
Desde a redemocratização, o Supremo Tribunal Federal (STF) se consolidou como uma fortaleza impenetrável para qualquer tentativa de fiscalização externa. Ao longo das décadas, nenhum pedido de suspeição ou impedimento contra ministros foi aceito, tornando a Suprema Corte brasileira um verdadeiro monstro burocrático autossuficiente. Agora, a história se repete com a defesa de Jair Bolsonaro, que busca afastar os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Flávio Dino da análise de mais uma acusação fabricada pela esquerda. O desfecho? Já está escrito: rejeitado. Como sempre.
A defesa do ex-presidente questiona a imparcialidade dos magistrados, baseando-se em um argumento lógico e inquestionável: Zanin e Dino possuem histórico direto de perseguição contra Bolsonaro. O primeiro, quando era advogado, foi responsável por uma notícia-crime contra o ex-presidente, patrocinada pelo PT. O segundo, quando ainda governava o Maranhão, processou Bolsonaro por calúnia, injúria e difamação. Já Moraes, o chefão da toga, coleciona uma lista interminável de arbitrariedades contra qualquer figura que ouse desafiar o regime progressista instaurado pelo STF.
Mesmo diante desse evidente conflito de interesses, o sistema blindado do tribunal assegura que tais pedidos sequer cheguem ao plenário. Como apontam especialistas, é o presidente da Corte quem decide se o pedido atende aos requisitos formais para prosseguir. E, como de costume, tais pedidos acabam arquivados, ignorados, soterrados sob a arrogância dos “intocáveis”.
O modus operandi é tão previsível quanto escancarado. Quando um ministro é questionado por imparcialidade, ele simplesmente escreve um ofício dizendo que é imparcial, e pronto: o assunto está encerrado. A Suprema Corte brasileira se transformou em uma entidade autoproclamada, onde os ministros julgam a própria imparcialidade, ignoram o clamor popular e agem como se fossem os donos do país.
O objetivo desse circo já é bem conhecido: manter a narrativa da perseguição ao conservadorismo e destruir qualquer tentativa de reação da direita. Bolsonaro não está sendo julgado apenas pela justiça, mas por um tribunal politizado que se alinha escancaradamente com o atual governo. Todo o processo não passa de um teatro cuidadosamente elaborado para criminalizar a oposição, intimidar qualquer voz dissidente e consolidar um regime onde questionar a narrativa oficial se torna crime.
Aliás, não é coincidência que o STF tenha rejeitado todos os 290 pedidos de impedimento ou suspeição de ministros desde 1988. Trata-se de um padrão institucionalizado de proteção mútua entre os togados, que agem como uma irmandade fechada, mantendo um ciclo vicioso de autoblindagem. Não é justiça. É um cartel jurídico operando em favor de um projeto de poder.
Essa situação coloca uma questão fundamental: quem fiscaliza aqueles que deveriam ser os fiscais? Se a mais alta instância do Judiciário é imune a qualquer tipo de controle, o que resta da democracia? Os ministros do STF foram elevados a uma posição de divindades inquestionáveis, decidindo quem pode ser candidato, quem pode se manifestar, quem pode ser investigado e até quem pode ter seus bens confiscados. A justiça virou instrumento de perseguição política.
O que estamos presenciando é um golpe institucional silencioso, onde um pequeno grupo de togados reescreve as leis conforme sua conveniência e destrói reputações de adversários políticos. A esquerda, sempre vociferando sobre “ameaças à democracia”, aplaude esse estado de exceção disfarçado de justiça. Afinal, enquanto os “deuses de preto” continuarem garantindo o monopólio ideológico, vale tudo para manter Bolsonaro e a direita fora do jogo.
O STF não é mais um tribunal. É um comitê político. Seus ministros legislam sem mandato, julgam sem imparcialidade e agem como carrascos de uma justiça que deixou de existir. A recusa em aceitar qualquer pedido de impedimento ou suspeição é apenas mais um capítulo do processo de censura e perseguição promovido contra os conservadores no Brasil.
A hipocrisia é tão gritante que quando interessa ao sistema, o próprio Zanin se declarou impedido de julgar um recurso de Bolsonaro no TSE. Mas agora, quando o assunto é a fabricação de uma nova condenação para o ex-presidente, Zanin magicamente recuperou sua imparcialidade. Só os inocentes acreditam que essa justiça é cega.
O pior de tudo é que, para a esquerda, esse arbítrio seletivo é algo positivo. Para eles, a “democracia” é apenas uma ferramenta, usada conforme a conveniência. Quando seus interesses estão em jogo, defendem “instituições fortes”; quando perdem o controle, gritam por “golpe” e “ataque à democracia”. O manual é sempre o mesmo: transformar adversários políticos em criminosos, rotular qualquer questionamento como “ataque ao estado de direito” e consolidar um monopólio de poder disfarçado de legalidade.
E assim seguimos, vendo o Brasil se transformar em um grande tribunal inquisitório, onde questionar a supremacia do STF se tornou crime de lesa-pátria. Bolsonaro não está sendo julgado por “tentativa de golpe”. Ele está sendo condenado pelo crime de ter desafiado a hegemonia esquerdista e ousado defender uma visão de país que não se curva ao globalismo, ao ativismo judicial e à censura política.
A verdade é simples: não há justiça quando um lado pode tudo e o outro nada. A esquerda, que tanto gritou contra “arbitrariedades” no passado, hoje assiste de camarote à destruição das instituições republicanas sem esboçar qualquer preocupação. **O STF se tornou um partido político de toga, e sua missão é uma só: eliminar qualquer possibilidade de a direita retomar