Eleições 2026 faz extrema-esquerda começar discutir possível sucessão de Haddad na Fazenda

Ah, o Brasil. Terra onde o Ministério da Fazenda não é um pilar da economia, mas uma escada para o estrelato

Por Notas & Informações

Ah, o Brasil. Terra onde o Ministério da Fazenda não é um pilar da economia, mas uma escada para o estrelato eleitoral petista. Segundo as respeitadíssimas (cof cof) jornalistas Catia Seabra, Adriana Fernandes e Idiana Tomazelli, da sempre imparcial (só que não) Folha de S.Paulo, o governo Lula — aquele que prometeu responsabilidade fiscal com a mesma convicção de quem jura dieta numa churrascaria — agora ensaia a substituição de Fernando Haddad, porque, veja só, o nobre ministro talvez precise ser sacrificado em nome da “causa maior”: a reeleição de Lula, o Salvador da Pátria™.

Sim, amigo leitor do Conservadores Online, a piada escreve-se sozinha.

Haddad, aquele mesmo que já foi ministro da educação e nos presenteou com a gloriosa “ideologia de gênero” nas escolas, depois fracassou retumbantemente na eleição para prefeito e, não contente, ainda tentou o governo de São Paulo, agora pode sair do ministério para… tentar de novo. Porque no petismo, fracasso é pré-requisito para promoção.

A narrativa oficial, segundo o folhetim progressista travestido de jornalismo, é que Haddad não quer sair, que ele é resistente, que ele está comprometido com o Brasil. Que bonito. Quase chorei. Só que não. Porque todos sabem que, no PT, quando Lula chama, o peão abaixa a cabeça e obedece, mesmo que isso signifique largar uma pasta ministerial no meio do caos econômico.

Mas calma, o enredo fica ainda mais pitoresco. Se Haddad sai, é claro que já se começa a falar dos cotados para substituí-lo. E que nomes, hein? Temos Bruno Moretti, uma espécie de oráculo petista da Casa Civil, que — segundo os sussurros em Brasília — é tão influente que até o Lula liga pessoalmente para ele. Que honra. Até parece que estamos falando de um novo Joaquim Levy, mas na prática é mais um burocrata de currículo longo e resultados… discretos.

Moretti, formado pela Federal Fluminense — reduto de aparelhamento acadêmico de esquerda — é pintado como o “homem de confiança”, “conciliador”, “técnico”, “sereno”… palavras típicas para camuflar o bom e velho operador político de bastidor, com cara de isenção, mas comprometido até o osso com a cartilha vermelha.

E se Moretti não for o escolhido, temos também Simone Tebet, a musa do Centrão reeducada pelo petismo, e a insossa Esther Dweck, conhecida por sua “gestão inovadora” que ninguém consegue explicar, mas todo mundo no Planalto aplaude. Tudo dentro do esperado: petistas e seus satélites em busca de cargos e poder — sempre pelo bem do povo, claro.

Ah, e como esquecer do nome que vive na sombra de qualquer especulação ministerial: Gabriel Galípolo, aquele que se veste de liberal mas dorme com o keynesianismo debaixo do travesseiro. Galípolo é tão “técnico” que acompanha Lula em churrascos com Hugo Motta — porque, como todos sabemos, grandes decisões econômicas nascem entre espetinhos e picanhas financiadas pelo pagador de impostos.

Aliás, você notou como o foco da discussão jamais é o país, o povo, o equilíbrio das contas públicas, a inflação, o crescimento? Não. Tudo gira em torno de estratégias eleitorais. O plano é simples: usar o Ministério da Fazenda como trampolim político, encontrar um palanque “forte” em São Paulo e, se possível, colocar Haddad e Alckmin para apanharem nas urnas, mas com dignidade — afinal, segundo os gênios do PT, perder com 45% é uma vitória estratégica. É o novo conceito de sucesso socialista: perder é ganhar, desde que a militância bata palmas e a imprensa finja que foi lindo.

Enquanto isso, o Brasil real, aquele fora da bolha de Brasília, sente na pele o resultado da gestão fiscal revolucionária do PT: inflação flertando com a instabilidade, juros altos, fuga de investimentos e um mercado desconfiado — mas, claro, tudo isso pode esperar, porque o foco é 2026. A reeleição do chefe é prioridade nacional.

A cereja do bolo é a naturalização da transição. Como se trocar um ministro da Fazenda no meio de um governo não fosse um terremoto institucional. O texto da Folha trata o assunto com a leveza de quem muda o sabor do sorvete: “uma saída entrou no radar”, dizem, como se fosse um capricho sazonal. Ora, claro! Quando se governa por conveniência e não por responsabilidade, a economia vira moeda de troca. Literalmente.

E é claro que, caso Haddad saia, tudo será vendido como nobre renúncia, compromisso com o futuro, sacrifício pessoal pelo coletivo… E a imprensa, fiel escudeira, publicará colunas emocionadas, destacando o altruísmo do ex-prefeito que “largou tudo” para ajudar o partido. O partido, sempre o partido. O Brasil que lute.

Não podemos esquecer da narrativa heroica que vão construir para justificar qualquer catástrofe futura. Quando a economia desandar — o que, sejamos sinceros, está no script — a culpa será do “cenário internacional adverso”, da “herança maldita”, do “boicote do mercado”, do Banco Central independente (que o PT odeia) e, claro, da “extrema direita golpista”. Eles têm sempre uma desculpa pronta.

Enquanto isso, o brasileiro médio segue pagando a conta da incompetência com a moeda que lhe resta: o suor do trabalho, a perda do poder de compra, o desânimo com o futuro. Mas, não se preocupe, Bruno Moretti está a postos, Gabriel Galípolo continua sorrindo nos churrascos e Lula segue no trono, distribuindo afagos, verbas e cargos — tudo isso com aquele discurso embriagado de justiça social que já não convence nem o próprio espelho.

A sucessão na Fazenda virou novela. Mas não é qualquer novela — é uma daquelas mexicanas, cheias de intrigas palacianas, traições de bastidor, e mocinhos que são, na verdade, os maiores vilões. Com a diferença de que, aqui, quem paga pelo drama somos nós. E o final feliz? Ah, esse só existe na cabeça de quem ainda acredita que o PT governa para o povo.

Prepare-se, Brasil: vem aí a quarta temporada da série “Lula e seus Ministros de Vitrine”. O roteiro continua o mesmo, os atores se revezam, e você, cidadão pagador de impostos, é sempre o figurante enganado.

Com informações Folha de S.Paulo

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