Advogado de Trump expõe Alcolumbre por ignorar 81 senadores e blindar Moraes

O silêncio que pairava nos bastidores do Senado Federal acaba de ser rompido por um norte-americano atento, um advogado que, mesmo

Por Notas & Informações

O silêncio que pairava nos bastidores do Senado Federal acaba de ser rompido por um norte-americano atento, um advogado que, mesmo a milhares de quilômetros de Brasília, enxerga com clareza o que muitos aqui fingem não ver. Martin De Luca, jurista dos Estados Unidos, utilizou sua conta na rede X para lançar luz sobre o abismo institucional que se abre diante dos olhos do Brasil. Seu comentário, certeiro e inquietante, expôs o que muitos conservadores, jornalistas independentes e cidadãos de bem já vêm denunciando há tempos: a total subversão da ordem democrática promovida, não por milicianos digitais ou robôs russos, mas por aqueles que deveriam ser seus guardiões.

Com uma simplicidade desconcertante, De Luca explicou que a maioria dos senadores brasileiros — representantes legítimos do povo — assinou um pedido formal de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. A razão? Uma sucessão de abusos, censuras ilegais, prisões arbitrárias e uma escalada de autoritarismo incompatível com qualquer sistema democrático que mereça esse nome. Mas o ponto mais alarmante da denúncia do advogado norte-americano é o veto pessoal e prepotente de Davi Alcolumbre, presidente do Senado.

Segundo De Luca, Alcolumbre teria dito claramente que não colocará em votação o pedido de impeachment, mesmo que todos os 81 senadores assinem a solicitação. Essa frase não é apenas chocante — é a confissão de um golpe institucional, articulado no silêncio das cúpulas políticas e judicial, protegido por uma imprensa vendida e anestesiada por milhões em publicidade estatal.

Ora, o que é uma democracia se a vontade unânime dos representantes do povo é ignorada por um único homem? O que é o Senado da República se sua função constitucional de fiscalizar, propor, votar e decidir se transforma em mera peça decorativa, anulada por um presidente que age como se fosse o dono do Parlamento? E o mais grave: o presidente de um Senado dominado, humilhado e amordaçado diante de um Supremo que age como partido político, militância ideológica e polícia política — tudo ao mesmo tempo.

De Luca, ao fazer esse alerta, fez mais pelo povo brasileiro do que muitos jornalistas daqui que se ajoelham nos corredores do poder. E fez com uma pergunta que ecoa como um trovão na consciência nacional: “Se até mesmo a unanimidade no Senado é irrelevante, para onde o Brasil está indo?”

Estamos indo, senhores, para um Estado de exceção disfarçado de democracia. Um sistema em que os três poderes já não se equilibram — mas se submetem à força de um único tribunal, hoje guiado não pelo texto constitucional, mas pelo desejo de vingança, censura e intimidação. Um Supremo que censura jornais, fecha contas de redes sociais, prende cidadãos sem julgamento e agora, ao que tudo indica, blindou-se completamente de qualquer possibilidade de responsabilização.

A coragem de Martin De Luca nos lembra de algo fundamental: o mundo está observando. E, por mais que a imprensa brasileira insista em esconder os fatos, por mais que jornalistas militantes tentem transformar abusos em atos heroicos, há quem veja a verdade com clareza — e coragem para expô-la.

O Brasil não está mais diante de uma disputa ideológica comum. Não se trata de direita ou esquerda, de bolsonaristas contra lulistas, mas sim de algo mais profundo: o colapso da ordem democrática pela via institucional. O Senado foi castrado. A Câmara, silenciada. A imprensa, cooptada. O Judiciário, politizado. E o Executivo, refém de interesses obscuros, troca a governabilidade por impunidade.

A pergunta de De Luca reverbera como um grito preso na garganta de milhões de brasileiros: se nem mesmo os 81 senadores juntos têm o poder de abrir um processo de impeachment contra um ministro do STF, quem tem? Quem fiscaliza o fiscal? Quem pune o juiz que perverte a lei? Quem corrige o ministro que abandona a toga para vestir a capa de ativista?

Não se trata aqui de um ataque ao Judiciário — mas de um alerta sobre o desequilíbrio de poderes. E um país sem equilíbrio entre as instituições não é uma democracia: é uma oligarquia de toga. É uma ditadura disfarçada, onde a censura vem acompanhada de justificativas nobres, onde o medo cala a maioria e onde as leis são reinterpretadas ao sabor dos ventos políticos.

O que De Luca fez foi apenas descrever, com a frieza dos fatos, o que tantos brasileiros vivem todos os dias. E sua postagem viralizou porque tocou na ferida aberta da nossa república: a impunidade blindada por um pacto de silêncio.

É hora de romper esse pacto. É hora de exigir que os senadores, que foram eleitos com o voto popular, tenham a coragem de enfrentar não apenas um ministro — mas um sistema que os transformou em reféns. O Brasil precisa reencontrar a coragem de dizer não. De dizer basta. De lembrar que a democracia não é um enfeite discursivo — é um sistema baseado na responsabilidade, na alternância de poder e na submissão de todos à Constituição.

Se o Senado não pode mais agir, se o Executivo se acovarda e se o Judiciário se blinda, então resta ao povo — e à imprensa livre — levantar a voz. E, por incrível que pareça, essa voz hoje veio de fora. Veio de um advogado norte-americano que, talvez por não estar mergulhado nas teias de medo e silêncio que dominam Brasília, teve a ousadia de dizer o óbvio.

Martin De Luca não falou apenas aos seus seguidores. Ele falou ao Brasil. E a pergunta dele ainda ecoa: Para onde estamos indo? A resposta — se é que ainda nos resta uma — depende da coragem de quem ainda se recusa a aceitar a tirania como novo normal.

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