Gazeta do Povo: “Lula indica ex-ministro Guido Mantega para Conselho Fiscal da Eletrobras”

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Após firmar acordo com Eletrobras, governo Lula inidica o ex-ministro Guido Mantega ao Conselho Fiscal da companhia. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mais uma vez não decepciona em sua missão de transformar o Brasil em um verdadeiro feudo petista. Desta vez, a cereja do bolo foi a indicação do ex-ministro Guido Mantega para o Conselho Fiscal da Eletrobras, um movimento que escancara a tentativa desesperada do governo em manter suas garras sobre uma das maiores companhias do setor elétrico do país.

Para quem não se lembra – ou finge não lembrar – Guido Mantega foi o grande arquiteto da desastrosa Nova Matriz Econômica, aquela mesma política que, com toda sua “genialidade”, mergulhou o Brasil em uma das maiores crises fiscais da história recente. Agora, como prêmio por seus serviços ao projeto petista de poder, ele ganha uma nova boquinha em um dos conselhos mais estratégicos da economia nacional. Coincidência? Apenas para quem acredita em Papai Noel.

É interessante notar que essa indicação vem logo após um “acordo de conciliação” firmado entre o governo e a companhia sobre o poder de voto da União. O que Lula chama de conciliação, qualquer pessoa com o mínimo de bom senso traduz como um passo claro para reverter as conquistas da privatização realizada em 2022, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). Parece que a sanha estatizante do PT não tem limites.

E a sede por controle não para por aí. Além de Mantega, Lula também indicou para o Conselho de Administração da Eletrobras outros três nomes com forte alinhamento ao projeto petista: Maurício Tolmasquim, Silas Rondeau e Nelson Hubner. Todos, como manda a cartilha do partido, são fiéis ao projeto de Estado inchado e aparelhamento das estatais.

O mais curioso é que, apesar de o governo federal deter 42,6% das ações ordinárias da Eletrobras, as regras da privatização limitam qualquer acionista a 10% do poder de voto. Um dispositivo que, claro, incomoda profundamente quem tem planos de perpetuar sua influência a qualquer custo. Não satisfeita com essa limitação, a Advocacia-Geral da União (AGU) já tentou, em maio de 2023, derrubar essa barreira no Supremo Tribunal Federal (STF), sob a justificativa de que a medida seria “desproporcional”. Traduzindo: eles querem mais poder e não aceitam perder o controle.

Depois de dois anos de manobras, o governo finalmente conseguiu avançar em sua estratégia, garantindo três cadeiras no Conselho de Administração e uma no Conselho Fiscal. Tudo isso ainda depende da homologação do STF, mas, no Brasil de hoje, alguém duvida do desfecho?

A obsessão de Lula por colocar Mantega em cargos estratégicos não é novidade. Em janeiro de 2024, o petista tentou emplacá-lo na presidência da Vale, privatizada há quase 30 anos. Apesar de toda a pressão política, a indicação foi barrada e o executivo Gustavo Pimenta acabou sendo eleito presidente da mineradora. Quando essa porta se fechou, o governo tentou abrir outra: a Braskem. Mas, novamente, os planos esbarraram na resistência do mercado.

Mas por que, afinal, Guido Mantega é tão querido por Lula? Simples: ele é um símbolo vivo daquilo que o petismo entende por “gestão pública” – um amontoado de decisões desastrosas que quebram o país, mas garantem a lealdade irrestrita ao projeto de poder. Não esqueçamos que Mantega foi réu na Operação Zelotes, acusado de interferir em julgamentos no CARF para beneficiar a empresa Cimentos Penha em um caso de R$ 57,7 milhões. Claro, como sempre acontece nesses casos, a Justiça Federal de Brasília encerrou o processo no mês passado, alegando “prescrição da pena”. Que conveniente.

O que vemos aqui não é mera coincidência ou um movimento isolado. É um projeto claro de reestatização velada, travestida de “acordo de conciliação”. O PT nunca aceitou a privatização da Eletrobras e, desde que voltou ao poder, faz de tudo para desmantelar as políticas de abertura e eficiência implementadas no governo Bolsonaro. O objetivo é evidente: trazer as estatais de volta ao controle do partido e usá-las como moeda de troca política, empreguismo e, claro, financiamento de suas campanhas futuras.

Enquanto isso, a realidade econômica do Brasil segue ladeira abaixo. A inflação persiste, a taxa básica de juros está em 14,25% e o custo de vida do cidadão comum aumenta diariamente. Em vez de focar em soluções reais para esses problemas, o governo prefere gastar seu tempo – e o dinheiro dos pagadores de impostos – em jogadas políticas para garantir que seus aliados continuem no poder.

A grande verdade é que, no Brasil do PT, as prioridades são claras: proteger os amigos, controlar as estatais e aumentar a dependência do Estado. E para você, cidadão comum, resta arcar com a conta salgada dessas escolhas desastrosas. Resta saber até quando o povo brasileiro aceitará ser refém desse teatro de absurdos.

Com informações Gazeta do Povo

Leandro Veras

Fundador e Editor do Conservadores Online

Cidadão comum, que defende valores conservadores, a liberdade de expressão e a verdade, combatendo narrativas da extrema-esquerda com análise crítica.

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