Arthur Lira compra mansão em bairro nobre da Capital Federal de R$ 10 milhões

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Deputado Arthur Lira (PP-AL) durante sessão na Câmara. – Pedro Ladeira – 1.fev.25/Folhapress

Enquanto milhões de brasileiros lutam diariamente para pagar o aluguel, abastecer o carro ou garantir a feira do mês, Arthur Lira, o até outro dia todo-poderoso presidente da Câmara dos Deputados, decidiu que era hora de investir. E não foi em Tesouro Direto ou num CDB qualquer. Não. Ele comprou uma mansão de R$ 10 milhões no Lago Sul, bairro nobre da capital federal.

A notícia, que foi confirmada pela Folha de S.Paulo com base em informações publicadas pelo site Metrópoles, nos revela mais do que o simples ato de compra de um imóvel: revela o abismo que separa a elite política brasileira da realidade do cidadão comum. E, pior, revela também a tranquilidade com que esses mesmos políticos vivem e enriquecem, aparentemente sem grandes explicações públicas, contando com um sistema que parece sempre estar ao lado deles.

Arthur Lira declarou possuir quase R$ 6 milhões em bens na última eleição (2022). Nada mal. Mas quando você compara isso com a compra de um imóvel de R$ 10 milhões, financiando R$ 7 milhões com o BRB, o Banco de Brasília — aquele mesmo que costuma financiar imóveis para figurões da política —, começa a surgir aquela dúvida inevitável: de onde vem tanto dinheiro?

Segundo ele, não há com o que se preocupar. Tudo está dentro da normalidade. O dinheiro, diz o deputado, vem de “mais de 30 anos de atividade rural amplamente reconhecida”. Reconhecida por quem? Por quais resultados? Quais empresas exatamente geram tal rendimento? Quais declarações comprovam essa renda altíssima que justificaria um financiamento com parcelas mensais superiores a R$ 100 mil, o que exigiria uma renda de aproximadamente R$ 270 mil por mês?

Detalhe técnico: o salário bruto de um deputado federal é de R$ 46 mil. Ou seja, menos de um quinto do que seria necessário para bancar essa parcela. O que ele alega? Renda de outras fontes. Entre elas, diz possuir duas empresas e quatro propriedades rurais.

Nada contra empresários ou produtores rurais — pelo contrário. Mas seria interessante, para a transparência que se espera de um servidor público, detalhar quais são essas empresas, os lucros delas, as atividades rurais específicas e suas receitas reais. Afinal, vivemos num país em que a conta de luz assusta e o preço do arroz bate recorde, mas um deputado consegue bancar uma mansão com piscina na capital federal como se estivesse comprando uma casa em Bauru.

E por que isso importa, Conservador? Porque é justamente contra esse tipo de distorção que tanto lutamos. Porque não aceitamos mais que figuras públicas tratem o dinheiro como um recurso ilimitado, enquanto a população precisa “parcelar a vida” no cartão. Porque não dá mais para aguentar o cinismo da política profissional, travestida de “vida pública”, mas que se comporta como se fosse um clube fechado, restrito a quem pode e sabe como usufruir das brechas do sistema.

Você sabia que o mesmo Banco de Brasília (BRB), que agora financia os R$ 7 milhões da mansão de Lira, também foi o mesmo onde Flávio Bolsonaro, senador pelo PL-RJ, financiou outra mansão em 2022, no valor de R$ 6 milhões? É, exatamente. O BRB é o banco queridinho de parte da elite política nacional quando o assunto é crédito imobiliário milionário. E não é um banco qualquer: é controlado pelo Governo do Distrito Federal — ou seja, tem capital público envolvido.

O ex-presidente da Câmara comprou o imóvel de Leonardo Nogueira Valverde de Morais, empresário que, vejam só, é ligado a publicidade e segurança, e que tinha a casa desde 2011, quando a adquiriu por R$ 3,6 milhões. Em pouco mais de 13 anos, o imóvel triplicou de valor. Nada mal.

E mais: Valverde tem ligação direta com Celina Leão (PP), a vice-governadora do Distrito Federal, também próxima de Lira. Coincidência? Parceria? Relação institucional? Amizade pessoal? Infelizmente, a reportagem não conseguiu ouvir o empresário, e Celina disse que “não tinha nada a declarar sobre a negociação do imóvel.”

