
Por trás dos jargões acadêmicos, das citações marxistas e dos títulos pomposos, esconde-se um personagem cada vez mais familiar aos brasileiros: o intelectual da esquerda radical que, sob a desculpa de defender a democracia e os “valores civilizatórios”, exala intolerância, desprezo pela pluralidade e, no caso de Marcos Dantas Loureiro, puro ódio de classe. O recente episódio envolvendo o ex-secretário do governo Lula e a família do empresário Roberto Justus é mais do que uma simples “gafe” — é um retrato escancarado do que muitos professores e burocratas de Estado realmente pensam, mas raramente têm coragem de verbalizar em público.
O brilhante jornalista Gabriel de Arruda Castro, da Gazeta do Povo, desmontou com precisão cirúrgica a biografia e os discursos contraditórios de Dantas. O professor aposentado da UFRJ, ex-integrante do Ministério das Comunicações no governo petista, decidiu reagir a uma inocente foto da filha de Justus, de apenas cinco anos, com uma bolsa de grife. Sua reação? Um comentário curto, mas carregado de perversidade: “Só guilhotina…”.
Não se trata de um arroubo isolado. Dantas é reincidente. Pelo menos 25 vezes ele defendeu o uso da guilhotina — a mesma arma simbólica (e real) do terror jacobino que decapitou famílias inteiras durante a Revolução Francesa. E em 2019, desmascarando sua atual tentativa de pedir desculpas, declarou sem rodeios: “Só guilhotina. E não é metáfora.” Pois é, a esquerda perdeu até o talento para disfarçar o que pensa. Não há mais vergonha, só orgulho de dizer em voz alta o que antes era sussurrado em salas escuras de sindicatos e departamentos universitários.
Enquanto isso, a mídia tradicional, salvo raras exceções como a Gazeta do Povo, permanece em silêncio cúmplice. Imagine se fosse o contrário: um ex-secretário de um governo de direita sugerindo guilhotina a uma criança de cinco anos por ela carregar uma bolsa luxuosa. Não haveria pedras suficientes para a avalanche de indignação. Mas como é um esquerdista, defensor do “coletivo”, “anti-imperialista” e entusiasta da “justiça social”, tudo pode ser justificado como metáfora, piada, exagero retórico. São os “humanistas” que, no fim das contas, se recusam a reconhecer a própria desumanidade.
O mais perverso nessa história é a tentativa de transformar um desejo real de violência em simples figura de linguagem. A desculpa esfarrapada de Dantas — com palavras cuidadosamente calculadas para evitar um processo judicial — é a mais cínica expressão da covardia intelectual. Ele sabe muito bem o que escreveu. A guilhotina para ele nunca foi símbolo de justiça, mas de revanche. Não é metáfora: é doutrina.
E é isso que a família Justus simboliza para essa elite acadêmica frustrada: o sucesso privado, a liberdade econômica, o mérito. Uma afronta direta ao coletivismo estatizante defendido por Dantas e seus pares. Não importa que Justus tenha construído sua trajetória com esforço e competência. Para os adoradores de Marx, riqueza é sempre sinônimo de roubo, e seus detentores são inimigos do povo. Daí a obsessão com o sangue, com a punição pública, com o espantalho da “justiça social” baseada em ódio de classe.
A reação da UFRJ tentando se desvincular do professor é tão patética quanto previsível. Ora, durante anos, Dantas foi exaltado como referência na casa. Coordenou grupos marxistas, difundiu ideias radicais, foi elogiado por seus colegas e até indicado para representar a academia no Comitê Gestor da Internet. Agora que a máscara caiu, tentam fingir que ele nunca existiu. Não funciona. O que Dantas fez foi apenas explicitar o pensamento médio de boa parte do corpo docente das universidades públicas brasileiras. Ele só falou alto demais.
Outro ponto revelador foi a tentativa de Dantas de posar de tecnocrata equilibrado enquanto esteve no CGI.br. Seus discursos, registrados em atas, defendem sistematicamente o controle estatal da internet, sempre com a desculpa de combater “fake news”. Claro que os apologistas da guilhotina não são considerados fake news. Para Dantas, a regulação dos dados deve estar nas mãos do Estado, pois os dados seriam os “minérios” do novo século. Eis aí, novamente, a tentativa de nacionalizar o que não pertence ao Estado: a liberdade individual, o pensamento, o comportamento.
O problema não está apenas no que ele disse, mas no silêncio em torno disso. Onde estão os coletivos feministas, os defensores da infância, os militantes da paz? Onde está a gritaria contra a apologia à violência? A menina de cinco anos, alvo indireto do comentário, não tem direito à dignidade? Se fosse filha de um petista, a reação seria outra. Mas como é filha de um “burguês”, pode ser alvo de piadas e insinuações homicidas.
Essa seletividade moral é o que sustenta o discurso hipócrita da esquerda radical. Falam em democracia, mas aplaudem ditaduras. Clamam por diversidade, mas só toleram uma opinião. Pregam o amor, mas desejam a morte. E fazem isso com a frieza de quem estudou muito para parecer inteligente, mas nunca para ser decente.
A defesa da família Justus não é apenas um ato de solidariedade. É um posicionamento claro contra a barbárie que começa nas palavras e termina nos atos. Quando um professor aposentado, com longa trajetória pública, se permite escrever o que Dantas escreveu, está apenas mostrando o ponto a que chegou uma geração de intelectuais que falhou em tudo, exceto em propagar ressentimento.
Cabe à sociedade reagir com firmeza, com ações legais, com repúdio público e, acima de tudo, com clareza moral. Defender a liberdade é também expor os que usam a liberdade de expressão como escudo para incitar a violência. Chega de relativismos. Chega de omissão.
Que Dantas arque com as consequências do que escreveu. Que a família Justus siga firme, sem baixar a cabeça para os adoradores da guilhotina. E que o Brasil finalmente entenda que por trás de muitos “professores de esquerda” há algo muito mais perigoso do que ideias ruins: há ódio disfarçado de erudição.
Com informações Gazeta do Povo
















