Arquivo de Governo Lula - Conservadores Online - Livraria https://conservadoresonline.com/category/poder-executivo/governo-lula/ Notícias e análises que vai além das manchetes, revelando os bastidores da política nacional e internacional, a realidade do mercado financeiro e os temas que a grande mídia insiste em esconder. Sat, 27 Sep 2025 16:43:54 +0000 pt-BR hourly 1 https://conservadoresonline.com/wp-content/uploads/2025/08/cropped-Logo_Conservadores_Online-removebg-preview-1-32x32.png Arquivo de Governo Lula - Conservadores Online - Livraria https://conservadoresonline.com/category/poder-executivo/governo-lula/ 32 32 Selic em alta: O silêncio da extrema-esquerda com Galípolo, após saída de Campos Neto do BC https://conservadoresonline.com/selic-em-alta-o-silencio-da-extrema-esquerda-com-galipolo-apos-saida-de-campos-neto-do-bc/ https://conservadoresonline.com/selic-em-alta-o-silencio-da-extrema-esquerda-com-galipolo-apos-saida-de-campos-neto-do-bc/#respond Sat, 27 Sep 2025 16:43:47 +0000 https://conservadoresonline.com/?p=12208 Desde o início de seu terceiro mandato, Luiz Inácio Lula da Silva tratou Roberto Campos Neto como o grande vilão da economia. O ex-presidente do Banco Central tornou-se o “malvadão” oficial nas narrativas do Palácio do Planalto e da militância petista. Se os juros estavam altos, a culpa era dele. Se o PIB não crescia […]

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Desde o início de seu terceiro mandato, Luiz Inácio Lula da Silva tratou Roberto Campos Neto como o grande vilão da economia. O ex-presidente do Banco Central tornou-se o “malvadão” oficial nas narrativas do Palácio do Planalto e da militância petista. Se os juros estavam altos, a culpa era dele. Se o PIB não crescia como Lula desejava, a culpa também era dele. Tudo era jogado sobre seus ombros como se o Copom fosse um órgão de uma pessoa só e não um colegiado com nove votos técnicos. Pouco importava que, sob sua gestão, a taxa Selic tivesse caído de 13,75% para 12,25% ao ano, com crescimento econômico acima do esperado: 3,2% em 2023 e 3,4% em 2024. Campos Neto foi transformado pelo discurso petista no grande inimigo a ser abatido, uma espécie de obstáculo moral à “nova prosperidade” prometida por Lula.

O curioso é que a mesma política monetária, apontada como perversa quando defendida por Campos Neto, foi preservada e até ampliada com Gabriel Galípolo à frente do Banco Central. Mas agora o silêncio reina. Nada de ataques raivosos, nada de discursos inflamados, nada de culpar o novo presidente da autoridade monetária pelos juros ainda mais altos. Como destacou Alan Ghani em artigo publicado na Gazeta do Povo em 26 de setembro, é no mínimo intrigante perceber como o malvadão da vez deixou de ser o Banco Central e voltou a ser a realidade econômica que o governo insiste em não enfrentar.

Durante dois anos, Lula acusou Campos Neto de travar o crescimento com sua suposta insensibilidade. Ignorava, convenientemente, que os juros eram instrumento indispensável para conter a inflação alimentada por gastos descontrolados e pressões externas. O resultado foi um crescimento consistente, acima das projeções, sem explosão inflacionária. Ainda assim, o petismo precisava de um culpado. E Campos Neto foi eleito como o símbolo perfeito: indicado por Jair Bolsonaro, técnico e resistente às pressões políticas, encaixava como antagonista ideal no enredo de um governo que buscava sempre terceirizar responsabilidades.

Quando Campos Neto deixou o cargo e Galípolo assumiu, muitos esperavam a virada. Dentro do governo, a crença era de que finalmente o Banco Central cederia às vontades do Planalto e cortaria juros para aquecer artificialmente a economia, pouco importando os riscos. A ilusão durou pouco. Desde a posse de Galípolo, a Selic não apenas não caiu, como subiu de 12,25% para 15% ao ano, surpreendendo o mercado e enterrando de vez o mito de que bastava trocar o comando para domesticar a política monetária. O malvadão da narrativa havia saído de cena, mas os juros se mostraram ainda mais severos.

A ironia é evidente. Enquanto Campos Neto era atacado dia sim e outro também por Lula, Galípolo é poupado de qualquer crítica, mesmo sendo o responsável por uma Selic mais dura. O Banco Central, sob sua direção, não apenas elevou os juros como manteve críticas duríssimas à política fiscal do governo. Na ata mais recente, o Copom deixou claro que o descontrole de gastos públicos e a ausência de reformas estruturais ampliam o prêmio de risco da dívida, pressionam a inflação e obrigam a manutenção da Selic em patamar elevado. Foi um recado direto: os juros altos são consequência das escolhas fiscais de Lula, não de uma conspiração do Banco Central.

Mas diante disso, onde está a indignação presidencial? Onde estão as coletivas recheadas de ataques? Onde está o dedo em riste contra o presidente do BC? O silêncio de Lula diante de Galípolo é ensurdecedor. O mesmo governo que pintava Campos Neto como o malvadão responsável por travar o crescimento agora prefere fingir que nada acontece. O discurso mudou não porque a realidade econômica tenha mudado, mas porque o personagem central já não é mais útil à narrativa.

O contraste é gritante. Campos Neto, o malvadão de Lula, saiu de cena deixando a economia crescendo acima do previsto e a inflação sob controle. Galípolo, protegido pelo silêncio conveniente, comanda uma Selic ainda mais alta e um PIB em desaceleração, com projeções de apenas 2% para 2025. O que mudou não foram os fundamentos, mas sim a conveniência política. O governo da extrema-esquerda perdeu seu inimigo imaginário e agora se esconde do próprio fracasso. No fim, o silêncio de Lula diz muito mais do que seus ataques de outrora.

Com informações Gazeta do Povo

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Governo Lula avalia encontro com Donald Trump longe da sala oval da Casa Branca https://conservadoresonline.com/governo-lula-avalia-encontro-com-donald-trump-longe-da-sala-oval-da-casa-branca/ https://conservadoresonline.com/governo-lula-avalia-encontro-com-donald-trump-longe-da-sala-oval-da-casa-branca/#respond Sat, 27 Sep 2025 14:44:25 +0000 https://conservadoresonline.com/?p=12201 Quem poderia imaginar: após está vendendo o Brasil como um quintal para o país comunista chinês do governo ditador Xi Jinping, o desgoverno da extrema-esquerda radical agora cogita realizar o encontro “histórico” entre Lula e Donald Trump em território neutro, após ter fugido como o diabo foge da cruz de encontrar Trump na Sala Oval […]

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Quem poderia imaginar: após está vendendo o Brasil como um quintal para o país comunista chinês do governo ditador Xi Jinping, o desgoverno da extrema-esquerda radical agora cogita realizar o encontro “histórico” entre Lula e Donald Trump em território neutro, após ter fugido como o diabo foge da cruz de encontrar Trump na Sala Oval da Casa Branca. Segundo as informações da jornalista Milena Teixeira, em sua apuração publicada na coluna de Igor Gadelha pelo portal Metrópoles, trouxe a pérola: Itamaraty e Planalto discutem o local do “grande encontro” para evitar, pasme, imprevisibilidades do ex-presidente americano. Traduzindo: medo. Lula, o “guerreiro do povo brasileiro”, teme um aperto de mão mais forte, uma piada mal colocada ou, quem sabe, a humilhação de ver Trump transformá-lo em figurante de sua própria narrativa.

