao hospital DF Star, quando populares e apoiadores o acompanharam na saída após um procedimento médico. Para Moraes, o fato de o ex-presidente permanecer em silêncio ao lado de seu médico por alguns minutos teria sido razão suficiente para uma medida dessa magnitude. Um exagero que, na prática, revela um viés político disfarçado de zelo institucional.

A Revista Oeste publicou recentemente um artigo contundente de Paulo Briguet, intitulado “O homem que não pode existir”. O texto mostra de forma clara como Jair Bolsonaro se tornou alvo de uma campanha sistemática para retirá-lo não apenas da cena política, mas também da vida pública. O silêncio, o gesto mais simples e natural diante da recuperação de uma cirurgia, foi interpretado por Moraes como uma afronta, um ato de desobediência velada. É como se, para o ministro, Bolsonaro não tivesse mais o direito sequer de existir sob os olhos da sociedade. O paralelo feito por Briguet com o ostracismo da Grécia Antiga ganha ainda mais sentido diante da escalada de restrições impostas ao ex-presidente.

Não é de hoje que Alexandre de Moraes se coloca como protagonista de um enredo em que Bolsonaro surge como personagem a ser perseguido e controlado. A cada semana, decisões judiciais demonstram não apenas rigor, mas um componente de humilhação, de retaliação e de intimidação. Da tornozeleira eletrônica à prisão domiciliar, passando por restrições absurdas ao convívio com familiares e ao uso das redes sociais, tudo é feito para que Bolsonaro permaneça silenciado e diminuído. Entretanto, ao contrário da intenção de seus algozes, esse movimento tem gerado uma reação inversa: a imagem de um homem perseguido, cercado por uma máquina de poder desproporcional, mas ainda assim reconhecido e aplaudido por populares sempre que aparece em público.

É preciso lembrar que a saúde debilitada de Bolsonaro tem raízes claras no atentado à faca que sofreu em 2018. O episódio não apenas colocou sua vida em risco imediato, como gerou sequelas que até hoje o obrigam a procedimentos médicos recorrentes. Ignorar esse contexto e relativizar sua vulnerabilidade física é mais um sinal da indiferença de quem, em vez de proteger, parece buscar formas de expô-lo. Reduzir a sua segurança pessoal, num país em que o crime organizado demonstra força crescente e em que a polarização política alimenta discursos de ódio, é um gesto que ultrapassa a linha da prudência e beira o sadismo.

Enquanto a criminalidade organizada, como o PCC, continua impondo medo e desafiando o Estado brasileiro com execuções bárbaras e ataques a autoridades, parte do Supremo parece mais preocupada em vigiar os passos de um ex-presidente que representa uma corrente política legítima e com milhões de eleitores. É curioso observar que aqueles que deveriam zelar pela Constituição têm se dedicado a restringir direitos individuais e a moldar narrativas, em vez de enfrentar os verdadeiros inimigos da segurança pública. Essa inversão de prioridades mostra um país em que a política e a justiça se confundem em nome de um projeto de poder.

A perseguição a Bolsonaro, descrita de forma contundente pela Revista Oeste, não é apenas um ataque pessoal. É um recado simbólico: qualquer um que se oponha ao sistema estabelecido poderá ser silenciado, vigiado e punido. Trata-se de uma tentativa de reescrever as regras da democracia sob a ótica de poucos ministros, transformando dissenso em delito e oposição em crime. O problema é que esse tipo de obsessão, travestida de decisão judicial, enfraquece ainda mais a confiança popular nas instituições.

No fim das contas, Alexandre de Moraes pode até acreditar que controla cada passo de Jair Bolsonaro. Mas a realidade insiste em mostrar outra face: quanto mais tentam calá-lo, mais forte se torna a percepção de que o ex-presidente é vítima de um processo de perseguição sem precedentes na história recente do Brasil. E é justamente isso que mantém viva a chama de milhões de brasileiros que, ao contrário do que desejam alguns togados, não estão dispostos a aceitar que o homem que não pode existir seja apagado da vida pública.

Com informações Revista Oeste

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