
Ah, mas é claro que Davi Alcolumbre, esse ícone da moralidade e defensor incansável dos bons costumes políticos, não poderia deixar passar uma crítica sem reagir como um verdadeiro guardião da democracia — ou melhor, da narrativa conveniente. Agora, a nova cruzada do presidente do Senado é contra Gustavo Gayer, um parlamentar que ousou fazer comentários sobre Gleisi Hoffmann, aquela mesma cuja reputação política dispensa apresentações, afinal, seu currículo fala por si só. Mas não, não se pode questioná-la, porque no Brasil de hoje, há intocáveis.
Alcolumbre, esse paladino da justiça seletiva, já avisou que tomará as “medidas cabíveis” contra Gayer, porque, obviamente, liberdade de expressão só vale quando está alinhada ao discurso progressista. Se você, caro leitor, ainda acredita que vivemos em uma democracia plena, talvez precise reavaliar sua visão. Aqui, há uma classe política que pode dizer o que quiser, atacar quem quiser e agir sem qualquer tipo de consequência. Mas, se um conservador resolve levantar a voz e expor as incoerências do sistema, aí a coisa muda de figura. Aí é “discurso de ódio”, “ataque à democracia”, e, claro, motivo para punição.
E o que exatamente Gustavo Gayer disse de tão grave? Ah, esse é o ponto alto da hipocrisia. Nada além daquilo que boa parte da população brasileira já sabe e comenta diariamente. Mas quando se trata da esquerda e seus figurões, qualquer crítica se transforma em um atentado contra a ordem pública. Alcolumbre, que nunca se preocupou com outros discursos agressivos no cenário político, agora se vê profundamente indignado e disposto a mobilizar seus advogados para garantir que Gayer seja devidamente enquadrado. Afinal, a nova regra do jogo é clara: o monopólio da fala pertence à esquerda.
Alcolumbre deve tomar medidas contra Gayer após falas sobre Hoffmann
— Fernanda Salles (@reportersalles) March 13, 2025
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, entrará com representação na Câmara contra Gustavo Gayer após falas sobre Gleisi Hoffmann. Mais cedo, Alcolumbre disse à imprensa que o caso estava nas mãos de… pic.twitter.com/zjUo9jTqza
Gleisi Hoffmann, uma das vozes mais estridentes do petismo, nunca economizou palavras para atacar adversários, classificar opositores como “fascistas”, “golpistas” e outros adjetivos nada amigáveis. No entanto, quando o jogo vira, quando alguém da direita resolve dar nome aos bois e falar algumas verdades, a turma do “progressismo democrático” entra em ação, clamando por justiça e punição. A narrativa é a mesma de sempre: liberdade de expressão para mim, censura para você.
Mas voltemos a Alcolumbre. Esse mesmo político, que hoje veste a toga de juiz da moralidade, já esteve envolvido em polêmicas bem mais sérias do que um simples comentário de Gustavo Gayer. Quem não se lembra dos episódios nebulosos envolvendo sua gestão na presidência do Senado? Dos questionamentos sobre suas movimentações financeiras? Da sua conduta política sempre alinhada a conveniências? Mas, claro, nada disso é problemático. Nada disso merece “medidas cabíveis”, porque, no Brasil, o que define um crime não são os fatos, mas sim quem os comete.
O mais interessante nisso tudo é perceber como essa turma se organiza de maneira impecável quando o objetivo é calar vozes conservadoras. A extrema-esquerda, com apoio irrestrito da mídia tradicional, tem um modus operandi muito bem estabelecido: qualquer crítica a um dos seus é imediatamente tratada como uma afronta à democracia. O mecanismo é simples e eficaz: primeiro, geram indignação na imprensa amestrada; depois, acionam os aliados no Congresso e no Judiciário para transformar um simples comentário em um crime hediondo. E, por fim, utilizam as redes sociais para criar a falsa sensação de que a população está ao lado deles. O jogo é sujo, mas tem funcionado.
Resta saber se os brasileiros, especialmente aqueles que não se deixam manipular por narrativas prontas, continuarão aceitando esse teatro sem questionar. Gustavo Gayer, gostem ou não dele, tem todo o direito de expressar suas opiniões, principalmente quando se trata de figuras públicas como Gleisi Hoffmann. Se ela pode falar o que quiser sobre seus adversários, então que esteja disposta a ouvir críticas também. Mas não, no Brasil da censura seletiva, a regra é outra: alguns falam, outros se calam.
O caso Gayer x Alcolumbre é apenas mais um capítulo dessa novela política que se desenrola há anos. A esquerda, com seu discurso de superioridade moral, continua determinando o que pode e o que não pode ser dito. E a cada nova tentativa de silenciamento, a farsa se torna ainda mais evidente. Será que alguém ainda tem dúvidas sobre quem realmente representa uma ameaça à liberdade de expressão?