A notícia, por si só, já é uma comédia involuntária. O chefe de Estado brasileiro, eleito com a promessa de “reconstruir a diplomacia”, avalia se encontra Trump por telefone, videoconferência ou, com sorte, num aeroporto qualquer da Europa. O receio? Que a espontaneidade de Trump exponha a fragilidade política de um Lula que já não convence nem quando lê teleprompter. A diferença entre os dois é gritante: enquanto o republicano fala com naturalidade, arranca risadas e demonstra força, o petista precisa de consultores, sussurros e roteiros ensaiados para não tropeçar em frases desconexas.

Trump, no seu estilo inconfundível, anunciou o encontro com bom humor na ONU, abraçou Lula, disse que gosta dele e ainda brincou que só faz negócios com quem gosta. E lá estava o brasileiro, feliz como adolescente tietando astro de cinema, tentando segurar a pose de estadista. A cena foi reveladora: um Trump dominante, seguro, conduzindo o tom, e um Lula risonho, satisfeito apenas por não ter sido ignorado.

O Planalto, claro, correu para “minimizar riscos”. Assessores falam em “cautela” e “estratégia”, como se houvesse algum plano além de rezar para que Trump não mencione os escândalos que rondam o governo petista. É quase engraçado imaginar Lula tentando explicar o “tarifaço” ou justificar a política econômica de um país que patina enquanto a inflação corrói salários. Mais engraçado ainda é imaginar Jaques Wagner, sempre pronto a defender o indefensável, já sugerindo que o tema da conversa envolva até sanções ao STF. É a velha estratégia petista: misturar pautas, distorcer fatos e colocar a culpa em terceiros, de preferência em ex-presidentes ou filhos de ex-presidentes que ousaram criticar o sistema.

Mas o ponto alto da matéria assinada por Milena Teixeira não está no que é dito, mas no que é revelado nas entrelinhas. O governo brasileiro comemora um “distensionamento”, como se Trump tivesse concedido a Lula a honra de uma trégua. Isso diz tudo sobre a posição do Brasil no cenário internacional sob o comando petista: de protagonista a figurante, de ator relevante a mero convidado de ocasião. Um país que já ditou tendências agora implora por reconhecimento.

É curioso observar como a esquerda brasileira, sempre tão feroz contra Trump, agora se esforça para tratá-lo como aliado. O mesmo Trump que, até ontem, era chamado de ameaça à democracia mundial, agora é visto como alguém com quem Lula deve ter “cautela”, quase reverência. A hipocrisia, marca registrada do petismo, nunca decepciona.

No fim, o encontro, se acontecer, terá menos a ver com política internacional e mais com marketing. Lula precisa aparecer ao lado de figuras globais para manter viva a ilusão de que ainda tem prestígio. Trump, por sua vez, só precisa ser ele mesmo: direto, irônico e imprevisível. E nisso, convenhamos, o brasileiro sempre perde.

A ironia é que, enquanto o governo gasta energia escolhendo “territórios neutros” para evitar constrangimentos, o Brasil real segue enfrentando crise econômica, violência crescente e desconfiança institucional. Mas para o petismo, nada é mais importante do que a próxima foto, o próximo aperto de mão, a próxima manchete. E assim seguimos, espectadores desse teatro tragicômico onde Lula faz figuração e Trump, mesmo à distância, continua roubando a cena.

Com informações Metrópoles

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Lula afirma que terá reunião com Trump para fortalecer interesses comerciais e tecnológicos https://conservadoresonline.com/lula-afirma-que-tera-reuniao-com-trump-para-fortalecer-interesses-comerciais-e-tecnologicos/ https://conservadoresonline.com/lula-afirma-que-tera-reuniao-com-trump-para-fortalecer-interesses-comerciais-e-tecnologicos/#respond Thu, 25 Sep 2025 12:34:51 +0000 https://conservadoresonline.com/?p=12163 Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil e eterno porta-voz da retórica esquerdista, mais uma vez se contradiz de forma gritante diante do mundo. Em suas redes sociais, afirmou que “Brasil e Estados Unidos são as duas maiores democracias e as duas maiores economias do continente” e que espera construir com Donald Trump uma […]

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Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil e eterno porta-voz da retórica esquerdista, mais uma vez se contradiz de forma gritante diante do mundo. Em suas redes sociais, afirmou que “Brasil e Estados Unidos são as duas maiores democracias e as duas maiores economias do continente” e que espera construir com Donald Trump uma “pauta positiva”. A frase poderia soar como diplomática, se não viesse justamente daquele que, apenas meses atrás, chamou o mesmo Trump de nazista. Isso não é fruto de equívoco ou de linguagem mal interpretada, mas parte de uma tática política conhecida: jogar para a plateia interna, alimentar a narrativa ideológica e, depois, posar como estadista equilibrado. É a velha prática do discurso duplo, marca registrada do petismo.

O contraste entre as palavras recentes e as declarações de novembro de 2024, registradas pela jornalista Marianna Holanda no jornal Folha de S.Paulo, expõe a incoerência de Lula. Na ocasião, ele afirmou que a vitória de Trump significaria “nazismo com outra cara” ao declarar abertamente torcida por Kamala Harris, candidata democrata. A fala ocorreu em entrevista à TV francesa TF1, onde Lula tentou se colocar como guardião da democracia, enquanto classificava Trump como símbolo de ódio, mentira e fascismo. Agora, diante da realidade incontornável do peso político e econômico dos Estados Unidos, o mesmo Lula tenta se reaproximar daquele a quem demonizou.

Não se trata apenas de um deslize retórico. Trata-se de um método que acompanha a trajetória do presidente brasileiro: o uso seletivo da palavra “democracia”. Quando convém, democracia é bandeira. Quando atrapalha, democracia vira obstáculo. Lula defende eleições livres na América quando o resultado lhe agrada, mas silencia diante da repressão em Cuba, na Nicarágua e na Venezuela. Enquanto critica Trump por um episódio de contestação eleitoral em 2021, estende tapete vermelho a ditadores que perseguem opositores, fecham jornais e prendem religiosos. A contradição é tão evidente que beira o cinismo.