Conveniente, não?

Mas e você, conservador brasileiro, que paga seus impostos, que acorda cedo para trabalhar, que vê seu poder de compra diminuir a cada mês com a inflação e os juros? Como se sente ao ver esse tipo de notícia ser tratada com tamanha normalidade?

R$ 10 milhões em um imóvel.

Parcelas mensais estimadas acima de R$ 100 mil.

Financiamento aprovado por banco público.

Declaração de bens que não cobre sequer o valor total da casa.

Resposta oficial do deputado: “tudo dentro da normalidade, compatível com minha renda.”

Será que é mesmo?

Pense bem: e se fosse você tentando financiar uma casa de R$ 500 mil? Já tentou? Conseguiu? E o banco te exigiu comprovar o quê? Você precisou comprovar renda fixa, emprego formal, estabilidade, histórico de crédito… Teve que juntar papelada, fazer vistoria, esperar parecer do banco, tudo isso para conseguir financiar talvez uma kitnet ou um sobrado simples.

Mas quando se trata de um nome conhecido da política, tudo parece mais ágil, mais possível, mais fácil. O que para o povo é burocracia, para os políticos parece ser bênção divina.

E não se engane: o problema aqui não é só Lira, nem só o BRB, nem só Brasília. O problema é o sistema político que permite esse tipo de comportamento, enquanto o cidadão comum precisa lutar por cada centavo.

É exatamente por isso que o conservadorismo precisa se fortalecer no Brasil. Não o conservadorismo de fachada, o que se diz “de direita” só para ganhar voto, mas aquele verdadeiro, que acredita no mérito, na justiça, na igualdade de oportunidades — não de privilégios. Que acredita em uma política limpa, transparente e responsável, não em castelos de luxo erguidos sobre a confiança do eleitor.

Arthur Lira pode até dizer que está tudo legal. Mas isso não significa que esteja tudo moral.

E nós, conservadores, sabemos a diferença.

Chega de aplaudir o “jeitinho” de quem já tem tudo. Chega de engolir discursos genéricos sobre produtividade rural, quando o cidadão do campo mal tem estrada asfaltada para escoar a produção. Chega de normalizar políticos milionários com patrimônio que não bate com seus próprios rendimentos declarados. Chega de aceitar o inaceitável.

E mais: chega de aceitar que a elite política brasileira continue sendo protegida por um muro de silêncio, onde a imprensa, os bancos e até os colegas de partido fingem não ver. Porque, quando o brasileiro acordar de verdade, será impossível sustentar esse sistema por muito mais tempo.

Enquanto você, brasileiro de bem, tenta entender como vai pagar o boleto da escola do seu filho, tem político que não vê problema nenhum em bancar uma piscina no Lago Sul.

Enquanto você, conservador patriota, luta por valores e princípios, tem deputado que enriquece sem nunca prestar conta real da origem de seus recursos.

A pergunta que não quer calar é: você vai continuar calado?

Se este conteúdo despertou sua indignação, compartilhe com amigos, familiares e grupos de WhatsApp. O Brasil precisa de conservadores vigilantes. Gente que não se cala diante da corrupção, do abuso de poder e da desigualdade fabricada por quem deveria servir ao povo.

Arthur Lira pode até ter comprado sua mansão. Mas nós, cidadãos de bem, precisamos comprar a briga por um país mais justo.

E aí, vamos juntos?

Leandro Veras

Fundador e Editor do Conservadores Online

Leandro Veras acompanha de perto a política e os bastidores do poder no Brasil, com um olhar atento para os impactos sociais, econômicos e morais das decisões tomadas em Brasília. Atua como uma voz ativa no debate público, abordando temas que vão desde os jogos de influência entre o STF e o Congresso Nacional, passando pelas relações do Brasil com Israel e o Ocidente, até os reflexos das crises globais no cotidiano das famílias brasileiras. Já escreveu sobre tudo: desde a interferência da China no agronegócio brasileiro, passando por imigrantes ilegais nas fronteiras amazônicas, até agricultores brasileiros queimando safra por falta de infraestrutura e apoio governamental. Seu compromisso é com a verdade, a liberdade e os valores cristãos que moldaram nossa civilização.

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