Folha inventa “racha” no bolsonarismo para alimentar narrativa da extrema-esquerda

É sempre uma cena digna de novela mexicana: a Folha de S.Paulo, em sua eterna missão de salvar a democracia —

Por Notas & Informações

É sempre uma cena digna de novela mexicana: a Folha de S.Paulo, em sua eterna missão de salvar a democracia — aquela versão mágica que só funciona quando a esquerda está no poder — decide escalar seus colunistas para construir um novo enredo. Desta vez, a protagonista atende pelo nome de Camila Rocha, doutora em ciência política pela USP, pesquisadora de centro de análises alinhado à velha cartilha progressista, e especialista em transformar política em roteiro de ficção. Seu artigo recente, em que tenta pintar Eduardo Bolsonaro como um filho rebelde pronto para dinamitar a “herança do pai”, é mais uma pérola para a coleção de narrativas que só sobrevivem dentro do aquário fechado da redação da Folha.

Segundo Rocha, o “racha” no chamado bolsonarismo seria tão profundo que poderia ameaçar toda a influência da família. Ora, é curioso como a esquerda enxerga rachaduras em qualquer lugar, menos dentro do próprio terreno. Será que alguém já contou à colunista sobre o estado do PT, um partido que sobrevive na base da conveniência e do poder, mas que vive em guerra interna entre correntes, sindicatos, movimentos e militâncias disputando espaço como hienas famintas? Não, esse detalhe não cabe na narrativa. O bolsonarismo precisa ser sempre retratado como uma seita em colapso, mesmo quando demonstra uma resiliência e capilaridade política que nenhum outro movimento recente conseguiu ter no Brasil.

O texto ainda tenta transformar a disputa natural de liderança, comum em qualquer corrente política, em um apocalipse anunciado. Eduardo Bolsonaro, ao questionar a entrada de Tarcísio no PL, estaria, segundo a autora, cavando a sepultura do próprio pai. Interessante. Quando o PSOL vive seus eternos surtos entre Boulos e a ala radical do partido, ou quando o PT precisa abaixar a cabeça para um ex-presidiário que decide sozinho os rumos da legenda, isso é chamado de “pluralidade interna”. Mas se um deputado do PL se posiciona, vira imediatamente o estopim de uma guerra civil política. É o tipo de jornalismo que prefere a lente de aumento seletiva: microscópio para a direita, óculos escuros para a esquerda.

Camila Rocha, em seu esforço literário, não resistiu à tentação de enfeitar o enredo com a sempre presente figura de Alexandre de Moraes. É quase como se o ministro tivesse virado personagem fixo de toda novela produzida pela Folha. O indulto de Daniel Silveira, que para ela foi “ignorado” pelo Supremo, vira argumento para decretar que Jair Bolsonaro jamais teria chances de escapar de um futuro sombrio. O detalhe incômodo de que a Constituição dá plenos poderes ao Presidente da República para conceder indulto, e que o que o STF fez foi um contorcionismo jurídico sem precedentes, esse detalhe é convenientemente descartado. Mas quem se importa com a lei quando a pauta é demonizar a direita?

O ponto mais irônico do artigo, no entanto, é a conclusão. Depois de pintar Eduardo Bolsonaro como um sabotador em potencial, Rocha afirma com ares de júri popular: “Perde a extrema direita, ganha o Brasil”. É a frase que resume a fantasia. Para a Folha, o Brasil só “ganha” quando o campo conservador se enfraquece. É a confissão explícita de que não há jornalismo algum, mas militância travestida de reportagem. Ora, se o Brasil estivesse realmente “ganhando” com o atual governo progressista, não estaríamos diante de inflação pressionada, insegurança jurídica, escândalos de corrupção ressuscitados e um país dividido como nunca. Mas, claro, para a Folha, tudo isso é apenas detalhe.

O mais curioso é a obsessão da esquerda em decretar o fim do bolsonarismo a cada três meses. Desde 2019 ouvimos que o movimento acabou: acabou quando Bolsonaro tomou posse, acabou quando veio a pandemia, acabou nas eleições de 2022, acabou com a inelegibilidade, acabou com a prisão de aliados, acabou agora com o suposto racha familiar. E, no entanto, a realidade insiste em contrariar os doutores em ciências políticas. Bolsonaro segue sendo a maior força popular fora do establishment, a direita segue crescendo no Congresso, e milhões de brasileiros continuam rejeitando a cartilha progressista que a Folha e seus colunistas tentam empurrar como verdade única. Parece que quem realmente não consegue acabar é a esperança da esquerda de que isso aconteça.

Talvez o ponto mais trágico seja ver como a Folha de S.Paulo, outrora um jornal respeitável, se presta ao papel de produzir manchetes que servem mais ao entretenimento ideológico do que à informação. O texto de Camila Rocha não informa, não analisa com profundidade, não debate ideias. Ele apenas reproduz o roteiro que a esquerda escreve para si mesma: Bolsonaro é o vilão eterno, os filhos são cúmplices ou traidores, e o Brasil só será feliz quando todos eles desaparecerem do mapa político. É quase infantil, mas embalado em jargões acadêmicos que tentam dar ar de seriedade.

No fim das contas, o que o artigo de Camila Rocha mostra não é o “racha do bolsonarismo”, mas sim o desespero da esquerda em enxergar rachaduras onde só há movimento e disputa política legítima. O bolsonarismo, ao contrário do que prega a Folha, não está em colapso. Está vivo, pulsante e em constante transformação, porque representa algo que a esquerda nunca vai aceitar: milhões de brasileiros que decidiram não se ajoelhar mais diante da cartilha progressista. Esse é o verdadeiro incômodo. É por isso que a Folha insiste em fabricar narrativas. Porque, no fundo, sabe que não é Eduardo Bolsonaro quem ameaça a esquerda. É o povo brasileiro.

Com informações Folha de S.Paulo

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