É nesse ponto que o discurso sobre “democracias irmãs” perde qualquer credibilidade. O presidente brasileiro quer transparecer grandeza institucional, mas o histórico não perdoa. Quando lhe interessa, ele insulta líderes de direita ao redor do mundo, como fez com Javier Milei na Argentina, ou interfere em eleições estrangeiras, como quando declarou torcida por Kamala Harris. No entanto, quando percebe que precisa negociar acordos comerciais, tecnológicos ou energéticos, muda o tom e se apresenta como conciliador. É o populismo em sua forma mais pura: moldar o discurso ao sabor do vento, sem compromisso com princípios.

Os Estados Unidos sabem muito bem quem é Lula. A memória diplomática registra não apenas suas falas contra Trump, mas também a constante defesa de regimes que Washington há décadas considera ameaças à liberdade e à estabilidade internacional. É de se perguntar: como um presidente que elogia ditaduras e relativiza violações de direitos humanos pode querer ser tratado como parceiro confiável de uma potência ocidental? A resposta é simples: Lula aposta que a retórica ideológica será esquecida e que os holofotes internacionais se contentarão com sua versão mais polida.

Mas o jogo é arriscado. A política externa americana não ignora insultos, e Donald Trump, caso retorne ao poder, tampouco é homem de memória curta. Lula chamou-o de nazista, acusou-o de destruir a democracia americana e de incitar ódio global. Agora, fala em construir agenda comum. É o típico cálculo do político que não acredita em consequências, mas em conveniências. O problema é que conveniência não sustenta relações internacionais duradouras.

O contraste entre as falas sobre Kamala Harris e a súbita disposição em dialogar com Trump não apenas revela hipocrisia, mas também fragilidade. Lula não fala pelo Brasil com coerência, mas por sua própria sobrevivência política. Ele precisa agradar a militância de esquerda, que idolatra o progressismo global, e ao mesmo tempo tenta não fechar portas com quem realmente detém poder de decisão econômica e diplomática. Esse duplo papel, no entanto, cobra preço alto: a perda de credibilidade internacional.

Não há como esconder: a narrativa lulista sobre democracia é seletiva, parcial e ideológica. Defender Kamala Harris como “opção segura” e Trump como “nazismo com outra cara” pode agradar à imprensa progressista europeia. Mas quando o discurso muda de tom e busca aproximação com o mesmo Trump, resta apenas a percepção de que o presidente brasileiro fala o que convém no momento, sem qualquer firmeza de princípios.

Esse é o verdadeiro risco para o Brasil: estar representado por um líder que usa a democracia como slogan e a incoerência como método. O resultado é um país que oscila entre discursos contraditórios, perde credibilidade internacional e corre o risco de ser visto como parceiro instável. O povo brasileiro merece mais do que narrativas ensaiadas e poses de estadista. Merece coerência, seriedade e compromisso com a verdade. E isso, infelizmente, não é o que Lula entrega.

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Lula volta atrás e admite possibilidade de reunião presencial com Donald Trump https://conservadoresonline.com/lula-volta-atras-e-admite-possibilidade-de-reuniao-presencial-com-donald-trump/ https://conservadoresonline.com/lula-volta-atras-e-admite-possibilidade-de-reuniao-presencial-com-donald-trump/#respond Wed, 24 Sep 2025 23:02:25 +0000 https://conservadoresonline.com/?p=12076 Não é de hoje que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta vestir a fantasia de estadista global, mesmo quando a realidade insiste em lhe mostrar o contrário. O mais recente episódio ocorreu em Nova York, após a 80ª Assembleia-Geral da ONU, quando, em coletiva à imprensa, Lula deixou escapar que “não descarta” uma […]

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Não é de hoje que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta vestir a fantasia de estadista global, mesmo quando a realidade insiste em lhe mostrar o contrário. O mais recente episódio ocorreu em Nova York, após a 80ª Assembleia-Geral da ONU, quando, em coletiva à imprensa, Lula deixou escapar que “não descarta” uma reunião presencial com Donald Trump. A frase, aparentemente banal, esconde mais do que revela. Afinal, não se trata de uma simples agenda diplomática, mas de um cálculo político evidente: Lula busca, a qualquer custo, associar sua imagem à do ex-presidente americano, justamente aquele que desafia o establishment progressista e segue como o maior símbolo da resistência conservadora no Ocidente.

A informação, trazida pela jornalista Marília Rodrigues no portal de Claudio Dantas, deixa claro que o Planalto não apenas aceitou de imediato a proposta de conversa feita por Trump, como agora avalia se a reunião será presencial, por telefone ou videoconferência. Ou seja, quem dita as regras não é o governo brasileiro, mas sim o norte-americano. O curioso, para não dizer patético, é que Lula, que sempre vociferou contra Trump e se colocou ao lado dos democratas, parece agora disposto a se render ao magnetismo de quem não joga pelas cartilhas de Davos ou pelas lógicas globalistas.

Na terça-feira, Trump já havia dado a deixa. Disse ter sentido uma “química excelente” com Lula durante um rápido cumprimento nos corredores da ONU e deixou claro que pretende se encontrar com o petista na próxima semana. Para qualquer analista atento, a frase de Trump não é apenas cortesia: é uma forma sutil de medir a disposição de Lula em atravessar as fronteiras ideológicas que ele próprio construiu. E Lula, sedento por relevância internacional, não perdeu tempo em sinalizar que toparia o jogo.

Mas convém observar o contexto. O diálogo ocorre em meio a tensões bilaterais graves: os Estados Unidos anunciaram recentemente uma sobretaxa de 50% a produtos brasileiros e endureceram medidas que impactam até vistos de autoridades. O Itamaraty protesta, o governo fala em contestar nos foros multilaterais, mas nada disso tem efeito prático. A verdade é que o Brasil, sob Lula, se tornou um ator secundário, refém de discursos ideológicos que não se sustentam frente às decisões pragmáticas das grandes potências.

É nesse cenário que Lula busca se escorar em Trump. Só que a ironia é cruel. Enquanto Trump representa para milhões de conservadores no mundo a resistência ao avanço das elites globalistas, Lula é, em essência, o porta-voz do progressismo latino-americano que insiste em reviver fórmulas fracassadas do século XX. É como se o Brasil estivesse diante de um teatro em que o protagonista tenta copiar os gestos do rival, sem perceber que o público já decorou as falas e sabe quem é quem nessa peça.

A reunião, seja presencial ou não, carrega mais simbolismo do que eficácia prática. Não há expectativa real de que temas espinhosos como tarifas ou vistos sejam resolvidos em um aperto de mãos. O que existe é o desejo de Lula em aparecer ao lado de Trump, captando para si a aura de popularidade que o ex-presidente americano ainda mantém, sobretudo em países onde o conservadorismo cresce como resposta ao fracasso das agendas progressistas.

