Frigoríficos já estão parando de produzir carne destinada aos Estados Unidos

A notícia que a GloboNews publicou com ares de tragédia shakespeariana parece ter saído de uma daquelas novelas onde o protagonista

Por Notas & Informações

A notícia que a GloboNews publicou com ares de tragédia shakespeariana parece ter saído de uma daquelas novelas onde o protagonista comunista se dá conta de que o arroz com lentilha não paga imposto. Sim, a informação de que 30 mil toneladas de carne brasileira estão encalhadas a caminho dos Estados Unidos, porque o presidente Donald Trump impôs uma tarifa de 50% sobre a carne bovina brasileira, provocou uma comoção seletiva nos salões bem climatizados do jornalismo militante. E claro, como de costume, a culpa nunca é de quem está no poder no Brasil, e sim do americano malvado, imperialista, capitalista e… Trumpista. Oh, que horror!

É quase comovente ver a GloboNews finalmente preocupada com o setor produtivo, especialmente os 7 milhões de empregos diretos e indiretos que giram em torno da cadeia da carne bovina. Quem diria que os defensores do “pão com hummus” vegano estariam, agora, torcendo desesperadamente para que a exportação de picanha para os Estados Unidos continue firme e forte. A mesma emissora que aplaudiu com entusiasmo os discursos ambientalistas histéricos de líderes europeus — que demonizam o agronegócio brasileiro com um fervor quase religioso — agora se descabela porque a nossa carne não vai mais adoçar a boca dos gringos. Que ironia! Mas calma, é pelo emprego, viu? É pela economia!

Mas é claro que a narrativa tem que ser cuidadosamente moldada: o problema, veja bem, não é Lula, não é sua política externa desastrosa, nem sua submissão servil à cartilha globalista. Não. O problema é Trump. O problema é o protecionismo americano. O problema é que os EUA estão no “menor ciclo pecuário dos últimos 80 anos” — e ainda assim, ousaram taxar a carne brasileira! Que afronta! Que desrespeito com o “maior líder popular da América Latina”, aquele que mal sabe pronunciar “exportação” sem antes confirmar com o Stuckert se a foto está boa.

Ora, meus caros, qual país do mundo abre seu mercado a um governo que bajula ditaduras como a de Cuba, a Venezuela, a Nicarágua e o Irã? Qual país do mundo se dispõe a cooperar com um líder que faz juras de amor ao Foro de São Paulo e transforma encontros diplomáticos em palanques de palhaçada ideológica? Os Estados Unidos não são idiotas — ao contrário do que acredita a esquerda caviar de Ipanema. Trump deixou claro: ou você respeita o jogo do mercado e da soberania, ou vai comer sua própria picanha no Porto de Santos.

Enquanto isso, o governo brasileiro faz o quê? Nada. Absolutamente nada. Nenhuma reação diplomática séria. Nenhum gesto de negociação pragmática. Nenhuma preocupação real com os frigoríficos que, como o próprio presidente da ABIEC, Roberto Perosa, alertou, já estão reduzindo produção. A resposta do Planalto? Provavelmente preparar uma nova foto do presidente rindo debaixo de uma árvore, enquanto o Brasil desaba em tempo real. Afinal, para o petismo, a economia é só um detalhe incômodo a ser ignorado — a não ser quando precisa justificar aumento de imposto.

É preciso dizer com todas as letras: o governo Lula é tóxico para as relações comerciais do Brasil com o Ocidente. Sob a máscara de “democracia”, Lula e sua trupe de ressentidos fazem tudo o que podem para afugentar o investimento estrangeiro, destruir a confiança dos parceiros comerciais e empurrar o país de volta para o buraco do subdesenvolvimento socialista. Aquela picanha prometida em campanha, lembra? Agora ela vai apodrecer no cais, junto com os sonhos de quem acreditou num terceiro mandato redentor.

E se você acha que é exagero, repare: os contratos de exportação já estavam firmados. São US$ 160 milhões em jogo. Não é pouca coisa. Mas o Planalto parece ocupado demais tentando descredibilizar o Banco Central, desmontar o marco fiscal, sabotar a liberdade de imprensa e fazer mimos a Alexandre de Moraes. Enquanto isso, a carne — literal e figurativamente — apodrece à margem da incompetência lulista.

Claro, para os iluminados da extrema-esquerda, tudo isso é culpa do “neoliberalismo”, do “fascismo internacional”, da “direita golpista” e, é claro, de Trump, o vilão de sempre. Porque é mais fácil criar narrativas conspiratórias do que admitir o óbvio: ninguém leva a sério um país que é governado por um condenado perdoado por um STF militante, eleito sob a tutela de um consórcio de imprensa apaixonado por narrativas e alérgico à verdade.

O Brasil está sendo chutado para fora das mesas de negociação sérias do mundo. E não é porque os outros são maus. É porque Lula está levando o país de volta ao pântano das relações ideológicas, onde o que importa não é exportar carne, e sim dar tapinha nas costas de ditadores que nunca compraram um quilo sequer do nosso boi.

Se os jornalistas da GloboNews querem ajudar os frigoríficos, deveriam começar parando de defender cegamente um governo que despreza o agronegócio, sabota o empreendedorismo e age como um estagiário do bolivarianismo. Mas pedir isso talvez seja demais. Afinal, entre o produtor rural e a próxima pauta ambientalista de Davos, a emissora já escolheu de qual lado está — e não é o do Brasil que produz, trabalha e paga imposto.

No fim, a carne brasileira pode até não chegar aos Estados Unidos. Mas a hipocrisia da esquerda chegou a um nível que atravessa oceanos sem pagar imposto — e ainda aparece na GloboNews vestida de preocupação com os empregos. Que piada.

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