
Ah, a política brasileira, essa verdadeira telenovela sem fim, onde a realidade muitas vezes supera a ficção mais absurda. E agora, como um novo capítulo tragicômico, surge Érika Hilton querendo se lançar candidata ao governo de São Paulo no lugar de Guilherme Boulos. Isso mesmo, a deputada federal que se notabilizou por discursos recheados de lacração vazia e pautas identitárias quer agora “administrar” o estado mais rico do país. Como se já não bastasse a falta de preparo de Boulos, temos mais essa pérola da política progressista tentando assumir um protagonismo que beira o delírio.
Você, caro leitor, que acompanha os desdobramentos desse circo político, deve estar se perguntando: o que exatamente credencia Érika Hilton a governar um estado que movimenta a maior economia da América Latina? A resposta é simples: absolutamente nada. Mas em tempos onde o mérito foi substituído por narrativa, o que importa é a capacidade de viralizar no X e de ganhar os holofotes da mídia militante. E nisso, Hilton tem doutorado.
A esquerda, que adora um discurso pronto sobre “representatividade” e “justiça social”, parece esquecer que governar não é um reality show. Não basta ter um bom marketing, é preciso um mínimo de competência administrativa. Mas para eles, isso é detalhe, né? O que importa é alimentar a ilusão de que qualquer um pode governar, desde que tenha o discurso “correto” e a proteção da mídia.
Sejamos honestos: o que Érika Hilton realmente propõe para São Paulo? Alguma estratégia para o desenvolvimento econômico? Algum plano para a segurança pública, que é um dos maiores problemas do estado? Alguma ideia sobre infraestrutura ou mobilidade urbana? Não, nada disso. O que se tem é um amontoado de slogans vazios e pautas que só interessam a uma bolha barulhenta do X. Porque governar de verdade, meu amigo, dá trabalho. E a esquerda contemporânea não gosta de trabalho duro; prefere o caminho fácil do vitimismo e da lacração.
E tem mais: essa movimentação toda de Hilton não é uma tentativa de “mudança genuína”, mas sim um reflexo da guerra interna da esquerda pelo poder. Guilherme Boulos, que já se achava dono da candidatura, agora tem que lidar com a concorrência dentro do próprio campo ideológico. Isso mostra que a esquerda não é nem de longe tão “unida” quanto quer fazer parecer. No fim das contas, é cada um por si, tentando garantir o próprio pedaço do bolo do poder.
Mas veja bem, caro leitor, não se engane achando que essa candidatura tem alguma chance real. São Paulo, apesar de ser um estado onde a esquerda tem se infiltrado cada vez mais, ainda conta com um eleitorado que valoriza a gestão séria e os resultados concretos. E, convenhamos, Hilton pode ser boa em fazer discurso inflamado e arrancar aplausos de militantes digitais, mas administrar o maior estado do país é outra história.
O Brasil já pagou caro demais por experiências ideológicas desastrosas. O próprio São Paulo vem sofrendo com gestões que priorizaram a agenda globalista e as pautas progressistas em detrimento da segurança, do desenvolvimento econômico e da infraestrutura. O eleitor paulista tem que escolher se quer continuar nessa direção ou se vai finalmente optar por um caminho que valorize a competência e o mérito.
No fim das contas, essa tentativa de Érika Hilton de se colocar como candidata é apenas mais um episódio da decadência da política brasileira. E se você acha que já viu de tudo, fique tranquilo: sempre pode piorar.