Allan dos Santos expõe dossiê secreto dos Alcolumbre e esquema da ABIN paralela

Vivemos num tempo onde a verdade não apenas sangra, mas é enterrada viva. A estrutura do Estado brasileiro, antes idealizada como

Por Notas & Informações

Vivemos num tempo onde a verdade não apenas sangra, mas é enterrada viva. A estrutura do Estado brasileiro, antes idealizada como um tripé harmônico entre os Poderes, hoje se revela um palco onde se encenam farsas jurídicas, manipulações institucionais e escândalos blindados por um manto de silêncio cúmplice. O cidadão comum, enquanto se debate com os problemas do cotidiano, permanece alheio ao verdadeiro teatro das sombras que rege o destino da nação. E quem se atreve a romper o pacto do silêncio, é rapidamente esmagado por uma engrenagem que não perdoa os que ousam.

Basta observar o padrão: operações robustas, recheadas de provas, conexões e documentos, simplesmente desaparecem do noticiário nacional quando os nomes envolvidos não servem à narrativa dominante. A Operação Flight Level, por exemplo, deflagrada durante o governo Bolsonaro, expôs conexões perigosas entre o tráfico internacional de drogas e membros da elite política e empresarial brasileira. E mesmo com todos os elementos, evidências e grampos em mãos da Polícia Federal, o resultado foi o silêncio. Nenhum nome foi amplamente divulgado, nenhum grande escândalo foi sustentado pela mídia tradicional. Por quê?

Porque os nomes em questão comprometem a estabilidade de um castelo de cartas cuidadosamente empilhado. São figuras com foro privilegiado, escudadas por alianças espúrias e protegidas por dossiês cuidadosamente arquivados nos bastidores do poder. O Brasil tornou-se refém de uma lógica de chantagem institucional. Um sistema onde documentos e investigações não servem para aplicar a justiça, mas sim como moeda de troca entre políticos, juízes e empresários.

Há anos, se denuncia a existência da chamada “ABIN Paralela”, um organismo oculto que opera à margem das estruturas formais da inteligência do Estado. Hoje, com os olhos abertos e documentos na mão, é impossível negar sua existência. A verdadeira inteligência que atua no Brasil não serve ao povo, serve à proteção de interesses seletivos. Não é coincidência que nomes como Fábio Shor e Ricardo Saad tenham ganhado tanta influência dentro da Polícia Federal e do COAF. Trata-se de um eixo de comando paralelo, onde decisões não passam mais pelas superintendências estaduais, mas vão diretamente ao colo dos ministros do STF.

A gravidade disso ultrapassa a simples politização das instituições. Estamos falando de um esquema consolidado onde a Polícia Federal age sob demanda de ministros da Suprema Corte, realizando investigações seletivas, emitindo mandados de prisão, censurando conteúdos, silenciando vozes e blindando aliados. Isso não é mais uma suspeita. É uma realidade nua e crua, sustentada por documentos, depoimentos e ações concretas. E se ainda há brasileiros que duvidam disso, é porque a anestesia moral funcionou bem demais.

Enquanto isso, figuras como Davi Alcolumbre seguem impunes, mesmo diante de um histórico familiar marcado por investigações por desvio de recursos públicos, envolvimento com garimpo ilegal e conexões com empresas suspeitas. Tudo documentado, tudo registrado. Mas o que acontece? Silêncio. Nenhum jornalista da grande imprensa ousa aprofundar a questão. Nenhum editorial é escrito. Nenhuma CPI é convocada. E por quê? Porque os que deveriam fiscalizar e denunciar preferem manter suas verbas públicas e patrocínios intactos.

E assim o Brasil segue, onde criminosos são tratados como autoridades e patriotas são perseguidos como bandidos. Onde a “liberdade de expressão” é um conceito plástico, moldado conforme a conveniência ideológica do momento. Onde o cidadão de bem é tratado com desconfiança e o delator de verdade é tachado de “conspiracionista”. Não é difícil entender por que a confiança nas instituições está em queda livre. Elas deixaram de representar o povo e passaram a servir a um projeto de poder que dispensa a verdade como requisito.

Mas, como em toda estrutura podre, uma rachadura sempre se forma. E essa rachadura vem sendo provocada por aqueles que se recusam a se calar. Gente como Allan dos Santos, que mesmo exilado, continua a denunciar os bastidores mais obscuros da República. Em um de seus vídeos mais contundentes, Allan alerta: “Prestem muita atenção nessa operação Senado, Polícia Federal, STF, poder executivo. Isso é de extrema importância.” E ele está certo. Nunca foi apenas sobre corrupção, foi sempre sobre poder. O tipo de poder que se mantém não com votos, mas com dossiês.

Quando Allan menciona a atuação da DIP, o departamento de inteligência da PF que hoje opera sob ordens diretas de ministros do STF, ele não está fazendo teoria da conspiração. Ele está abrindo a cortina do teatro. Mostrando que a justiça virou instrumento de guerra política. Que o mesmo sistema que deveria defender o Estado de Direito, hoje o destrói pelas beiradas, com requintes de sofisticação soviética.

Não é exagero afirmar que vivemos sob uma estrutura que lembra mais a KGB do que qualquer democracia ocidental. Não é uma questão de retórica, é uma constatação. O uso da justiça para fins políticos, a manipulação seletiva de investigações, a censura disfarçada de “regulação”, tudo isso são sintomas de um Estado que perdeu o rumo da legalidade. A única diferença é que aqui, os que denunciam são tratados como alvos, e não como aliados da verdade.

Ao final, resta a pergunta: até quando o povo aceitará ser governado por aqueles que deveriam ser investigados? Até quando permitiremos que dossiês secretos decidam o rumo da República? Até quando suportaremos ver os verdadeiros criminosos nas tribunas e os verdadeiros patriotas nas celas?

A resposta virá, como sempre, daqueles que não se vendem. Daqueles que, como Allan dos Santos, se colocam entre a verdade e o abismo. Porque no fim das contas, como dizia o velho professor Olavo, “a verdade tem uma força própria. Mesmo abafada, ela sempre ressurge, como água vazando por rachaduras de concreto.”

E essa rachadura, meus amigos, já começou.

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