
A jornalista da Folha de S.Paulo, Lygia Maria, exibe com entusiasmo suas credenciais progressistas: mestre em jornalismo pela UFSC e doutora em comunicação e semiótica pela PUC-SP. Com esse cartão de visitas acadêmico, ela tenta parecer isenta, lúcida e defensora da liberdade de expressão — desde que, é claro, seja a liberdade de quem ela tolera. Em seu artigo recente, Lygia mostra toda sua preocupação com a censura do STF, especialmente quando Alexandre de Moraes proíbe entrevistas de Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro. Parece um rompante de lucidez, mas não se engane: a lógica esquerdista é cínica, conveniente e recheada de duplipensar.
A coluna tenta emular uma crítica à censura, mas o faz com o mesmo tom professoral e esnobe típico da bolha progressista da academia brasileira. Ela cita uma heroína norte-americana negra — Pauli Murray, que defendeu o direito de um racista discursar na Universidade Yale, em nome da liberdade de expressão — como se isso, magicamente, validasse sua tese. Um truque barato, digno de tese de doutorado oca, onde se torce o argumento histórico até que ele sirva à narrativa do momento. E a narrativa atual da esquerda é clara: “vamos fingir que defendemos a liberdade, mas só porque o STF passou um pouco do ponto e pegou mal até entre os nossos”.
Não, senhora Lygia Maria, não é preciso mais Murray e menos Moraes. O que o Brasil precisa é de mais coerência e menos hipocrisia. Você, como jornalista da Folha, um dos palanques favoritos do petismo, não tem autoridade moral para posar de defensora da liberdade de expressão, quando sua própria redação fechou os olhos para anos de perseguição ideológica a conservadores, censura de redes sociais e prisões políticas no país.

É risível — se não fosse trágico — ver a extrema-esquerda se preocupar com liberdade de imprensa apenas quando a tesoura de Moraes atinge um dos seus “quase-adversários”. Porque não nos iludamos: Lygia não está preocupada com a liberdade de Filipe Martins. Ela está preocupada com o fato de o STF ter escancarado sua própria sede de poder, em público, e de que isso pode desgastar a imagem do progressismo no exterior. A crítica de Lygia é apenas estética, jamais estrutural. Moraes pode tudo — desde que com discrição.
O texto publicado na Folha, aliás, é recheado de jargões típicos da academia militante, como “veto do provocador” e “discursivas divergentes”. Parece que a autora acredita que enrolar o leitor com expressões importadas de Yale vai esconder a obviedade do problema: o Brasil vive um regime de censura branca institucionalizada, com o apoio velado de parte da imprensa e o aplauso ensandecido da esquerda mimada.
Onde estavam esses defensores da liberdade de expressão quando jornalistas conservadores foram censurados, quando pastores foram calados, quando cidadãos comuns foram impedidos de opinar nas redes sociais por ordem de um único ministro do STF? Onde estavam Lygia e seus colegas da Folha quando canais de direita foram derrubados, contas suspensas e processos instaurados sem qualquer contraditório?
Ah, claro. Estavam aplaudindo. Ou melhor: escrevendo editoriais pomposos sobre a “necessidade de conter discursos de ódio”. Porque, para essa gente, liberdade de expressão é um luxo que só progressistas alfabetizados em Paulo Freire podem usufruir. Os demais — bolsonaristas, cristãos, conservadores ou simplesmente críticos do sistema — devem ser silenciados “pelo bem da democracia”. A mesma democracia onde só um lado pode falar.
Lygia cita a Constituição americana, fala da Yale dos anos 60, como se isso lhe desse verniz de sabedoria. Mas ignora — convenientemente — que no Brasil de 2025, as instituições estão corrompidas até a medula, que o STF age como legislador, que a imprensa perdeu qualquer resquício de independência e que o governo de Lula continua flertando com regimes autoritários, enquanto a oposição é tratada como ameaça terrorista.
A realidade é que a esquerda agora tenta controlar os estragos da própria criação. Criaram um monstro togado — um STF absoluto, inquestionável, com poderes de censura, prisão e bloqueio financeiro — e agora fingem surpresa ao ver esse monstro virar para o lado errado. O que acontece com Lygia é apenas uma crise de imagem. Nada mais.
Mas o povo, ah, o povo… esse não é bobo. Já entendeu o jogo. A indignação seletiva da esquerda, os surtos autoritários disfarçados de civilidade, o moralismo de vitrine que esconde o aparelhamento das instituições. O brasileiro comum, que assiste calado aos absurdos do STF, sabe que a censura não nasceu ontem — ela apenas agora foi longe demais, até mesmo para a hipocrisia da Folha.
E enquanto a “jornalista correspondente da extrema-esquerda” tenta parecer crítica e equilibrada, a verdade escancara o vexame: o progressismo brasileiro não suporta o contraditório, a liberdade verdadeira, o pensamento dissidente. Precisa de controle, vigilância, narrativa única. É disso que vive.
Por isso, textos como o de Lygia Maria não são alertas sinceros — são tentativas tardias de se descolar da censura que ajudaram a construir. Tentam parecer conscientes, quando, na verdade, estão apenas com medo de serem as próximas vítimas da máquina que idolatraram.
Que fiquem, então, com seus títulos de mestrado e doutorado, suas referências a Yale e suas colunas limitadas por paywalls. O povo brasileiro, conservador, cristão, patriota, sabe que a liberdade não se pede — se defende. E que os verdadeiros censores, hoje, têm toga e são bajulados por jornalistas com diplomas, mas sem coragem.
Com informações Folha de S.Paulo
















