
Ah, o Brasil… esse país encantado onde o ministro da Fazenda sobe à tribuna com ares de banqueiro suíço, como se estivesse administrando um cantão alpino, e não a tragédia fiscal promovida por um governo que parece ter aprendido economia em curso de verão no DCE da UNE. É surreal. Mas não surpreendente. Afinal, a narrativa da extrema-esquerda tem uma habilidade extraordinária de transformar caos em progresso, desordem em política pública e incompetência em justiça social.
Eis que entra em cena o ministro Fernando Haddad, a reencarnação tupiniquim de um tecnocrata iluminado — pelo menos na ficção criada pelo PT e ecoada religiosamente pela imprensa militante. O mesmo Haddad que, em dois meses de Ministério, conseguiu um feito histórico: fazer você sentir saudades da pandemia, ao menos no quesito responsabilidade fiscal. Não é exagero, é fato.
Com pompa e circunstância, ele vem à Câmara como se tivesse resolvido o problema da inflação no café da manhã e reestruturado a dívida pública no almoço. Mas não se engane: esse show é mais ensaiado que peça de teatro escolar. Enquanto ele sorri com gráficos coloridos nas mãos, o povo, lá fora, sente na pele a inflação dos alimentos que “não existe”, segundo os porta-vozes do governo. Ah, se a realidade obedecesse à propaganda estatal…
Mas a cereja do bolo — ou da marmita, já que com os preços atuais ninguém mais compra bolo — foi a tentativa desesperada de jogar a culpa do rombo fiscal no governo Bolsonaro. Essa já virou o coringa do PT. Quando não sabem o que dizer, culpam o mito. Mesmo que os dados mostrem um superávit de R$ 54 bilhões deixado por Bolsonaro, o petismo é tão eficiente em distorcer fatos quanto é incompetente em gerir um orçamento. A lógica é simples: se não dá pra governar, vamos governar a narrativa.
E que narrativa! Em que outro lugar do mundo se aplaude de pé um plano fiscal que já nasceu morto? Ah, Brasil, sua originalidade é comovente. O mesmo governo que aumenta impostos a cada 37 dias — sim, você leu certo, a cada 37 dias — se recusa a cortar um único centavo de gasto público. Porque cortar gastos seria reconhecer que o Estado é obeso, ineficiente e caro. E isso, claro, fere a sensibilidade do progressismo lacrador, que prefere o Estado gordo e o povo magro. De preferência, magro e calado.
Os defensores do governo, evidentemente, fazem seu papel com maestria — ou com cegueira seletiva, ainda estamos tentando entender. Eles aplaudem o aumento do IOF, do Imposto de Renda sobre investimentos, das contribuições sobre folha de pagamento, e seguem dizendo que o Brasil voltou a crescer. Claro, cresceu! Cresceu o déficit, cresceu a dívida, cresceu o custo de vida e, sobretudo, cresceu a cara de pau de quem governa como se estivesse num talk show.

E quando a realidade bate à porta — como quando Hugo Motta desmascara o pacote fiscal de Haddad, dizendo que ele “não serve ao Brasil” — o desespero é tanto que até a imprensa, aquela que age como babá ideológica do petismo, tenta abafar. Mas não dá mais. O brasileiro está cansado de pagar a conta da festa dos outros. E o ministro, que se apresenta como um diplomata da economia, vira um comediante de mau gosto, culpando um governo anterior que enfrentou uma pandemia global e, mesmo assim, entregou o país em situação fiscal melhor do que a atual.
Ah, e claro, não podemos esquecer a clássica cartada da “fuga dos debates”. Pois é. Haddad tenta reescrever a história dizendo que Bolsonaro fugiu do confronto em 2018. Só faltou dizer que Bolsonaro levou uma facada por covardia. É ou não é um espetáculo de inversão moral? O então candidato estava hospitalizado, mas a esquerda exige que ele comparecesse com soro na veia e curativo no abdômen, como se estivesse num debate de UFC.
Mas a desonestidade intelectual não para por aí. Quando deputados como Nicolas Ferreira e Marcel Van Hattem ousam expor os absurdos econômicos do governo, são chamados de moleques. Sim, moleques. Não importa que tragam dados, fatos, comparações objetivas. Se você desmascara o governo petista, vira um adolescente rebelde aos olhos da seita progressista. Mas se aplaude de pé a gastança estatal, então vira um “estadista comprometido com o social”.
Nada é mais simbólico do que a frase do deputado: “O governo Lula é pior do que uma pandemia”. E não é exagero. Porque a pandemia foi uma tragédia sanitária, sim, mas teve um fim. O governo atual, pelo que indica, veio para durar. E com ele, o endividamento, a inflação e o desespero popular. A diferença? Durante a pandemia, o povo recebeu auxílio. Agora, recebe mais imposto.
Enquanto isso, a imprensa de extrema-esquerda segue cumprindo sua função: acobertar, florear e justificar. O que antes era chamado de “desgoverno” virou “medida necessária”. O que era “populismo irresponsável” se tornou “ajuste fiscal progressivo”. E o que era “gastança eleitoreira” virou “investimento social”. A manipulação semântica é tanta que você precisa de um dicionário inteiro para traduzir o vocabulário petista.
Mas o povo brasileiro não é burro. Pode ser paciente, pode ser resiliente, pode até rir para não chorar — mas burro ele não é. E quando vê o preço da carne, do arroz, do gás, e agora até do feijão subir, não há editorial da Folha que o convença de que “o Brasil voltou”. Voltou ao caos, talvez. Voltou ao modelo de governo onde o Estado é senhor e o cidadão, servo. Voltou à velha política do toma-lá-dá-cá travestido de “pacto democrático”.
E ao final, o que sobra é isso: um teatro onde os palhaços são sérios demais para admitir o desastre, e os poucos sérios são chamados de palhaços por tentarem alertar o público. Mas não se enganem. O riso nervoso dos parlamentares aliados ao governo não é alegria: é desespero disfarçado de convicção. Eles sabem que estão sustentando uma mentira. E sabem que, mais cedo ou mais tarde, a verdade chega.
Portanto, caro leitor do Conservadores Online, é hora de dizer com todas as letras: moleque é quem trata o povo como idiota. Moleque é quem destrói a economia e culpa o antecessor. Moleque é quem tripudia sobre a verdade para preservar seu próprio cargo. E mais: moleque é quem sobe numa tribuna para defender o indefensável, blindado pela militância de um partido que já provou — com todas as letras e números — que é incapaz de administrar até um boteco.
Chega de cinismo, chega de manipulação, chega de política de palco. O Brasil precisa de gente grande, com responsabilidade, coragem e compromisso com a verdade. E, acima de tudo, com respeito pelo cidadão que trabalha, paga imposto e é humilhado por um Estado que devora tudo, menos a própria ineficiência.
Mas claro, talvez eu esteja errado. Talvez o Brasil realmente tenha voltado. Voltado aos tempos do escândalo, da maquiagem fiscal, do aparelhamento e da desfaçatez. Nesse caso, parabéns ao ministro. A missão está sendo cumprida com maestria. A única dúvida é: quando virá o próximo imposto? Afinal, 37 dias passam tão rápido…
Com informações O Antagonista
