O Brasil, mais uma vez, é usado como vitrine pessoal de um governante que prefere jogar para a plateia em vez de enfrentar os problemas internos que corroem o país. A inflação alta, a insegurança nas ruas, a dependência de narrativas ideológicas e o enfraquecimento institucional não desaparecem com sorrisos em corredores da ONU. Muito menos com promessas de encontros que, no fundo, servem mais como peça de marketing político do que como instrumento de diplomacia real.

O que se desenha, portanto, é uma encenação cuidadosamente calculada. Lula, em busca de legitimidade, estende a mão a Trump. Trump, sempre sagaz, sabe exatamente o valor dessa cena e a utiliza para mostrar que continua a influenciar até seus adversários ideológicos. Quem perde é o Brasil, transformado em palco de conveniências. Quem ganha são aqueles que entendem que, por trás das câmeras e dos comunicados oficiais, a política internacional é feita de símbolos — e que Lula, mais uma vez, escolhe o papel de coadjuvante em um roteiro que não lhe pertence.

Com informações Portal Claudio Dantas

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Lula agradece artistas de extrema-esquerda por se mobilizarem contra a anistia https://conservadoresonline.com/lula-agradece-artistas-de-extrema-esquerda-por-se-mobilizarem-contra-a-anistia/ https://conservadoresonline.com/lula-agradece-artistas-de-extrema-esquerda-por-se-mobilizarem-contra-a-anistia/#respond Wed, 24 Sep 2025 13:28:20 +0000 https://conservadoresonline.com/?p=12059 O discurso recente do presidente Lula, compartilhado em suas redes, busca mais do que uma simples celebração cultural ou cívica; ele se apresenta como um espetáculo cuidadosamente encenado para moldar percepções e ressignificar a história recente do Brasil. Ao saudar artistas que se uniram a multidões nas ruas em defesa da “justiça” e contra a […]

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O discurso recente do presidente Lula, compartilhado em suas redes, busca mais do que uma simples celebração cultural ou cívica; ele se apresenta como um espetáculo cuidadosamente encenado para moldar percepções e ressignificar a história recente do Brasil. Ao saudar artistas que se uniram a multidões nas ruas em defesa da “justiça” e contra a “impunidade”, o presidente revive narrativas já manjadas do passado, tentando transformar mobilizações atuais em uma espécie de continuação épica das lutas democráticas dos anos 70 e 80. É uma estratégia que mistura nostalgia e política, costurando o presente com memórias seletivas de momentos históricos emblemáticos, como a redemocratização e o movimento das Diretas Já. Mas a pergunta que se impõe é: até que ponto essa narrativa reflete a realidade ou apenas a idealização conveniente de um governo que procura reforçar sua legitimidade por meio de símbolos e emoções coletivas?

Lula cuidadosamente menciona os anos 70, evocando a figura do artista como aliado do povo em busca de liberdade, e as Diretas Já, quando “entoados ao lado do povo” clamavam pelo direito de eleger o presidente. Trata-se de uma construção retórica que mistura fatos históricos com leituras subjetivas, apresentando-se como um defensor nato da democracia, enquanto ignora episódios de seu próprio passado e das escolhas políticas que marcaram sua trajetória. É a velha arte de reescrever a história: usar momentos de união e esperança da sociedade para legitimar ações políticas presentes, mesmo quando essas ações carecem de transparência ou confrontam princípios básicos de responsabilização pública.

A manipulação da memória histórica não é um fenômeno novo na política brasileira, mas ganha contornos especialmente audaciosos quando conduzida por figuras com trajetória marcada por controvérsias legais e políticas. Ao enfatizar que a mobilização cultural de artistas nas ruas representa “a maior de todas as artes: o espetáculo da democracia”, Lula transforma uma ação política legítima em ritual simbólico, em espetáculo emotivo que busca adesão e aclamação popular. Mas o que se esconde por trás dessa narrativa é a tentativa de suavizar críticas, neutralizar opositores e consolidar a imagem de um líder sempre alinhado aos anseios populares, mesmo que os fatos não correspondam à idealização apresentada. É uma narrativa cuidadosamente arquitetada para engajar corações, mais do que mentes, em um momento de polarização intensa no país.

A referência aos artistas e à mobilização nas redes sociais também revela um aspecto peculiar da política contemporânea: a construção de legitimidade por meio da performatividade digital e da cultura popular. Lula não celebra apenas a participação cidadã; ele a transforma em peça de propaganda, reforçando sua presença em territórios simbólicos que historicamente despertam emoções fortes: o palco, a rua, a memória da liberdade conquistada. É a velha política da sedução, onde símbolos, cores e vozes se sobrepõem à análise crítica, e o espetáculo se torna mais relevante que a substância. Ao mesmo tempo, essa narrativa busca criar uma falsa equivalência entre a mobilização democrática genuína do passado e os atos atuais, como se cada gesto ou hashtag fosse expressão inequívoca de compromisso com os mesmos valores que moldaram a história do país.

Ao parabenizar “cada brasileiro e cada brasileira” que participou das mobilizações, Lula estende sua retórica a uma dimensão quase universal, tentando colocar-se acima de disputas partidárias e transformando um ato político específico em causa nacional. O que se observa, no entanto, é a intenção clara de amplificar sua própria imagem como defensor incontestável da democracia, enquanto deixa em segundo plano debates essenciais sobre responsabilidade, governança e transparência. É um movimento típico de líderes que entendem que a emoção coletiva pode ser mais eficaz do que qualquer argumento racional na consolidação do poder político.

O resultado é um discurso cuidadosamente moldado para seduzir, impressionar e consolidar narrativas favoráveis, enquanto suaviza ou omite críticas legítimas. A arte da democracia, como Lula a apresenta, torna-se espetáculo emocional, quase performático, em que o passado é reinterpretado e o presente é encantado com promessas de legitimidade. Para o observador crítico, a questão permanece: será que a emoção e o espetáculo realmente refletem a realidade política e histórica, ou apenas criam uma ilusão cuidadosamente construída para moldar percepções e conquistar apoio? No fim, o texto revela menos sobre a democracia brasileira e mais sobre a capacidade de líderes em manipular símbolos, memória e cultura para projetar poder e construir consenso em meio à complexidade de uma sociedade plural e crítica.

