
O cenário diplomático brasileiro tem se transformado numa verdadeira caricatura da política internacional moderna. Enquanto o mundo civilizado se organiza em torno de valores como liberdade, democracia e direitos humanos, o governo brasileiro insiste em reviver um roteiro ultrapassado de alinhamento com regimes autoritários, teocracias fundamentalistas e ditaduras sangrentas. A mais recente façanha desse enredo vexatório veio com a condenação pública do governo Lula ao ataque dos Estados Unidos contra instalações nucleares iranianas, um movimento estratégico de Donald Trump e Benjamin Netanyahu que visava conter a escalada de uma ameaça nuclear real no coração do Oriente Médio.
O petismo, fiel à sua natureza ideológica, optou por vestir a velha fantasia de “defensor da paz”, ignorando, claro, o histórico de opressão, censura e repressão brutal promovidos pelo regime dos aiatolás. Enquanto o mundo assistia com preocupação à possibilidade de um Irã nuclearizado – algo que colocaria todo o equilíbrio geopolítico em risco – o Itamaraty lulista preferiu bater continência para Teerã, emitindo notas oficiais que mais parecem saídas de um manual de relações exteriores dos anos 80, quando a Guerra Fria ainda ditava as regras diplomáticas.
A incoerência salta aos olhos. Um governo que mal consegue entregar o básico ao seu próprio povo – saúde, segurança, infraestrutura – agora posa de líder pacifista global, opinando sobre conflitos que sequer compreende em sua complexidade geopolítica. Flávio Bolsonaro, de forma direta e certeira, resumiu o sentimento de muitos brasileiros: o Planalto está mais preocupado com a Ucrânia, Israel e Irã do que com a fila do SUS, a inflação no mercado ou a criminalidade que toma conta das ruas. Essa diplomacia megalomaníaca é, no fundo, uma tentativa desesperada de Lula se projetar como uma espécie de “conselheiro moral” do mundo – um papel que ninguém, absolutamente ninguém, pediu que ele exercesse.
O problema central é que, ao se posicionar sistematicamente ao lado de regimes totalitários, o Brasil compromete não apenas sua imagem internacional, mas também sua segurança e sua capacidade de estabelecer alianças estratégicas com as nações que verdadeiramente importam na ordem global. Países como os Estados Unidos, Israel, Reino Unido e outras potências do G7 observam com perplexidade a insistência de Lula em bajular figuras como Vladimir Putin, Miguel Díaz-Canel, Nicolás Maduro e Ali Khamenei.
O constrangimento diplomático se agravou ainda mais quando o presidente brasileiro, durante sua participação na cúpula do G7, fez questão de atacar novamente Israel, acusando o país de genocídio, como se fosse possível comparar a resposta de uma democracia diante de ataques terroristas com os crimes hediondos cometidos por ditaduras que Lula tanto admira. A memória do episódio em que foi declarado persona non grata em Israel ainda está fresca, mas parece que o presidente não aprendeu nada. Pelo contrário: dobrou a aposta.
E o que dizer da tentativa de envolver a China de Xi Jinping no debate interno sobre regulação das redes sociais? Lula pediu ao ditador comunista que enviasse alguém “de confiança” para ajudá-lo na empreitada autoritária de controlar o discurso no Brasil. Um convite à censura com selo de aprovação de Pequim, uma das capitais mundiais da repressão digital. Para um governo eleito sob o discurso de defesa da democracia, a hipocrisia é monumental. Mas ninguém se espanta: a história política de Lula é um compêndio de contradições, onde o populismo anda de mãos dadas com o autoritarismo.
Os reflexos desse alinhamento diplomático são previsíveis: perda de prestígio internacional, desconfiança por parte de investidores estrangeiros, e o isolamento gradual do Brasil no cenário das grandes decisões globais. Enquanto líderes como Trump e Netanyahu defendem uma política clara de “paz através da força”, o governo brasileiro insiste em um pacifismo seletivo, que ignora os crimes de seus parceiros ideológicos, mas faz escândalo sempre que o Ocidente age para conter ameaças reais.
Por fim, vale citar o brilhante diagnóstico da Gazeta do Povo, que descreveu com precisão cirúrgica a tragédia da política externa lulista: mais uma vez, o Brasil se alinha com ditaduras. Essa frase não é apenas uma constatação jornalística, mas um alerta civilizacional. O país que um dia foi símbolo de esperança democrática na América Latina hoje desfila de mãos dadas com os piores representantes do autoritarismo mundial.
Enquanto a sociedade brasileira assiste a tudo isso, cabe àqueles que ainda preservam valores como liberdade, soberania nacional e defesa da vida erguer a voz contra esse projeto de submissão ideológica. A diplomacia petista não representa o Brasil real. Representa apenas um grupo sedento por poder e disposto a qualquer aliança, por mais vergonhosa que seja, para manter-se no controle. Que a história registre: nunca estivemos tão mal representados.
Com informações Gazeta do Povo
















