Folha de S.Paulo: “Celso Amorim diz que Trump é o interesse nu e cru e que Brasil tem que se reorganizar”

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O ex-chanceler e hoje assessor especial da Presidência da República Celso Amorim posa para fotos em seu gabinete, no Palácio do Planalto – Pedro Ladeira/Folhapress

A narrativa da extrema-esquerda, particularmente a que se alinha com as visões mais radicalizadas e distorcidas da realidade, tem permeado o debate político nos últimos anos, distorcendo os fatos e manipulando a opinião pública para promover uma agenda que favorece um controle estatal excessivo e a perda das liberdades individuais. A abordagem que tais ideólogos tomam ao tratar de questões internacionais, econômicas e políticas é não apenas falha em sua análise, mas também perversa na sua aplicação, deixando o país e suas instituições à mercê de interesses que não servem à maioria da população.

Tomemos, por exemplo, as figuras que exaltam a ideia de que o Brasil precisa se alinhar com regimes totalitários ou de orientação socialista, onde o controle do Estado sobre a economia e as liberdades pessoais é algo normal e até desejável. Na verdade, tais regimes sempre trouxeram apenas opressão, miséria e a destruição das bases democráticas de qualquer país. A promessa de uma sociedade sem classes, a tal “justiça social”, não passa de uma ilusão que, historicamente, levou os povos à miséria e ao sofrimento. Cuba, Venezuela e outros exemplos trágicos são claros testemunhos de como essas ideias levam à estagnação, ao medo e à repressão.

A proposta de fortalecer alianças com potências que defendem modelos de governo autoritários e antidemocráticos ignora a realidade de que tais regimes sempre foram uma ameaça à liberdade e à dignidade humana. O ex-chanceler Celso Amorim, que muitas vezes se alinha com essas correntes, ignora as graves falhas de regimes como o da China, onde os direitos humanos são sistematicamente violados, a dissidência é reprimida e a liberdade de expressão é severamente limitada. Amorim e outros como ele falam de uma “ordem mundial multipolar” como se isso fosse uma grande vantagem, quando na verdade esse novo sistema internacional que se desenha pode ser uma ameaça à soberania e à independência de países democráticos como o Brasil.

Na análise da situação internacional proposta por Amorim, vemos uma tentativa de romantizar regimes que não têm respeito pelas liberdades individuais e pelos direitos humanos. O Brasil não pode ceder ao impulso de se tornar uma espécie de “satélite” de potências que utilizam sua influência para manter populações subjugadas. A ideia de que o Brasil deve se submeter a acordos ou alianças com essas potências é um erro colossal. Nosso país, com sua grandeza territorial e diversidade, deve buscar fortalecer seus laços com outras nações que compartilham dos valores democráticos, como a liberdade, o Estado de Direito e os direitos humanos.

O modelo de economia que a extrema-esquerda tenta implementar, onde o Estado controla todos os aspectos da vida econômica e social, não apenas falha em criar prosperidade, mas também destrói a inovação, a livre concorrência e o espírito empreendedor. Ao invés de fortalecer a economia brasileira, o modelo socialista e suas variantes, como o bolivarianismo, só trazem retrocesso. O Brasil, longe de adotar um modelo de economia centralizada, precisa é garantir que o mercado funcione de forma livre, onde os empreendedores possam prosperar, criando empregos e oportunidades para milhões de brasileiros.

Por outro lado, a narrativa de que o Brasil deve se afastar de parcerias com países como os Estados Unidos e a Europa, a fim de se aproximar de regimes autoritários, é completamente falha. O que estamos vendo, de fato, é a tentativa de reverter a história e de reverter as alianças que têm dado certo para o Brasil no cenário internacional. O país se beneficia das relações com democracias consolidadas, que oferecem mercados livres, respeito aos direitos humanos e, acima de tudo, estabilidade política e econômica. O que os defensores da extrema-esquerda não conseguem compreender é que as políticas de aproximação com regimes autoritários geram insegurança, não apenas no plano internacional, mas também internamente.

É importante perceber que a crítica à “ordem mundial” existente, defendida por alguns setores da extrema-esquerda, não é uma crítica à injustiça social ou à desigualdade, mas sim uma tentativa de redirecionar as alianças internacionais para uma visão distorcida da política externa. A ideia de que os Estados Unidos são os vilões da história, enquanto regimes como o da China ou da Rússia seriam os “modelos alternativos”, é uma falácia completa. Os Estados Unidos, apesar de suas falhas e contradições internas, continuam sendo um bastião da democracia e da liberdade no mundo. Isso não quer dizer que todos os seus interesses sejam irrepreensíveis, mas sim que o país, com todas as suas falhas, ainda promove um sistema em que os indivíduos podem exercer sua liberdade de expressão, religião e empreendimento — algo que não acontece nas potências autoritárias defendidas pela extrema-esquerda.

A noção de que as potências ocidentais, como os Estados Unidos e os países da União Europeia, devem ser evitadas em favor de regimes autoritários baseados no controle estatal, é um reflexo da ignorância histórica. Essas potências ocidentais, com todas as suas falhas, ainda têm, em sua base, um compromisso com os direitos individuais e a democracia, algo que regimes como os de Putin, Xi Jinping ou outros líderes de regimes totalitários não têm. A crítica da extrema-esquerda à “hegemonia ocidental” muitas vezes ignora o fato de que os países ocidentais, apesar de suas contradições, representam o modelo que melhor preserva a dignidade humana e a liberdade.

Ao focar em uma análise distorcida do cenário global, a extrema-esquerda ignora que o Brasil, ao se aliar a potências como a China ou a Rússia, não só está se afastando de suas raízes democráticas, mas também está se colocando sob o risco de perder sua soberania. A ideia de que o Brasil deve ser uma potência global no sentido de ceder aos interesses de potências autoritárias, sacrificando suas próprias liberdades, é absurda e perigosa.

O Brasil não deve permitir que a retórica da extrema-esquerda prevaleça, promovendo um alinhamento com regimes que não respeitam as liberdades individuais ou o Estado de Direito. O Brasil deve reafirmar seu compromisso com os valores democráticos e com uma política externa que priorize a paz, a liberdade e a prosperidade. Em um mundo multipolar, o Brasil deve ser uma nação independente, que defenda seus interesses sem subordinação a potências autoritárias, e que continue buscando parcerias com países que compartilham dos mesmos valores democráticos e de liberdade.

É hora de deixar de lado as ilusões e de abraçar a realidade. O Brasil deve se afastar das políticas autoritárias e da influência de regimes que não respeitam os direitos humanos. Em vez de buscar uma nova ordem mundial, o Brasil deve lutar por sua própria soberania, pela liberdade de seu povo e pela preservação das instituições democráticas que são a base do progresso e da justiça social.

Com informações Folha de S.Paulo

Leandro Veras

Fundador e Editor do Conservadores Online

Cidadão comum, que defende valores conservadores, a liberdade de expressão e a verdade, combatendo narrativas da extrema-esquerda com análise crítica.

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