
Ah, o BRICS. Esse belíssimo arranjo de países que juram, de pés juntos, que vão salvar o planeta do “imperialismo ocidental” — desde que, é claro, a China dite as regras e a Rússia forneça o gás. E que espetáculo de texto nos entrega o jornalista da Agência Brasil, Bruno de Freitas Moura! Um monumento jornalístico erguido em cima de notas oficiais, adjetivos engomadinhos e um entusiasmo quase infantil com esse clube de países que, juntos, dividem mais traumas do que soluções. É como um grupo de WhatsApp de ex que não superou o término com o capitalismo liberal ocidental.
Segundo o jornalista da casa estatal — que tem a mesma independência editorial de um boletim paroquial escrito pelo bispo — o BRICS é um “foro de articulação político-diplomática”. Tradução: um palco para ditadores reciclarem seus discursos contra o Ocidente enquanto fazem fila pra investir no Tesouro Americano e enchem o cofrinho com dólar, aquele mesmo que juram querer substituir. Ironia é pouco. Isso é arte em hipocrisia internacional.
Não contente com a verborragia, o texto nos diz que o BRICS busca “mais influência e equidade” em organismos como a ONU, o FMI e o Banco Mundial. Equidade. Essa palavrinha mágica que, na boca da esquerda globalista, significa “me dá mais poder, mas sem que eu precise melhorar meu IDH”. E tudo isso vindo de países como o Irã e a Etiópia, exemplos planetários de democracia, estabilidade e prosperidade. Só que não.
E quem diria que o Rio de Janeiro, aquela metrópole vanguarda em segurança pública e transporte público eficiente, seria palco de uma cúpula tão “influente”? Será que os delegados vão passear no BRT para ver de perto o futuro urbano das cidades do Sul Global? Ou preferem um tour com segurança armada até os Arcos da Lapa, escoltados por viaturas da PM?
A cereja do bolo é a obsessão pelo tal Sul Global. O texto repete essa expressão como um mantra progressista — quase um novo evangelho geopolítico. Mas, veja bem: China, Rússia e Arábia Saudita fazem parte desse “sul”. Geograficamente falando, isso é quase um assalto à lógica. Mas como a lógica é um valor burguês e ocidental, vale tudo. Aliás, vale até dizer que Cuba é uma potência e que Belarus é um exemplo de liberdade.
A criação de um “Novo Banco de Desenvolvimento” é outro delírio bem descrito por Bruno Moura com ares de seriedade. A instituição, presidida por ninguém menos que Dilma Rousseff — sim, ela mesma, aquela que não conseguiu estocar vento, agora vai estocar dólares para países em desenvolvimento. Se a meta era transformar o banco em uma piada internacional, parabéns. Missão cumprida com louvor.
O texto ainda relata que o BRICS já aprovou 120 projetos e US$ 39 bilhões em financiamentos. A fonte? O próprio site do banco. Investigação jornalística de altíssima credibilidade, como manda o figurino da imprensa chapa branca. Mas se alguém perguntasse quantos desses projetos efetivamente saíram do PowerPoint ou quantos resultaram em impacto real, aí já é pedir demais. Afinal, accountability é coisa de ocidental.
E como todo bom clube revolucionário, o BRICS agora inventou os tais “países-parceiros”, aqueles que participam mas não mandam em nada. É o Bolsa-Fórum diplomático, uma inclusão simbólica para manter a narrativa viva. Entre eles, temos Cuba, Bolívia, Uzbequistão e Malásia. É o tipo de lista que faria qualquer liberal clássico cair na gargalhada… ou no choro.
Segundo o texto, mais de 30 nações querem entrar no BRICS. Óbvio. Quem não quer participar de um clube onde se critica o Ocidente com uma mão e com a outra se pede financiamento em dólar? O tal Arranjo Contingente de Reservas (ACR), com seus US$ 100 bilhões, é apresentado como um bastião de soberania. Mas na prática, se algum desses países realmente precisasse do dinheiro, ia ter que pedir autorização à China, que é dona de 41% da reserva. Independência via Pequim, que gracinha!
E ainda há quem diga que o BRICS é um contraponto ao G7. Claro, se contraponto significar juntar países com inflação descontrolada, censura de imprensa, perseguição religiosa, regimes teocráticos e ditaduras com fachada eleitoral, aí sim, é um contraponto legítimo. E que diferença faz um bloco desses no mundo real? Absolutamente nenhuma. É um megafone de narrativas fracassadas, com promessas que só empolgam quem vive de subsídio cultural e redações ideologicamente adestradas.
Para fechar com chave de latão, o texto da Agência Brasil afirma que o BRICS representa 48,5% da população mundial e 39% da economia. E mesmo assim, esses países ainda têm coragem de dizer que são “explorados”. Parece até aquele vizinho que tem três carros na garagem, mas vive reclamando que o síndico é elitista.
O que o BRICS realmente representa é um reflexo do desespero geopolítico da extrema-esquerda internacional: um clube de países que não conseguem liderar nem o próprio quintal, tentando dizer ao mundo como a ordem deve funcionar. É um teatro onde as cortinas são vermelhas, os atores são medíocres e o roteiro foi escrito por estagiários do socialismo bolivariano.
Se existe algo que o BRICS realmente uniu foi o ressentimento, a nostalgia por impérios fracassados e o desejo patológico de culpar o “Ocidente opressor” por todos os seus desastres internos. É o bloco dos egos inflados com autoestima geopolítica fabricada, uma Disneyland geoestratégica para quem acha que socialismo funciona se for com petróleo iraniano e satélites chineses.
Enquanto isso, o Ocidente — aquele mesmo que eles tanto odeiam — continua sendo o destino dos seus filhos para estudar, o abrigo dos seus bens, e o mercado para os seus produtos. Viva a hipocrisia globalizada!
Com informações Agência Brasil
