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Medo de encarar Trump, Lula quer que a reunião marcada para semana que vem, aconteça de forma remota https://conservadoresonline.com/medo-de-encarar-trump-lula-quer-que-a-reuniao-marcada-para-semana-que-vem-aconteca-de-forma-remota/ https://conservadoresonline.com/medo-de-encarar-trump-lula-quer-que-a-reuniao-marcada-para-semana-que-vem-aconteca-de-forma-remota/#respond Tue, 23 Sep 2025 19:54:53 +0000 https://conservadoresonline.com/?p=11876 Mauro Vieira, o chanceler do lulopetismo, resolveu abrir a boca em Nova York para vender ao mundo a narrativa que só engana quem ainda acredita que Lula é um estadista e não um populista amedrontado. Segundo Vieira, a tão falada conversa entre Lula e Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, “deverá” acontecer por telefone ou […]

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Mauro Vieira, o chanceler do lulopetismo, resolveu abrir a boca em Nova York para vender ao mundo a narrativa que só engana quem ainda acredita que Lula é um estadista e não um populista amedrontado. Segundo Vieira, a tão falada conversa entre Lula e Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, “deverá” acontecer por telefone ou videoconferência. Ora, qualquer analista sério sabe que quando um governo fala em “deverá” é porque não há convicção alguma — apenas improviso e constrangimento. A cena descrita pelo jornalista Ivan Martínez-Vargas, d’O Globo, é quase caricata: Lula encontra Trump nos bastidores da ONU, troca vinte segundos de palavras, força um sorriso e depois manda seu ministro justificar que o “encontro real” talvez tenha que acontecer de forma remota. Um telefonema, quem sabe uma chamada de vídeo, porque afinal, o “presidente está muito ocupado”. Ocupado com o quê? Com as viagens milionárias pagas pelo contribuinte, com a agenda de encontros com ditadores amigos, ou com o medo de olhar nos olhos de quem ele já chamou de fascista?

Vieira tenta vestir Lula com o figurino de diplomata aberto ao diálogo, repetindo como mantra que o Brasil “é um país de negociação”. Negociação com quem? Com traficantes ideológicos como Nicolás Maduro? Com ditaduras de esquerda que violam direitos humanos? Para Trump, que fala de forma direta e sem floreios, esse discurso vazio não passa de retórica de quem teme confronto. E é justamente aí que está a verdade que Mauro Vieira tenta esconder: Lula não tem estatura para encarar Trump frente a frente. Quando o presidente americano mencionou o rápido encontro com Lula e disse que a “química foi excelente”, estava sendo educado, como manda o protocolo diplomático. Mas basta olhar a expressão corporal de Lula naquele instante para perceber que não havia química alguma — havia constrangimento.

É irônico ouvir o chanceler dizer que o Brasil está pronto para discutir tarifas com os Estados Unidos, mas que “não há espaço” para negociar sobre a separação de poderes e a soberania. Quem, em sã consciência, acredita que Lula tem autoridade moral para falar em separação de poderes, quando em sua própria gestão se vê diariamente o atropelo do Executivo e a submissão do Judiciário a uma agenda ideológica? A independência dos poderes virou apenas uma frase de efeito para disfarçar o alinhamento descarado entre governo e Supremo Tribunal Federal. Vieira pode repetir quantas vezes quiser que “a questão política é inegociável”, mas o mundo já percebeu que no Brasil de Lula, a política é a mercadoria mais barata e a democracia é negociada no balcão dos interesses de esquerda.

Ao mencionar que o encontro pessoal talvez “não seja possível” porque a agenda do presidente brasileiro está cheia, Vieira apenas reforça o óbvio: Lula não tem coragem de se sentar à mesa com Trump. O medo de ser desmascarado é maior do que o desejo de dialogar. Porque Trump não se impressiona com retórica vazia nem com discursos embalados em ideologia socialista. Ele fala o que pensa, cobra resultados e desmonta narrativas com a mesma rapidez com que Lula foge de perguntas incômodas. E é justamente isso que assusta o governo petista: a previsibilidade de um líder forte diante da fragilidade de um político que sempre preferiu o palco de comícios a uma mesa de negociação real.

O discurso de Mauro Vieira, embalado em tom professoral para a CNN Internacional, soa mais como justificativa do que como anúncio de política externa. É o típico comportamento de quem já entra derrotado, de quem sabe que a imagem internacional de Lula não é de estadista, mas de militante ideológico. O próprio chanceler, ao repetir que “o presidente está sempre pronto para conversar com qualquer chefe de Estado que seja do interesse do Brasil”, expõe a contradição central: se Trump é tão “fascista” como Lula disse no passado, por que agora é do interesse do Brasil conversar com ele? A resposta é simples: porque Trump voltou à Casa Branca e Lula precisa, ainda que engolindo a seco, dobrar-se à realidade de um líder que não joga o jogo da esquerda global.

Ao fim, o que sobra desse episódio é a imagem patética de um presidente acuado e de um chanceler que tenta maquiar a covardia com discursos ensaiados. O Brasil perde, mais uma vez, porque seu líder prefere a distância de uma tela a enfrentar de frente o homem que ele um dia insultou. E a cena do aperto de mãos de 20 segundos ficará registrada como símbolo de um governo que fala grosso com seus adversários internos, mas se apequena diante de verdadeiros líderes mundiais.

Com informações O Globo

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Correios estimam precisar de R$ 7 bi para fechar contas até o fim de 2026 https://conservadoresonline.com/correios-estimam-precisar-de-r-7-bi-para-fechar-contas-ate-o-fim-de-2026/ https://conservadoresonline.com/correios-estimam-precisar-de-r-7-bi-para-fechar-contas-ate-o-fim-de-2026/#respond Sat, 20 Sep 2025 11:26:26 +0000 https://conservadoresonline.com/?p=11660 O governo de Luiz Inácio Lula da Silva, mais uma vez, demonstra sua incapacidade crônica de gerir o país com responsabilidade fiscal e visão estratégica. A crise nos Correios, revelada com detalhes pelas jornalistas Geralda Doca e Thaís Barcellos, do O Globo, é apenas a ponta do iceberg do desastre administrativo que se instalou no […]

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O governo de Luiz Inácio Lula da Silva, mais uma vez, demonstra sua incapacidade crônica de gerir o país com responsabilidade fiscal e visão estratégica. A crise nos Correios, revelada com detalhes pelas jornalistas Geralda Doca e Thaís Barcellos, do O Globo, é apenas a ponta do iceberg do desastre administrativo que se instalou no Brasil desde o retorno do petismo ao Planalto. O prejuízo da estatal no primeiro semestre de 2025, que saltou de R$ 1,35 bilhão para R$ 4,37 bilhões, não é um erro pontual; é um reflexo direto de decisões ideológicas, políticas e populistas, que ignoram a necessidade de eficiência e equilíbrio financeiro em um país que clama por responsabilidade. A simples menção de que serão necessários R$ 7 bilhões do Tesouro Nacional para manter a empresa funcionando até 2026 é escandalosa. É o dinheiro do contribuinte sendo jogado no ralo, enquanto setores essenciais sofrem com a escassez de recursos.

