Correios estimam precisar de R$ 7 bi para fechar contas até o fim de 2026

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva, mais uma vez, demonstra sua incapacidade crônica de gerir o país com responsabilidade

Por Notas & Informações

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva, mais uma vez, demonstra sua incapacidade crônica de gerir o país com responsabilidade fiscal e visão estratégica. A crise nos Correios, revelada com detalhes pelas jornalistas Geralda Doca e Thaís Barcellos, do O Globo, é apenas a ponta do iceberg do desastre administrativo que se instalou no Brasil desde o retorno do petismo ao Planalto. O prejuízo da estatal no primeiro semestre de 2025, que saltou de R$ 1,35 bilhão para R$ 4,37 bilhões, não é um erro pontual; é um reflexo direto de decisões ideológicas, políticas e populistas, que ignoram a necessidade de eficiência e equilíbrio financeiro em um país que clama por responsabilidade. A simples menção de que serão necessários R$ 7 bilhões do Tesouro Nacional para manter a empresa funcionando até 2026 é escandalosa. É o dinheiro do contribuinte sendo jogado no ralo, enquanto setores essenciais sofrem com a escassez de recursos.

O abandono do plano de privatização, iniciado ainda no governo Bolsonaro, evidencia o quanto Lula prefere a manutenção de estruturas ineficientes como moeda de troca política. O novo presidente dos Correios, Emmanoel Schmidt Rondon, foi escolhido não por mérito de gestão comprovada, mas porque representa uma tentativa de “tecnicidade” em meio ao caos. A velha máxima petista se repete: nomes escolhidos por critérios políticos e alinhamento ideológico, e não pela capacidade de entregar resultados, são incapazes de conter o rombo financeiro e estrutural da estatal. O governo insiste em justificar o inaceitável aumento de despesas com a suposta necessidade de universalização do serviço postal, um conceito que em outras nações é compartilhado por múltiplos atores do mercado, mas que no Brasil se tornou pretexto para sustentar um modelo ultrapassado e deficitário.

A gestão Lula revela um padrão preocupante: engessamento financeiro, corporativismo exacerbado e absoluta falta de preparo para conduzir empresas públicas. A Fazenda, comandada por Fernando Haddad, reconhece a necessidade de aporte, mas teme que os Correios se tornem dependentes do Tesouro, algo que o governo Lula transforma em inevitável. Cada centavo destinado à estatal significa cortar investimentos em saúde, educação e infraestrutura, prejudicando milhões de brasileiros que dependem do serviço público funcionando de forma eficiente. A incompetência é tamanha que até o pagamento da folha de funcionários é condicionado ao atraso de outras obrigações, uma confissão silenciosa de que o país está sendo governado de forma improvisada e irresponsável.

A política de aparelhamento estatal e o corporativismo sindical, amplamente criticados por pessoas próximas à gestão, aprofundam o desastre. Trocas na diretoria, mudanças no Postal Saúde e no fundo de pensão Postalis não são soluções, são paliativos para encobrir décadas de má gestão e ingerência política. O abandono do União Brasil e o esforço para evitar “loteamentos políticos” apenas confirmam que o governo opera sob a lógica de conveniência ideológica, e não de competência administrativa. Fabiano Silva, ex-presidente da estatal, mesmo cercado de projetos de fachada e declarações otimistas sobre investimentos e conquistas, deixa claro que nada disso reverbera na realidade: os números vermelhos persistem e o caos financeiro é a regra.

Enquanto isso, serviços básicos, como o envio de encomendas para o exterior, permanecem suspensos, expondo a população e o setor produtivo à precariedade de uma gestão que se orgulha de ideologia acima da eficácia. O modelo de Lula não prevê soluções duradouras; prevê apenas sobrevivência política e controle sobre cargos e recursos públicos, mesmo que isso custe bilhões aos cofres da União. Não há planejamento, não há prudência, apenas improviso e a constatação de que a volta do petismo ao poder significa retrocesso econômico e institucional.

O desastre nos Correios é, portanto, mais do que um problema isolado: é a personificação da gestão Lula. Ele demonstra desprezo por eficiência, visão de longo prazo e responsabilidade com o dinheiro público, enquanto favorece interesses políticos e mantém a população refém de uma máquina estatal inchada e falida. A crônica falência da estatal, detalhada por Geralda Doca e Thaís Barcellos, é um retrato do que acontece quando a ideologia substitui a competência. E o pior: não há sinais de mudança. Cada dia sob esse governo é um lembrete de que o Brasil está sendo conduzido por quem entende mais de conveniências políticas do que de administração séria. O resultado é um país atolado em déficits, com serviços essenciais ameaçados e uma população cada vez mais descrente de quem deveria zelar pelo futuro da nação.

Com informações O Globo

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