“Estados que podem perder vagas na Câmara receberam R$ 1 bi em emendas”, diz Poder 360

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O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), quer aumentar de 513 para 527 o número de deputados da Casa Baixa

Ah, a política brasileira, esse espetáculo de coerência e respeito às leis. Agora, somos brindados com a notícia de que alguns Estados podem perder vagas na Câmara dos Deputados após o ajuste do número de congressistas conforme o Censo de 2022. E, claro, esses mesmos Estados receberam a módica quantia de R$ 1 bilhão em emendas em 2024. Coincidência? Talvez. Mas vamos fingir surpresa.

Em agosto de 2023, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a Câmara deve redistribuir o número de assentos de deputados de forma proporcional à população de cada Estado, conforme o Censo 2022. Uma decisão unânime, diga-se de passagem. A Casa tem até 30 de junho de 2025 para fazer o ajuste, caso contrário, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) assumirá a tarefa. Porque, afinal, quem melhor para decidir sobre representatividade popular do que uma corte eleitoral?

O Rio de Janeiro seria o mais prejudicado, perdendo quatro vagas e passando de 46 para 42 deputados. Mas não se preocupe, cariocas, vocês ainda serão a terceira maior bancada da Câmara, atrás de São Paulo (70) e Minas Gerais (53). Bahia, Paraíba, Piauí e Rio Grande do Sul perderiam duas cadeiras cada, enquanto Alagoas e Pernambuco cederiam uma cada um. Mas quem está contando?

Dos R$ 1,072 bilhão pagos a esses Estados em emendas, o Rio de Janeiro ficou com R$ 357,7 milhões (33,4%). A Bahia, que passaria de 39 para 37 deputados, recebeu R$ 326 milhões (30,4%). Parece que a matemática das emendas não segue a mesma lógica da representatividade populacional. Mas quem somos nós para questionar?

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), declarou que vai tentar negociar com o STF para que essas bancadas não sejam prejudicadas. Sua solução brilhante? Aumentar o número de deputados daqueles Estados que tiveram crescimento populacional, sem reduzir as bancadas dos que perderam habitantes. Porque, obviamente, a solução para um problema de representatividade é inflar ainda mais o já inchado Congresso Nacional. Se a ideia de Motta prosperar, a Câmara passará de 513 para 527 deputados federais. Porque mais é sempre melhor, certo?

O deputado Rafael Pezenti (MDB-SC) é contra essa ideia. Ele acredita que a proporcionalidade seria prejudicada se apenas os Estados que cresceram fossem alterados. “É um absurdo, um tapa na cara do brasileiro”, declarou. Porque, afinal, quem não quer mais políticos para representar seus interesses?

Especialistas afirmam que o aumento de deputados sem reduzir bancadas é constitucional. Afinal, a Constituição Federal, no seu artigo 45, só prevê número máximo e mínimo de deputados por Estado, sem fixar número total. Então, por que não aumentar? Quem sabe, daqui a pouco, teremos 3.000 deputados. Imagine a eficiência!

Mas vamos ao cerne da questão: a extrema-esquerda adora pregar sobre justiça social e igualdade, mas quando se trata de manter suas bases de poder, todas as apostas estão abertas. A redistribuição de cadeiras na Câmara é uma questão de justiça democrática, refletindo as mudanças populacionais. No entanto, a proposta de simplesmente aumentar o número total de deputados para evitar desagradar certos Estados é uma manobra política descarada para manter feudos eleitorais intactos.

A verdadeira realidade dos fatos é que nossa classe política está mais interessada em preservar seus próprios interesses do que em representar fielmente a população. A extrema-esquerda, sempre pronta para acusar os outros de manipulação, não hesita em apoiar medidas que garantam sua permanência no poder, mesmo que isso signifique distorcer a representatividade democrática.

Então, caro leitor, da próxima vez que ouvir discursos inflamados sobre justiça e igualdade, lembre-se: para muitos políticos, essas palavras são apenas ferramentas retóricas para mascarar suas verdadeiras intenções. E enquanto continuarmos permitindo que eles joguem esse jogo, seremos nós, o povo, os verdadeiros perdedores.

Com informações Poder 360

Leandro Veras

Fundador e Editor do Conservadores Online

Cidadão comum, que defende valores conservadores, a liberdade de expressão e a verdade, combatendo narrativas da extrema-esquerda com análise crítica.

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