O abandono do plano de privatização, iniciado ainda no governo Bolsonaro, evidencia o quanto Lula prefere a manutenção de estruturas ineficientes como moeda de troca política. O novo presidente dos Correios, Emmanoel Schmidt Rondon, foi escolhido não por mérito de gestão comprovada, mas porque representa uma tentativa de “tecnicidade” em meio ao caos. A velha máxima petista se repete: nomes escolhidos por critérios políticos e alinhamento ideológico, e não pela capacidade de entregar resultados, são incapazes de conter o rombo financeiro e estrutural da estatal. O governo insiste em justificar o inaceitável aumento de despesas com a suposta necessidade de universalização do serviço postal, um conceito que em outras nações é compartilhado por múltiplos atores do mercado, mas que no Brasil se tornou pretexto para sustentar um modelo ultrapassado e deficitário.

A gestão Lula revela um padrão preocupante: engessamento financeiro, corporativismo exacerbado e absoluta falta de preparo para conduzir empresas públicas. A Fazenda, comandada por Fernando Haddad, reconhece a necessidade de aporte, mas teme que os Correios se tornem dependentes do Tesouro, algo que o governo Lula transforma em inevitável. Cada centavo destinado à estatal significa cortar investimentos em saúde, educação e infraestrutura, prejudicando milhões de brasileiros que dependem do serviço público funcionando de forma eficiente. A incompetência é tamanha que até o pagamento da folha de funcionários é condicionado ao atraso de outras obrigações, uma confissão silenciosa de que o país está sendo governado de forma improvisada e irresponsável.

A política de aparelhamento estatal e o corporativismo sindical, amplamente criticados por pessoas próximas à gestão, aprofundam o desastre. Trocas na diretoria, mudanças no Postal Saúde e no fundo de pensão Postalis não são soluções, são paliativos para encobrir décadas de má gestão e ingerência política. O abandono do União Brasil e o esforço para evitar “loteamentos políticos” apenas confirmam que o governo opera sob a lógica de conveniência ideológica, e não de competência administrativa. Fabiano Silva, ex-presidente da estatal, mesmo cercado de projetos de fachada e declarações otimistas sobre investimentos e conquistas, deixa claro que nada disso reverbera na realidade: os números vermelhos persistem e o caos financeiro é a regra.

Enquanto isso, serviços básicos, como o envio de encomendas para o exterior, permanecem suspensos, expondo a população e o setor produtivo à precariedade de uma gestão que se orgulha de ideologia acima da eficácia. O modelo de Lula não prevê soluções duradouras; prevê apenas sobrevivência política e controle sobre cargos e recursos públicos, mesmo que isso custe bilhões aos cofres da União. Não há planejamento, não há prudência, apenas improviso e a constatação de que a volta do petismo ao poder significa retrocesso econômico e institucional.

O desastre nos Correios é, portanto, mais do que um problema isolado: é a personificação da gestão Lula. Ele demonstra desprezo por eficiência, visão de longo prazo e responsabilidade com o dinheiro público, enquanto favorece interesses políticos e mantém a população refém de uma máquina estatal inchada e falida. A crônica falência da estatal, detalhada por Geralda Doca e Thaís Barcellos, é um retrato do que acontece quando a ideologia substitui a competência. E o pior: não há sinais de mudança. Cada dia sob esse governo é um lembrete de que o Brasil está sendo conduzido por quem entende mais de conveniências políticas do que de administração séria. O resultado é um país atolado em déficits, com serviços essenciais ameaçados e uma população cada vez mais descrente de quem deveria zelar pelo futuro da nação.

Com informações O Globo

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Janja antecipa-se a Lula em viagem a Nova York, tentando expor seu protagonismo https://conservadoresonline.com/janja-antecipa-se-a-lula-em-viagem-a-nova-york-tentando-expor-seu-protagonismo/ https://conservadoresonline.com/janja-antecipa-se-a-lula-em-viagem-a-nova-york-tentando-expor-seu-protagonismo/#respond Thu, 18 Sep 2025 13:45:10 +0000 https://conservadoresonline.com/?p=11599 A chegada de Janja da Silva a Nova York, dias antes do próprio presidente Lula, revela com clareza o deslumbramento e a militância radical de uma primeira-dama que parece mais preocupada com holofotes e agendas pessoais do que com o interesse nacional. Segundo o jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles, Janja desembarcou na quarta-feira, 17 de […]

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A chegada de Janja da Silva a Nova York, dias antes do próprio presidente Lula, revela com clareza o deslumbramento e a militância radical de uma primeira-dama que parece mais preocupada com holofotes e agendas pessoais do que com o interesse nacional. Segundo o jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles, Janja desembarcou na quarta-feira, 17 de setembro, em voo da Força Aérea Brasileira, acompanhado da chamada equipe precursora da Presidência, mostrando que, enquanto o Brasil enfrenta desafios internos graves, nossa primeira-dama já se organiza para desfilar na capital financeira do mundo, com todo aparato e privilégios, antes mesmo do presidente pisar no solo americano.

O mais alarmante não é apenas essa pressa em se colocar à frente do chefe do Executivo, mas a natureza das suas ações e a ideologia que representa. Janja não se apresenta como representante do Brasil, mas como militante da extrema-esquerda radical, cuja agenda internacional parece ditada por uma obsessão ideológica, mais do que por diplomacia ou interesse nacional. O próprio Igor Gadelha detalha que a entrada da primeira-dama nos Estados Unidos se deu de forma tranquila, com imigração realizada dentro do avião por agentes americanos, graças a um visto especial concedido em virtude de acordos da ONU. Um privilégio, sim, que revela o contraste entre a burocracia comum enfrentada pelos cidadãos e a condução de uma elite política alheia às preocupações reais da população brasileira.

E não é apenas a logística que chama atenção, mas o comportamento. Lembrando-se de 2024, no evento do G20 no Rio de Janeiro, Janja não teve a menor cerimônia em lançar um “Funck you, Elon Musk”, deixando claro seu desdém pelas figuras globais que não se alinham com sua visão ideológica. Uma demonstração de arrogância e militância agressiva, que poucos esperariam de alguém no papel de primeira-dama, cuja função tradicional é representar o país com decoro, respeito e discrição. Ao invés disso, ela transforma qualquer evento em palco de provocações, evidenciando um ego que parece maior que sua responsabilidade institucional.

Enquanto o presidente ainda se preparava para viajar, Janja já ocupava a residência oficial do embaixador Sérgio Danese, de forma que fica patente sua vontade de protagonismo e de antecipar agendas internacionais com ares de enviada especial, neste caso, focada em mulheres da COP30. É impossível ignorar a ironia: em meio a crises econômicas, inflação e descontentamento popular, a primeira-dama voa com prioridade, hospedagem oficial e aparatos logísticos de luxo para cumprir agendas que, na prática, são de autopromoção e alinhamento ideológico, e não de serviço real ao Brasil.

