
Ah, a extrema-esquerda brasileira em sua forma mais pura: aquela mistura insuportável de vitimismo, revisionismo histórico e uma dose generosa de cinismo político. Desta vez, a personagem principal do circo é ninguém menos que a deputada federal Gleisi Hoffmann, que, com a habilidade de um equilibrista no picadeiro, tenta transformar uma óbvia crise diplomática em um espetáculo de acusações confusas e narrativas desconexas. Seu texto no “X” — aquele antigo Twitter, que já viu muita besteira — é a verdadeira aula magna de como reescrever a realidade com a precisão de um manual de propaganda barata da velha URSS.
Vamos começar pelo óbvio: o governador Tarcísio de Freitas teve a ousadia de acusar o governo do presidente Lula de não dialogar com os Estados Unidos sobre as sanções impostas por Donald Trump. Um crime, segundo a visão distorcida da Gleisi. Mas aqui está a primeira ironia da situação, aquela que ela tenta esconder com a habilidade de um mágico de terceira categoria: se existe alguém bloqueando negociações, exigindo anistias e clamando pelo impeachment de ministros do Supremo, esse alguém é o tal “aliado” Jair Bolsonaro — sim, aquele que ela adora demonizar enquanto finge ignorar seus próprios cúmplices na política brasileira. Fica difícil não rir da cara de pau.
E pasmem, não são apenas nossas pobres cabeças brasileiras que sofrem com esse teatro. Gleisi ainda se atreve a citar senadores americanos — supostamente aliados de Trump — que acusam o ex-presidente de “ingerência indevida” no Brasil para beneficiar um “aliado político”. Ora, vejam só: a mesma esquerda que grita “soberania nacional” de um lado, do outro está mais do que disposta a usar qualquer pretexto para mascarar suas próprias trapalhadas, até quando isso vem de um país estrangeiro. E o mais hilário? Ela acusa os opositores de inverterem a realidade para tirar proveito político. Se não fosse trágico, seria o roteiro perfeito para uma comédia.
O governador Tarcísio acusar o governo do presidente @LulaOficial de não conversar com os EUA sobre as sanções impostas por Donald Trump é de um oportunismo lamentável. Quem está bloqueando qualquer negociação, porque exige anistia e até impeachment de ministro do STF para…
— Gleisi Hoffmann (@gleisi) July 26, 2025
Quem acompanha os bastidores da política nacional sabe que esse tipo de narrativa é apenas o padrão da extrema-esquerda brasileira: sempre pronta para transformar problemas reais em um show de acusações contra inimigos imaginários, desviar o foco e evitar qualquer tipo de autocrítica. Gleisi e seus pares parecem especialistas em fingir que o Brasil é uma vítima indefesa, enquanto assistem complacentes à bagunça que seus aliados promovem no governo.
O espetáculo de hipocrisia é tão flagrante que chega a dar pena — se a situação do país não fosse tão séria. Não é à toa que o eleitor médio, aquele que não vive em bolhas ideológicas ou em grupos de WhatsApp radicalizados, já percebe a farsa. O que está em jogo não é a soberania nacional, como pregam, mas sim uma luta desesperada para manter os privilégios e evitar qualquer consequência. O Brasil, esse coitado, fica refém das jogadas políticas que mais parecem novela mexicana, com personagens que trocam de máscara como se fossem fantasmas de um teatro de horror.
A extrema-esquerda, ao se apoiar no discurso de “defesa da soberania” enquanto blinda seus próprios erros, demonstra uma profunda desconexão com a realidade. Ao mesmo tempo em que clama contra a interferência estrangeira, não hesita em usar todos os meios possíveis para manipular a opinião pública e garantir sua sobrevivência política. O argumento da deputada Gleisi é uma prova cabal dessa incoerência: ao acusar Bolsonaro de ser o culpado por tudo, ela esconde convenientemente que o governo Lula, apesar de estar no poder, tem dificuldades reais para construir pontes com potências como os EUA, justamente por conta dessa postura errática e autossabotadora.
Outro ponto que merece destaque nessa peça tragicômica é a famosa carta de senadores americanos. É claro que qualquer análise minimamente sensata reconhece que a política internacional é um jogo de interesses — não de sentimentos. Não é surpresa para ninguém que governos tentem influenciar decisões e apoiar aliados estratégicos. Mas a esquerda brasileira adora pintar isso como uma crise moral, como se o mundo tivesse obrigação de ajoelhar-se diante dos seus caprichos. Esquecem, porém, que política séria é feita com diálogo e pragmatismo — virtudes que o governo Lula parece deixar no vestiário enquanto a plateia assiste ao espetáculo da descoordenação.
No fim das contas, a narrativa que Gleisi Hoffmann tenta vender no “X” é uma colcha de retalhos feita de acusações vazias, hipocrisia e oportunismo barato. Enquanto ela se empenha em atacar seus adversários com o fervor de uma militante desesperada, o Brasil real segue às voltas com problemas que não têm nada a ver com esses espetáculos de Twitter. O crescimento econômico estagnado, a insegurança crescente, a crise institucional e a falta de liderança são deixados de lado para dar espaço a um jogo rasteiro de acusações e vitimização.
O mais divertido — ou trágico, dependendo do ponto de vista — é que Gleisi e sua turma nunca percebem que, ao insistirem nesse tipo de discurso, não estão ganhando aliados, mas sim afastando os brasileiros que, cansados dessa politicagem, querem resultados concretos. Essa estratégia de zombar da realidade, de jogar a culpa em fantasmas e de transformar o debate público em um ringue de insultos só contribui para o desgaste da própria esquerda, que se torna sinônimo de desgoverno, incoerência e, acima de tudo, falta de credibilidade.
E não se engane: esse show de ironias e contradições não acontece só no Brasil. Lá fora, os governos que tentam manter algum tipo de influência ou relação respeitosa com o Brasil também observam com certo ceticismo essas trapalhadas. O país, que poderia ser um protagonista nas grandes decisões globais, acaba reduzido a uma peça menor nesse teatro de vaidades.
Portanto, enquanto a deputada Gleisi Hoffmann se empenha em virar o mundo do avesso para pintar um quadro em que ela e seus aliados são os salvadores da pátria contra inimigos imaginários, o brasileiro comum segue tentando entender o que exatamente isso tem a ver com a melhora da sua vida — a resposta? Nada. E isso, caro leitor, é o verdadeiro espetáculo de horrores que o populismo de extrema-esquerda oferece. Em suma, um show onde o roteiro é sempre o mesmo: culpar os outros, fingir ser vítima e, claro, nunca assumir a responsabilidade.
É nesse ponto que a ironia se torna brutal: a esquerda que grita contra a interferência estrangeira, ao mesmo tempo, age como uma marionete nas mãos de narrativas prontas para salvar sua própria pele. O Brasil, coitado, fica no meio desse fogo cruzado de mentiras, oportunismos e irresponsabilidades. E o que sobra para nós? Um palco vazio, um povo cansado e um futuro incerto, tudo devidamente embalado pelo sarcasmo e deboche que a política nacional hoje inspira.
Não se engane: a extrema-esquerda pode até tentar pintar esse quadro como uma grande luta pela soberania e justiça, mas a verdade nua e crua é que eles são os maiores sabotadores do próprio país que dizem amar — e a Gleisi Hoffmann, com sua verborragia descompensada, é só a estrela decadente desse show.
















