Bolsonaro assume controle da sucessão ao Senado e irrita a velha mídia militante

O que estamos vendo nos bastidores da política nacional é mais um episódio emblemático daquilo que a esquerda brasileira chama de

Por Notas & Informações

O que estamos vendo nos bastidores da política nacional é mais um episódio emblemático daquilo que a esquerda brasileira chama de “crise na direita”. Claro, para eles, qualquer sinal de movimentação dentro do campo conservador é um prato cheio para plantar narrativas, inflar disputas internas e provocar o público com o velho discurso de divisão. A coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, é o exemplo mais recente dessa estratégia previsível. Sem nenhuma surpresa, ela tenta pintar a situação envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e a sucessão para o Senado em São Paulo como um grande drama palaciano, recheado de vaidades, traições e incertezas. A realidade, porém, é muito mais simples — e, claro, muito mais incômoda para a esquerda militante.

De um lado, temos um líder político que, gostem ou não, continua sendo o principal nome da direita brasileira. Jair Bolsonaro não apenas lidera as pesquisas de intenção de voto quando o assunto é direita conservadora, mas também detém a palavra final dentro do próprio campo bolsonarista. Isso incomoda muita gente, inclusive os setores que fingem torcer pela “renovação da direita” enquanto na verdade desejam apenas seu esfacelamento para abrir caminho ao retorno da hegemonia progressista.

O fato de Eduardo Bolsonaro não concorrer ao Senado por São Paulo, como traz a coluna, não é exatamente uma derrota ou um sinal de fraqueza. Pelo contrário, é um movimento estratégico. Quem observa com atenção sabe que o deputado está se movimentando internacionalmente, reforçando laços com lideranças da direita mundial, como Donald Trump, Javier Milei e outros nomes que têm causado calafrios em globalistas e progressistas mundo afora. A possível ausência de Eduardo em uma disputa estadual pode significar justamente a preparação para voos mais altos em 2026 ou 2030. O próprio texto de Bergamo reconhece isso, ainda que com ares de fofoca política.

É curioso notar como a militância disfarçada de jornalismo tenta transformar o direito de decisão de Bolsonaro em um problema. Ao afirmar que o ex-presidente disse que a escolha do candidato ao Senado será dele, a coluna parece sugerir que existe algo de antidemocrático nisso. Como se não fosse absolutamente natural que o líder máximo de um campo político tenha a palavra final nas principais decisões estratégicas. Na esquerda, isso é chamado de “liderança firme”. Na direita, tentam vender como autoritarismo.

Os nomes que surgem como possíveis candidatos — Marco Feliciano, Mário Frias, André do Prado e Ricardo Salles — são todos figuras de projeção nacional dentro da base bolsonarista. A disputa por essa vaga não é apenas uma questão eleitoral, é uma definição sobre o futuro do conservadorismo paulista e, por extensão, brasileiro. Cada um deles representa um perfil diferente: do discurso mais combativo de Salles, ao apelo religioso de Feliciano, passando pela comunicação popular de Frias. O que há aqui é um debate interno legítimo e saudável. Mas é claro que para jornalistas da velha guarda, como Mônica Bergamo, qualquer sinal de disputa é sinônimo de crise.

O que mais chama atenção na narrativa montada é o tom de desespero com a ausência de uma definição clara sobre o futuro de Bolsonaro nas eleições presidenciais de 2026. A esquerda não sabe conviver com o imponderável. Eles querem, a qualquer custo, que o ex-presidente anuncie logo o nome do seu sucessor, como se isso fosse resolver a ansiedade deles. A verdade é que Bolsonaro segue uma estratégia própria, fora dos padrões previsíveis da política tradicional. Quem o conhece sabe que ele gosta de surpreender, de manter o inimigo em dúvida, de jogar com o tempo a seu favor. E isso, por si só, já é um problema gigantesco para os estrategistas da esquerda.

A militância disfarçada de jornalismo insiste na ideia de que a demora de Bolsonaro em se posicionar está “atrapalhando a direita”. Mas o que eles realmente querem dizer é que isso está atrapalhando os planos da esquerda de organizar o discurso contra o próximo adversário. Enquanto eles especulam, o ex-presidente segue no controle, escolhendo com calma seus movimentos. E a verdade é que cada dia de silêncio dele aumenta ainda mais a tensão no outro lado do tabuleiro.

O ponto mais revelador da coluna de Bergamo está na repetição de uma palavra que ela fez questão de destacar: “Eu decido”. Esse é o tipo de afirmação que tira a esquerda do sério. Um líder conservador que não pede permissão, que não aceita pressão de colunistas da velha imprensa, e que segue fiel ao seu eleitorado. Não há nada mais insuportável para os progressistas do que um conservador que age com autonomia.

A conclusão disso tudo é muito simples: o que parece uma crise é, na verdade, o funcionamento natural de um movimento político em pleno amadurecimento. A direita brasileira finalmente entendeu que não precisa de aprovação da mídia para tomar suas decisões. Não precisa da chancela da Folha, da Globo, ou de qualquer outro veículo com viés ideológico escancarado. O futuro será decidido entre os conservadores, por conservadores e para conservadores.

Enquanto Mônica Bergamo e seus colegas de redação perdem noites de sono tentando especular o próximo passo de Jair Bolsonaro, o que o eleitor de direita precisa fazer é exatamente o oposto: manter a calma, reforçar as bases e confiar que o jogo só começou. O desespero da esquerda é o maior sinal de que a direita está no caminho certo.

Com informações Folha de S.Paulo

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