A narrativa de Igor Gadelha expõe, portanto, o contraste gritante entre a imagem de governança e a realidade de uma militante da esquerda radical que se coloca acima do protocolo, acima da prudência, e acima do interesse nacional. Ao antecipar-se em Nova York, Janja demonstra um apego aos holofotes internacionais, à propaganda ideológica e ao protagonismo pessoal, deixando claro que sua prioridade não é o país que deveria representar com dignidade, mas a construção de uma persona pública alinhada aos dogmas de sua militância. O gesto de embarcar antes do presidente, de se instalar em residência diplomática com pompa e antecedência, e de assumir agendas internacionais como se fosse líder própria, não é trivial. É a expressão de uma ambição desmedida e de uma postura que confronta a tradição e o decoro que se espera de alguém no cargo de primeira-dama.

Essa postura, aliada à sua provocação notória contra figuras globais e à militância ideológica agressiva, revela uma clara desconexão com a realidade brasileira. Janja não apenas se coloca em evidência pessoal, mas simboliza a própria aproximação do governo com políticas externas e internas pautadas por ideologia, em detrimento de pragmatismo, diplomacia e interesse nacional. O país assiste a essa encenação com certo espanto: enquanto se discute economia, segurança e desafios sociais, nossa primeira-dama voa antecipadamente para Nova York, promove agendas próprias e deixa transparecer a prioridade absoluta de autopromoção ideológica.

O episódio relatado por Gadelha não é apenas uma curiosidade jornalística. É um retrato de uma primeira-dama deslumbrada, militante e desconectada da realidade nacional, cuja prioridade parece ser o protagonismo internacional e a propagação de ideais radicais, em vez de representar o Brasil com responsabilidade e decoro. Cada passo de Janja no cenário internacional evidencia a extensão de sua militância ideológica e a distância preocupante entre a imagem que se espera de uma primeira-dama e a realidade do comportamento que ela exibe. Ao agir desta forma, Janja não apenas ignora a tradição e a dignidade do cargo, mas transforma sua função em palco pessoal, evidenciando para o mundo sua visão radical e descompromissada com a nação que deveria servir.

Com informações Metrópoles

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Ministro de Lula que bancou ‘carnaval fora de época’ com verba pública ataca anistia na Câmara https://conservadoresonline.com/ministro-de-lula-que-bancou-carnaval-fora-de-epoca-com-verba-publica-ataca-anistia-na-camara/ https://conservadoresonline.com/ministro-de-lula-que-bancou-carnaval-fora-de-epoca-com-verba-publica-ataca-anistia-na-camara/#respond Wed, 17 Sep 2025 10:13:10 +0000 https://conservadoresonline.com/?p=11572 Em mais um episódio digno do teatro político brasileiro, Márcio Macêdo, o homem que ocupa a Secretaria-Geral da Presidência da República como se fosse um trono hereditário, resolveu dar lições sobre democracia. Sim, ele mesmo, que entre carnavais fora de época, fotógrafos pagos com dinheiro público e assessores transformados em foliões oficiais do Estado, agora […]

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Em mais um episódio digno do teatro político brasileiro, Márcio Macêdo, o homem que ocupa a Secretaria-Geral da Presidência da República como se fosse um trono hereditário, resolveu dar lições sobre democracia. Sim, ele mesmo, que entre carnavais fora de época, fotógrafos pagos com dinheiro público e assessores transformados em foliões oficiais do Estado, agora posa de guardião da Constituição. É quase poético: o ministro que usou os cofres públicos para bancar uma farra em Aracaju tem a ousadia de dizer que o projeto de anistia “atenta contra os Poderes”. Poderes, no plural, como se o dele fosse um quarto não escrito na Constituição.

Segundo Macêdo, a anistia aos condenados de 8 de janeiro seria um “atentado contra a harmonia dos Poderes”. A mesma harmonia que ele cultiva em blocos de carnaval, escoltado por servidores pagos para fotografar sua alegria em meio ao suor e à espuma das ruas. E, claro, tudo às custas do contribuinte. Afinal, nada soa mais harmônico do que diárias gordas e passagens aéreas bancadas pelo erário, para que um fotógrafo oficial registrasse cada sorriso do ministro no meio da folia. Um espetáculo democrático, sem dúvida.

O discurso inflamado do ministro não surpreende. Quando questionado sobre o devido processo legal, ele jurou que tudo foi respeitado, como se a palavra dele fosse suficiente para apagar as críticas a julgamentos apressados, penas desproporcionais e a clara politização de processos no Supremo. Para Macêdo, todos tiveram contraditório, ampla defesa e direito de falar. O detalhe é que, nesse teatro, os acusados falaram – mas ninguém ouviu. O veredito já estava pronto, embalado e entregue. Democracia de vitrine, pronta para consumo externo.

Mais curioso ainda é ouvir o ministro citar pesquisas de opinião. Sim, pesquisas. Aquele recurso científico seletivo que só é lembrado quando convém. Segundo ele, a maioria dos brasileiros não apoia a anistia e confia cegamente no STF. É claro, as mesmas pesquisas que juraram que Lula nunca voltaria a ser presidente, que Bolsonaro perderia já no primeiro turno, e que a credibilidade da imprensa continua intacta. Se é para falar em pesquisas, talvez Macêdo pudesse encomendar uma sobre a opinião pública a respeito do seu carnaval de Aracaju, bancado com R$ 18.559,27 de dinheiro público. Imaginem o resultado.

O caso, exposto pelo Estadão em janeiro de 2024, revelou que três servidores foram deslocados, com direito a diárias e passagens, para acompanhar o ministro em uma “agenda oficial” em uma ONG vizinha a Aracaju. Coincidentemente, a agenda desapareceu como mágica, mas as 28 fotos e um vídeo do ministro se divertindo na folia permaneceram como registro imortal da transparência lulista. E quando a número 2 da pasta, Maria Fernanda Ramos Coelho, ousou negar a farra, perdeu o cargo. Afinal, a harmonia entre Poderes, segundo Macêdo, inclui a harmonia dentro do próprio gabinete: quem não dança conforme a música do ministro é exonerado.

Agora, este mesmo personagem vem a público posar de defensor da moralidade constitucional. Ele acusa opositores de conspirarem contra a democracia, quando ele próprio conspirou contra a moralidade administrativa. O Ministério Público junto ao TCU pediu investigação de improbidade administrativa, mas, no Brasil de Macêdo, a culpa nunca é de quem gasta o dinheiro público em benefício próprio – a culpa é sempre de quem ousa contestar a narrativa oficial.

O mais irônico é ver Márcio Macêdo falar em recado ao povo brasileiro. Porque, convenhamos, o recado já foi dado em Aracaju, entre confetes, serpentinas e assessores pagos para segui-lo como fotógrafos de celebridade. O recado é simples: o poder público existe para servir a quem está no poder, não ao povo. O ministro sabe bem disso, tanto que não postou nenhuma imagem da tal agenda oficial na ONG, mas fez questão de publicar 28 fotos da sua própria folia. Recado recebido.

