Congresso reage e expõe esquema bilionário do INSS contra aposentados do Brasil

Os bastidores de Brasília fervem. Enquanto o povo brasileiro se vira nos trinta para sobreviver ao peso insuportável da carga tributária,

Por Notas & Informações

Os bastidores de Brasília fervem. Enquanto o povo brasileiro se vira nos trinta para sobreviver ao peso insuportável da carga tributária, ao custo de vida absurdo e à insegurança jurídica institucionalizada, um novo escândalo escorre pelas paredes mofadas da máquina pública: descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS, realizados sem autorização dos beneficiários. Isso mesmo. O cidadão brasileiro, que trabalhou décadas, contribuindo religiosamente, tem agora o suor de sua vida arrancado na calada dos sistemas bancários e institucionais. E o governo? Age como se fosse apenas mais uma “falha sistêmica”. Mas não é. É fraude. É estelionato estatal. E pior: tudo isso sob a tutela de um Estado que se gaba de ser o guardião da justiça social.

É por isso que, antes mesmo da criação de uma CPMI, deputados da base conservadora e outros 43 parlamentares de 13 partidos se anteciparam e protocolaram 51 requerimentos de informação dirigidos a nove ministros. A Constituição é clara: os ministros são obrigados a responder em até 30 dias. Se não o fizerem, incorrem em crime de responsabilidade. Mas em um governo que relativiza a Constituição diariamente, resta saber se os prazos serão respeitados ou simplesmente ignorados, como tantas outras regras incômodas ao sistema.

O epicentro da denúncia está nos descontos realizados em nome de associações, supostamente representativas, que o aposentado jamais autorizou. O caso é tão grave que envolveu a Controladoria-Geral da União e a Polícia Federal, que deflagraram a chamada “Operação Sem Desconto” com prisões, apreensões e coleta de provas. Até agora, o Ministério da Previdência Social, ao qual o INSS está vinculado, é alvo de nada menos que 29 requerimentos. E não é por acaso: é justamente aí que mora o coração do problema. Como pode o órgão responsável por proteger os direitos do cidadão permitir que, entre 2021 e 2023, o número de associados a essas entidades fantasmas saltasse mais de 150%, e os valores descontados explodissem de R$ 544 milhões para R$ 1,5 bilhão?

A desculpa técnica já não convence. O que se evidencia é um colapso de governança, uma falência múltipla das estruturas de controle interno. Mas o mais perturbador é a apatia generalizada. A indignação que deveria estampar as manchetes dos jornais tradicionais parece diluir-se em silêncio cúmplice. Afinal, para parte da imprensa militante, qualquer crítica ao “sistema” é vista como radicalismo ou “discurso de ódio”. Já os aposentados que têm seus benefícios saqueados pela engrenagem pública são apenas mais uma estatística indigesta.

O deputado Bacelar, presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, protocolou cinco requerimentos exigindo respostas imediatas. Ele quer saber quem são essas associações, quanto foi roubado, quem autorizou, e quando o dinheiro será devolvido. Uma cobrança justa, que em qualquer país minimamente sério teria mobilizado até mesmo o presidente da República a se pronunciar publicamente. Mas aqui reina o silêncio institucional.

A Comissão de Previdência, presidida pelo deputado Ruy Carneiro, também se movimentou. Baseado em relatório do Tribunal de Contas da União, o parlamentar exigiu explicações sobre a ausência de medidas preventivas, a falta de revalidação cadastral e o descaso absoluto com o ressarcimento dos aposentados. O TCU foi claro: houve violação direta às normas do próprio INSS, com a omissão sistemática da apresentação dos termos de filiação e das autorizações dos segurados. Isso não é desorganização. Isso é conivência.

E é exatamente por isso que os conservadores precisam estar atentos. Porque esse caso não é isolado. Ele revela uma estrutura viciada, em que o cidadão de bem é vítima constante de um Estado que o trata como gado estatístico. E mais uma vez, os ministros do governo federal tentam se esquivar das suas responsabilidades. Não é à toa que, até o momento, só 14 das 51 respostas exigidas foram entregues. Como sempre, a transparência fica para depois.

Enquanto isso, cresce o número de idosos humilhados nas filas do INSS, tentando entender como foi que seus benefícios foram mutilados por “descontos associados” que jamais autorizaram. E o que é ainda mais grave: muitos nem sequer sabem que estão sendo lesados, tamanha é a opacidade das informações. O extrato bancário mostra o valor final, mas não explica quem ficou com o pedaço do bolo.

Essa narrativa se repete sempre que se fala em Estado brasileiro. A máquina é lenta, opaca e brutalmente ineficiente para proteger o cidadão, mas ágil, ardilosa e silenciosa quando se trata de sugar até a última gota do que resta no bolso do povo. A desculpa da “reparação social” serve de cortina de fumaça para esconder o verdadeiro projeto: transformar o trabalhador em refém de um sistema que finge protegê-lo, mas que, no fundo, o explora.

É inaceitável que, em pleno 2025, aposentados sejam vítimas de fraudes institucionalizadas, e que o Estado se mova apenas quando pressionado por parlamentares que ainda se dão ao luxo de cumprir suas funções com dignidade. Esse episódio precisa ser um divisor de águas. Ou os responsáveis serão punidos exemplarmente, ou estaremos diante de mais um capítulo da normalização do roubo disfarçado de burocracia.

Para os conservadores que ainda acreditam na ordem, na justiça e na dignidade da vida humana, é hora de reagir. Exigir não apenas respostas, mas responsabilização. Chega de empurrar a sujeira para baixo do tapete da impunidade. Quem deve, paga. Quem frauda, responde. E quem governa, explica. O povo brasileiro não pode mais tolerar que os direitos dos mais vulneráveis sejam tratados com o mesmo desprezo com que se rasga um papel de rascunho. Chegou a hora de recuperar o respeito que o cidadão tem pelo próprio país. Porque se nem o aposentado está seguro, ninguém mais está.

Com informações Câmara dos Deputados

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