
O tabuleiro político brasileiro nunca para. E quando você pensa que já viu de tudo, o ex-presidente Jair Bolsonaro resolve mexer mais uma peça que promete estremecer as estruturas da velha política e colocar ainda mais pânico na esquerda e na mídia militante. Pois é, enquanto os adversários de sempre gastam seus dias comemorando prisões seletivas, espalhando narrativas fajutas e tentando enterrar o bolsonarismo com manchetes de ocasião, Bolsonaro segue traçando os próximos passos, e o alvo da vez atende pelo nome de Carlos Bolsonaro.
Sim, o filho “02” do ex-presidente, que por anos foi o estrategista digital mais temido do Brasil e um dos principais responsáveis pela vitória de 2018, agora se prepara para um novo desafio: disputar uma vaga no Senado por Santa Catarina em 2026. A notícia caiu como uma bomba no meio político, principalmente no próprio estado catarinense, onde já havia articulações avançadas para que a deputada Julia Zanatta, do mesmo PL, fosse a candidata natural ao Senado. Mas como tudo que envolve o clã Bolsonaro, as decisões estratégicas seguem uma lógica própria, imune às vaidades regionais.
A ligação pessoal de Bolsonaro para Julia Zanatta foi direta, sem rodeios. Ele deixou claro que Carlos será o nome para o Senado por Santa Catarina e que, a partir de agora, a deputada deveria se concentrar em buscar a reeleição para a Câmara. Para quem conhece o jeito Bolsonaro de fazer política, a mensagem foi simples: a prioridade agora é ampliar a base bolsonarista no Senado e montar um escudo político ainda mais sólido para os próximos embates institucionais que, todos sabemos, estão longe de acabar.
A reação de Julia Zanatta? Exatamente o que qualquer político faz quando percebe que os ventos mudaram: começou a abrir conversas com outros partidos, como o PP e o União Brasil. Uma movimentação previsível, mas que, na prática, mostra o quanto o bolsonarismo continua sendo a força gravitacional da direita brasileira. Nenhum partido quer perder um nome como Julia, mas todos sabem que a bênção de Bolsonaro tem um peso eleitoral que pode ser decisivo.
Agora, vamos à pergunta que muitos catarinenses e analistas de plantão estão fazendo: por que Carlos? Por que Santa Catarina? A resposta é simples e pragmática. Santa Catarina é, hoje, um dos estados mais bolsonaristas do Brasil. Foi lá que Bolsonaro teve uma das maiores votações proporcionais nas últimas eleições. É uma base eleitoral consolidada, com um eleitorado conservador, cristão e avesso ao progressismo ideológico que domina Brasília e os grandes centros urbanos.
Além disso, a matemática eleitoral é implacável. No Rio de Janeiro, onde Carlos tem base histórica como vereador, a vaga ao Senado em 2026 será disputada por Flávio Bolsonaro, o “01”, que buscará a reeleição. Em São Paulo, o nome da vez será Eduardo Bolsonaro, o “03”, também mirando o Senado. Ou seja, restava a Bolsonaro encontrar um novo campo de batalha para o filho “02”, e Santa Catarina surge como a escolha mais lógica dentro do mapa eleitoral bolsonarista.
Claro que a mídia tradicional já começou a soltar os velhos chavões de sempre: nepotismo, coronelismo, domínio familiar… Mas sejamos honestos: o que incomoda de verdade esses veículos é a capacidade quase sobrenatural que Bolsonaro tem de manter sua base mobilizada, fiel e sedenta por novos embates eleitorais. O povo de direita no Brasil, ao contrário do que a esquerda tenta fazer parecer, não está órfão. Está atento. E quer mais.
O lançamento de Carlos ao Senado não é apenas uma movimentação partidária, é uma jogada de xadrez com consequências diretas para o equilíbrio de forças no Congresso Nacional a partir de 2027. Bolsonaro sabe que, com uma base sólida no Senado, terá mais poder para resistir a qualquer tentativa futura de perseguição política, jurídica ou institucional. E cá entre nós: alguém tem dúvidas de que esse cerco só tende a aumentar?
Basta olhar o cenário atual. Em um país onde ex-ministros de Bolsonaro continuam sendo presos a conta-gotas, com coberturas espetaculosas da imprensa, sem o mesmo rigor aplicado a figuras graúdas da esquerda, o recado é claro: o sistema está trabalhando dia e noite para minar o bolsonarismo. Mas o que a elite política parece não entender é que, quanto mais tentam sufocar o movimento, mais ele se espalha.
Carlos Bolsonaro é, por natureza, um personagem polêmico, avesso aos holofotes tradicionais, mas dono de uma habilidade digital que moldou o debate público no Brasil nos últimos anos. Amado por uns, odiado por outros, é impossível negar sua relevância no ecossistema político bolsonarista. Colocar Carlos no Senado será mais do que uma vitória eleitoral: será um recado direto para Brasília, para o Supremo, para a esquerda e para os velhos caciques do Centrão.
Quem acompanha o jogo com atenção sabe que a próxima legislatura será decisiva. A esquerda já está articulando alianças esdrúxulas para garantir maioria no Congresso. O PT tenta, a todo custo, avançar com pautas que são um verdadeiro pesadelo para quem defende valores conservadores: legalização de drogas, ampliação de direitos penais para criminosos, ativismo de gênero nas escolas e o desmonte de políticas de segurança pública.
O eleitor de Santa Catarina terá, em 2026, uma escolha clara nas mãos: reforçar a resistência ao projeto de poder da esquerda ou abrir espaço para que a máquina progressista avance ainda mais. Carlos Bolsonaro representa a primeira opção. E, gostem ou não, essa será uma das eleições mais vigiadas e disputadas do país.
A movimentação de Bolsonaro também serve como um aviso para o resto da direita: não há espaço para amadorismo. Quem quiser sobreviver politicamente dentro do campo conservador precisará alinhar-se estrategicamente, entender as prioridades e saber onde está o comando central da resistência. Aqueles que escolherem o caminho da deslealdade ou da vaidade pessoal vão, inevitavelmente, ficar para trás.
No fim das contas, a candidatura de Carlos ao Senado por Santa Catarina é apenas o começo de uma nova fase do bolsonarismo. Uma fase mais pragmática, mais agressiva e com objetivos muito claros: reconstruir a base de poder no Congresso, manter viva a chama conservadora e preparar o terreno para 2026 e além.
Enquanto a esquerda segue comemorando prisões cinematográficas e inventando narrativas para os seus militantes de gabinete, Bolsonaro segue no jogo real, aquele que é decidido nas urnas. E se a história recente nos ensinou alguma coisa, é que subestimar o ex-presidente e sua capacidade de articulação nunca foi uma boa ideia.
Se o establishment acha que já viu o auge do bolsonarismo, é melhor se preparar. Porque o que vem por aí pode ser ainda mais forte, mais organizado e mais resiliente do que tudo o que vimos até agora. Carlos Bolsonaro no Senado? Para muitos, um pesadelo. Para outros, uma esperança renovada de que o Brasil ainda tem jeito.
Com informações Metrópoles
















