
Ah, a mais recente jogada de mestre do ilustre Nicolás Maduro: entregar 180 mil hectares de terras venezuelanas ao MST do Brasil. Porque, claro, quando pensamos em eficiência agrícola e gestão exemplar de terras, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra é a primeira referência que nos vem à mente. Quem precisa de agronegócio eficiente quando se tem um grupo especializado em ocupação e desordem?
Agora, pense comigo, caro leitor: um país mergulhado no caos econômico, com uma inflação superior a 400% ao ano, prateleiras vazias e uma população fugindo em massa para outros territórios, resolve que sua prioridade é doar terras para um movimento estrangeiro. Isso não apenas desafia a lógica mais básica da administração pública, mas também levanta questionamentos essenciais: desde quando um regime ditatorial tem terras sobrando para distribuir?
Evidentemente, essa não é uma preocupação real para Maduro, cujo governo destruiu a produção nacional de alimentos. O socialismo quebrou a agricultura da Venezuela, transformando um dos maiores exportadores de alimentos da América Latina em um importador crônico e dependente de doações internacionais. Agora, a solução genial é entregar terras para um movimento estrangeiro que se diz agricultor, mas cujos métodos não parecem produzir nada além de invasões e conflitos.
A pergunta que fica é: o que exatamente o MST pretende fazer com essas terras? Oficialmente, a narrativa é que essas terras serão usadas para “produção agroecológica de alimentos” que abasteceriam tanto a Venezuela quanto o norte do Brasil. Que maravilha! Afinal, se tem uma coisa que o MST já provou ao longo das décadas é sua capacidade de transformar regiões em polos de produtividade, certo?
Errado.
O histórico do MST não é de produção eficiente, mas sim de invasão e desmantelamento de propriedades que antes produziam. É a tática perfeita: invade-se uma fazenda produtiva, expulsa-se os donos, e em poucos anos temos um terreno improdutivo e abandonado. Agora, esse “modelo de sucesso” será exportado para a Venezuela.
Vamos ser francos:
Essa história de produção agroecológica é uma falácia. O que está acontecendo é uma aliança política travestida de cooperação agrícola. O MST não vai transformar as terras venezuelanas em um novo celeiro para alimentar a população faminta do país, mas sim criar um território livre para seus militantes, além de fortalecer a conexão entre a esquerda radical brasileira e o regime autoritário venezuelano. Em outras palavras, estão criando um santuário ideológico financiado pelo regime chavista.
A quem interessa essa jogada?
Certamente não ao povo venezuelano, que está mais preocupado em sobreviver do que em apoiar um experimento agrário socialista. Tampouco ao povo brasileiro, que verá seu dinheiro financiando mais uma utopia fracassada. Mas para a extrema-esquerda, que sonha com a implantação de uma “nova ordem revolucionária”, essa parceria é um prato cheio.
O MST nunca escondeu suas conexões com o Foro de São Paulo, a organização de esquerda criada por Fidel Castro e Lula nos anos 1990 para expandir o socialismo na América Latina. Não é coincidência que agora, com Lula novamente no poder e Maduro tentando desesperadamente manter sua influência, essa aliança seja fortalecida. A “doação” de terras é apenas uma etapa desse projeto maior.
E o que diz a grande mídia sobre isso? Nada.
Ou melhor, diz que essa é “uma iniciativa inovadora para promover a soberania alimentar e a inclusão social”. A CNN, sempre atenta à defesa das agendas progressistas, já tratou de enquadrar a notícia como algo positivo, enquanto ignora a fome, o desemprego e a miséria generalizada que tomam conta da Venezuela.
Então, fiquemos atentos:
Não se trata de uma simples iniciativa agrícola. Trata-se de um passo ousado para consolidar um projeto de poder que já destruiu países inteiros. A Venezuela já caiu. O Brasil está na mira.
De acordo com a CNN: O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, assinou um decreto para dar 180 mil hectares ao MST do Brasil.
— Brasil Paralelo (@brasilparalelo) March 15, 2025
A ideia é que as terras sejam utilizadas para produção agroecológica de alimentos que seriam consumidos pela população da Venezuela e do norte do Brasil. pic.twitter.com/aCgIxHiRPY