E quando o ministro insiste que a anistia seria inconstitucional, só resta rir. A mesma Constituição que é ignorada diariamente por decisões monocráticas, que é dobrada ao sabor de interesses políticos, agora vira escudo moral de um ministro que já provou tratar o erário como extensão da sua conta bancária. De repente, a lei serve – mas apenas quando convém ao governo.

Em suma, Márcio Macêdo é a perfeita personificação do lulismo em 2025: um ministro que se apresenta como paladino da democracia enquanto dança sobre os ombros do contribuinte. Que condena a anistia em nome da harmonia dos Poderes, mas que entende harmonia como a liberdade de transformar servidores públicos em foliões particulares. Que invoca pesquisas como se fossem dogmas, mas ignora o óbvio: a sociedade já percebeu o cinismo, o deboche e a seletividade de um governo que fala em democracia enquanto pisa nela diariamente.

E assim, enquanto a Câmara discute a anistia e o povo acompanha perplexo, o ministro segue intocado, blindado pelo mesmo sistema que ele defende com unhas e dentes. No fim, não há surpresa: em Brasília, quem tem amigos certos nunca é condenado, nunca precisa de anistia, e nunca perde a pose de moralista. Afinal, como diria o próprio Macêdo, a democracia brasileira foi fortalecida. Fortalecida para quem? Bem, as fotos em Aracaju respondem melhor do que qualquer discurso.

Com informações Metrópoles/Estadão

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“Não vai ter COP30”: trabalhadores da construção civil entram em greve em Belém https://conservadoresonline.com/nao-vai-ter-cop30-trabalhadores-da-construcao-civil-entram-em-greve-em-belem/ https://conservadoresonline.com/nao-vai-ter-cop30-trabalhadores-da-construcao-civil-entram-em-greve-em-belem/#respond Tue, 16 Sep 2025 23:51:59 +0000 https://conservadoresonline.com/?p=11569 É impossível olhar para os números e não sentir uma mistura de indignação e perplexidade. O governo federal, em uma demonstração de prioridades completamente invertidas, decidiu investir nada menos que 4,7 bilhões de reais nas obras da COP30, enquanto o governo estadual e municipal somam mais 1,3 bilhão. Um verdadeiro festival de dinheiro público, jogado […]

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É impossível olhar para os números e não sentir uma mistura de indignação e perplexidade. O governo federal, em uma demonstração de prioridades completamente invertidas, decidiu investir nada menos que 4,7 bilhões de reais nas obras da COP30, enquanto o governo estadual e municipal somam mais 1,3 bilhão. Um verdadeiro festival de dinheiro público, jogado como se fosse papel em uma avenida, para sustentar um evento que mais parece um palco de vaidades internacionais do que uma ação concreta em favor do meio ambiente. E, no meio desse espetáculo, aparecem os trabalhadores da construção civil, que simplesmente se recusam a aceitar o que lhes é oferecido como “generosidade”: míseros 5,5% de aumento salarial, ajustes irrisórios na cesta básica e uma desconsideração total por suas condições de trabalho.

Esses trabalhadores não estão pedindo luxo, nem regalias. Eles pedem dignidade. Pedem salários compatíveis com o tamanho do investimento público, participação nos lucros, condições justas de pagamento e reconhecimento do papel das mulheres no setor. Exigem que seu esforço, suor e risco sejam valorizados, e que o que é destinado ao povo – sim, ao povo, não às elites que se escondem nos gabinetes – chegue efetivamente às mãos de quem constrói o país. Mas, em vez disso, o que vemos é uma afronta descarada: bilhões de reais sendo despejados em obras que muitas vezes sequer beneficiam a maioria da população, e propostas de reajuste que mais parecem zombarias do que propostas sérias.

A greve que se instalou não é apenas um protesto; é um grito de alerta. Cerca de 80% das obras, incluindo a famosa Vila de Líderes – onde chefes de Estado e representantes internacionais irão se hospedar durante a COP30 – estão paralisadas. Esse movimento, longe de ser uma simples reivindicação salarial, denuncia uma verdade que ninguém parece disposto a falar em voz alta: a COP30, com todo seu glamour e mídia internacional, não é prioridade para o povo brasileiro. O que é prioridade, de fato, é sustentar um show de propagandas climáticas, enquanto o trabalhador, que ergue tijolo sobre tijolo, continua sendo desrespeitado e humilhado.

E a humilhação não para por aí. O sindicato relata que as empresas tentam negociar, apresentar suas versões e contornar a situação, mas a realidade permanece: aumento irrisório, condições desfavoráveis e desprezo completo pela dignidade humana. É o retrato perfeito de um país que ainda confunde espetáculo com progresso, imagem com substância, comunicação internacional com responsabilidade social. Bilhões investidos no que é visível aos olhos do mundo, enquanto o invisível, ou seja, o trabalhador que sustenta tudo isso, recebe migalhas. Isso é corrupção disfarçada de desenvolvimento. Isso é descompasso moral e ético em sua forma mais crua.

O que chama atenção, e que deveria chamar a atenção de todos os cidadãos, é o grau de hipocrisia envolvido. Fala-se em legado da COP, em responsabilidade ambiental, em sustentabilidade, mas a prática diária mostra outra realidade: investimentos concentrados em regiões já favorecidas, enquanto bairros pobres, periferias e trabalhadores que realmente carregam o país nas costas recebem apenas a sobra. O discurso oficial se mistura à música de fundo, aplausos de fachada e câmeras internacionais, enquanto a realidade dos canteiros de obras grita silenciosa, mas potente, pedindo justiça. Não se trata apenas de salário, trata-se de respeito, dignidade e reconhecimento do valor do trabalho humano.

Se há alguma lição que podemos extrair desse cenário, é que o país está diante de um teste moral. A forma como se trata quem constrói não é apenas um reflexo da administração pública, mas da própria alma da nação. Continuar a jogar bilhões em vitrines internacionais e ignorar quem faz a engrenagem girar é, além de absurdo, profundamente insensato. E o pior: estamos diante de um movimento que não parece ceder. Trabalhadores determinados, sindicatos firmes e uma população que, ao tomar conhecimento da situação, não pode ignorar a discrepância entre cifras milionárias e reajustes irrisórios.

A COP30, que deveria ser símbolo de compromisso internacional e legado positivo, corre o risco de se transformar em símbolo do descompasso ético, da hipocrisia governamental e da ausência de prioridades reais. Um legado que, se não houver correção, será lembrado não pela sua contribuição ambiental, mas pelo absurdo de bilhões investidos em espetáculo enquanto a classe trabalhadora é humilhada. E é exatamente esse o ponto que o cidadão consciente deve observar: quem realmente constrói o país merece mais que propaganda, merece ação, respeito e justiça. O mundo pode olhar, as câmeras podem filmar, mas é o trabalhador brasileiro que decidirá se esse legado terá algum valor de verdade ou se tudo não passa de um teatro caro e cruel.

Com informações Metrópoles

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