Alckmin implora apoio a empresários após taxação imposta pelos EUA

Em 2017, Geraldo Alckmin, então ainda em pose de tucano indignado, afirmava categoricamente que “Lula quer voltar à cena do crime”.

Por Notas & Informações

Brasília (DF), 14/07/2025 - Vice presidente, Geral do Alckmin, durante entrevista após assinatura de medida provisória que concede isenção da taxa de serviço metrológico para verificação de taxímetros.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Valter Campanato/Agência Brasil

Em 2017, Geraldo Alckmin, então ainda em pose de tucano indignado, afirmava categoricamente que “Lula quer voltar à cena do crime”. Um diagnóstico lúcido e pontual que, ironicamente, hoje se aplica com perfeição… a ele mesmo. Porque agora, em 2025, o vice-presidente da República, aquele mesmo que se dizia paladino da ética e defensor da moral pública, é o porta-voz de um governo que oficializou o retorno à cena do crime com tapete vermelho e tudo. E o palco da vez é uma suposta negociação com os Estados Unidos sobre taxação de exportações brasileiras — uma encenação ridícula que beira o insulto à inteligência nacional.

Vamos colocar os pingos nos is, ou melhor, os pingos nos “L” de Lula e de lapso moral. Alckmin, outrora crítico ferrenho do petismo, hoje atua como ventríloquo do lulismo gourmet, com um sorriso amarelo e a convicção de um vendedor de enciclopédias tentando empurrar socialismo de prateleira para empresários do agronegócio e da indústria.

Segundo a Agência Brasil, o governo brasileiro está “empenhado em resolver a questão” da taxação de 50% imposta por Donald Trump a produtos brasileiros. Mas vejamos: qual a postura do nosso ilustre vice-presidente e ministro do Desenvolvimento? Ele quer “negociar com tranquilidade” e “sem interferir em outros poderes da República”, numa clara cutucada à coragem de Trump que, ao menos, não tem medo de apontar os dedos para o ativismo judicial do STF brasileiro.

Ou seja, Alckmin começou a reunião dizendo, em bom português diplomático: “não vamos fazer nada de firme, porque temos medo de desagradar nossos próprios censores togados”. O comitê formado por quatro ministérios e alguns convites de cortesia a outras pastas é a típica criação da esquerda brasileira: muita burocracia para nenhum resultado prático. Parece mais um grupo de WhatsApp para combinar discursos do que uma força-tarefa séria para defender os interesses nacionais.

E claro, tudo isso acontece com aquela pitada de deboche petista disfarçada de cordialidade institucional. Alckmin, o mesmo que já viu o PT como quadrilha, agora pede a colaboração de empresários para, veja só, salvar o Brasil das decisões de Trump. É o velho truque de jogar a culpa nos outros para encobrir a própria covardia. O país está sob ataque econômico e o governo parece mais preocupado em não incomodar os Estados Unidos… do que em proteger os brasileiros.

E o que é mais patético: a proposta brasileira de negociação foi enviada em maio — “em caráter confidencial”, como frisou Alckmin — e foi simplesmente ignorada. Trump sequer respondeu. Você acha mesmo que um presidente como Trump, que opera com firmeza, vai perder tempo com uma cartinha do Brasil socialista pedindo diálogo, paz e amor? Ora, isso é mais ridículo do que pensar que a Venezuela ainda é uma democracia.

O mais cômico — se não fosse trágico — é ver Alckmin usando como argumento que o Brasil não tem superávit com os EUA. Ué, então agora a gente só negocia quando tem prejuízo? É essa a lógica do novo desenvolvimentismo lulopetista? A diplomacia virou um boletim de notas fiscais. Se estamos devendo, tudo bem; se estamos lucrando, aí sim precisamos pagar o preço da ousadia.

E não se engane: o governo brasileiro estuda “medidas de reciprocidade”. Sim, aquela mesma “reciprocidade” que em outros tempos significava soberania, mas que hoje deve se traduzir em mais papelada, mais decreto vazio e, claro, mais discurso choroso em Brasília. Enquanto Trump impõe tarifas, o Brasil publica regulamentações de lei. Um tapa na cara de luva de pelica — com cheiro de mofo socialista.

Alckmin não é mais o político que combateu a corrupção. Ele é, hoje, o garoto-propaganda da impotência institucional. Aquele que outrora se vendia como gestor técnico, agora lidera reuniões que não passam de cafés filosóficos entre burocratas e empresários acuados. O Brasil precisava de força, e recebeu… empatia.

A esquerda, claro, aplaude. Eles adoram reuniões, comitês, pareceres, notas oficiais, fóruns internacionais e tudo aquilo que não resolva absolutamente nada. Eles preferem perder a guerra com uma frase bonita do que vencê-la com um gesto firme. É a estética da incompetência travestida de civilidade.

E no fim, o que se vê é um país que sangra economicamente, enquanto o governo pinta o sangue com purpurina diplomática. As exportações caem, os empregos minguam, e o agronegócio, motor da economia nacional, é tratado como peso político e não como ativo estratégico.

O mais irônico disso tudo é ver os extremistas de esquerda, que por anos gritaram contra o “imperialismo estadunidense”, agora choramingando para que o “Tio Sam” seja bonzinho e retire as tarifas. Cadê a tal “soberania latino-americana”? Cadê a independência dos BRICS, a nova ordem multipolar, o tal “mundo sem hegemonias”? Sumiu na primeira taxa de 50%.

Resumo da ópera bufa: Lula voltou à cena do crime e levou o Alckmin como cúmplice sorridente. E se você ainda acha que esse governo é sério, te falta ironia, leitura crítica… ou vergonha na cara.

Com informações Agência Brasil

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