
Amigos e leitores do Conservadores Online, hoje é dia de levantar um brinde aos deputados que, com coragem e senso de justiça, vêm defendendo uma pauta que, convenhamos, é uma questão de coerência e respeito aos direitos fundamentais: a anistia aos presos do 8 de Janeiro.
Em um cenário político onde os valores conservadores são constantemente atacados, é reconfortante saber que 182 deputados da nossa Câmara não se curvaram ao discurso autoritário de criminalizar todo e qualquer opositor do regime atual. Sim, meus caros, mesmo com toda a pressão midiática e a retórica ensandecida da esquerda, há quem ainda levante a voz em defesa da liberdade e do direito ao devido processo legal.
E não estamos falando de uma minoria silenciosa. De acordo com o levantamento exclusivo do Estadão, nada menos que 77% dos parlamentares responderam às perguntas sobre a anistia. Desses, 182 se posicionaram favoráveis, garantindo, assim, o número necessário para apresentar o requerimento de urgência no plenário. Em termos simples: a discussão não será engavetada, como tanto desejam os defensores da censura e do pensamento único.
Aqui, vale destacar a bravura de figuras como o deputado Major Vitor Hugo (PL-GO), autor do Projeto de Lei 2.858/2022, que já é o texto mais avançado sobre o tema no Legislativo. Não por acaso, esse projeto tem sido alvo de ataques incessantes por parte daqueles que veem na punição exemplar uma forma de calar qualquer manifestação contrária ao establishment.
E sejamos francos: a hipocrisia de quem se opõe à anistia é de fazer corar até os mais cínicos. Enquanto alguns “defensores da democracia” tentam pintar os manifestantes do 8 de Janeiro como golpistas perigosíssimos, ignoram convenientemente que muitas dessas pessoas – cidadãos comuns – foram presas de forma arbitrária, algumas sem sequer terem participado de atos de vandalismo. Caso emblemático é o de Débora Rodrigues dos Santos, a cabeleireira que, pasmem, está sendo julgada pelo STF e corre o risco de pegar 14 anos de prisão por ter escrito “perdeu, mané” com um batom em uma estátua.

E onde estão os defensores dos direitos humanos? Aquelas vozes que tanto bradam por justiça social? Ah, meus amigos, quando o alvo é alguém que ousou discordar do governo Lula, a compaixão desaparece como mágica.
Outro ponto interessante revelado pelo levantamento do Estadão é a divisão interna de partidos que, em tese, deveriam ter uma posição unificada. No Republicanos, por exemplo, temos o deputado Silas Câmara (AM) defendendo abertamente a anistia, enquanto sua colega de partido Antônia Lúcia (AC) afirma, sem rodeios, que o 8 de Janeiro foi um “golpe”. Parece que a coerência não é o forte de alguns.
Já o PL, partido de Jair Bolsonaro, segue firme na defesa da anistia. Sete de seus deputados preferiram não se posicionar – talvez para evitar as garras afiadas do STF, que hoje parece mais interessado em perseguir opositores do que em garantir a imparcialidade da Justiça. Mas uma coisa é certa: a maioria da bancada está ao lado do povo brasileiro, que não suporta mais ver cidadãos comuns sendo tratados como criminosos de alta periculosidade.
Falando em STF, não dá para ignorar o papel ativo do ministro Alexandre de Moraes nessa verdadeira caçada jurídica. Recentemente, ele votou para condenar Débora Rodrigues a 14 anos de prisão, em um julgamento que mais parece um espetáculo para intimidar qualquer um que ouse discordar do regime. E aí eu pergunto: isso é justiça ou vingança?
O curioso – e aqui eu uso o termo com um sarcasmo generoso – é que os mesmos que exigem punição severa para os manifestantes do 8 de Janeiro são aqueles que minimizam ou até justificam atos de vandalismo cometidos por movimentos alinhados à esquerda. Quando o MST invade propriedades privadas, ou quando black blocs destroem patrimônio público em nome de “lutas sociais”, a conversa é sempre de “compreender as causas” e “evitar a criminalização dos movimentos”. Dois pesos, duas medidas.
Mas nem tudo está perdido. A resistência conservadora cresce a cada dia, e a mobilização em torno da anistia é a prova disso. A sociedade está de olho, e a pressão sobre os parlamentares continua. Os 182 deputados que já manifestaram apoio merecem nosso reconhecimento e nosso agradecimento. Não é fácil, em um ambiente tóxico como o atual, manter a firmeza de princípios e a coragem de se posicionar contra a narrativa dominante.
A verdade, meus amigos, é que o que está em jogo aqui não é apenas a liberdade dos presos do 8 de Janeiro. Trata-se de algo muito maior: o direito de todos nós a um debate livre e justo, sem a ameaça constante de perseguição judicial ou censura. Hoje são eles. Amanhã, pode ser qualquer um de nós.
Por isso, fica aqui nosso sincero parabéns aos deputados que não se curvaram ao autoritarismo travestido de defesa da democracia. Que continuem firmes, porque a batalha está longe de acabar. E que saibam: não estão sozinhos. Os brasileiros que acreditam em liberdade, justiça e respeito à Constituição estão com vocês.
A luta continua, e a verdade sempre prevalecerá.
Com informações Estadão