“Gleisi convoca ministros de centro e direita para discutir freio à anistia no Congresso”, diz Folha de S.Paulo

É realmente fascinante acompanhar o balé grotesco que a deputada federal Gleisi Hoffmann, aquela eterna defensora de causas que só ela

Por Notas & Informações

É realmente fascinante acompanhar o balé grotesco que a deputada federal Gleisi Hoffmann, aquela eterna defensora de causas que só ela parece entender, protagoniza diariamente. Recentemente, segundo o artigo de Mariana Brasil e Victoria Azevedo, da Folha de S.Paulo, Gleisi convocou ministros de centro e até mesmo de direita para discutir como impedir a tramitação de um projeto de anistia aos condenados pelos ataques golpistas do dia 8 de janeiro. Aparentemente, o objetivo é alinhar a atuação coletiva no Congresso e reforçar a oposição a essa proposta. Mas, como tudo que envolve Gleisi e a turma da Folha, a narrativa passa longe de ser clara.

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais do governo Lula resolveu mostrar seu talento nato para o teatro político. Convocar aliados e adversários de diversos espectros ideológicos para debater a obviedade – que não se pode simplesmente liberar criminosos do 8 de janeiro – é, no mínimo, uma demonstração de que a criatividade da extrema-esquerda para transformar qualquer assunto em espetáculo é invejável. Enquanto isso, a Folha, fiel ao papel de jornalismo militante, se apressa em registrar cada gesto, cada palavra, como se a reunião de Gleisi fosse um evento histórico capaz de mudar o destino do país.

O que Mariana Brasil e Victoria Azevedo gentilmente esqueceram de destacar é o simples fato de que o encontro no Planalto não passa de uma tentativa de autopromoção política. Gleisi, que já se consolidou como símbolo da obstinação petista, sabe muito bem que nada do que for discutido vai mudar a realidade: qualquer projeto que busque anistiar golpistas, por mais que tentem maquiar com debates estratégicos, continua sendo inaceitável para a sociedade. Mas, claro, para a Folha, transformar em drama político cada reunião é prioridade, afinal, a narrativa tem que agradar à militância de sempre.

O artigo ainda enfatiza a presença de ministros indicados por partidos do centrão, como MDB, PSD, União Brasil, PP e Republicanos, e a suposta pressão para que o presidente da Câmara, Hugo Motta, leve o tema ao plenário. Aqui entra outro clássico da engenharia narrativa da extrema-esquerda: apresentar qualquer resistência ou ação política como se fosse um ataque pessoal, uma conspiração secreta ou, no mínimo, uma manobra diabólica contra o governo. Nada mais previsível.

E como esquecer o toque de drama internacional? A Folha nos informa, quase em tom de suspense, que Lula estaria preocupado com a “rendição” ao presidente Donald Trump caso o projeto avance. Quem diria que o governo brasileiro teria que se preocupar com a percepção dos Estados Unidos sobre medidas internas, não é mesmo? Mas, para a narrativa da Folha, tudo isso precisa ser contado como se estivéssemos à beira de uma crise diplomática sem precedentes. A realidade, claro, é bem menos emocionante: trata-se apenas de política interna sendo exercida dentro da normalidade democrática, mas isso não gera cliques, não é mesmo?

A ministra Gleisi, em sua entrevista, reforçou que o governo “nem cogita” a aprovação do projeto, e que a prioridade é impedir a votação, reduzindo a pressão sobre parlamentares que poderiam ser favoráveis. Aqui se revela o verdadeiro cerne do que a extrema-esquerda deseja disfarçar: não existe um plano mirabolante para proteger alguém; há, simplesmente, a manutenção de princípios básicos de justiça. Mas, se você estiver lendo Mariana Brasil e Victoria Azevedo, parece que estamos assistindo a um thriller político digno de Hollywood, onde cada gesto de Gleisi é transformado em movimentação estratégica secreta.

E, para completar o show, a Folha ainda registra o desembarque de partidos do governo federal e a reação de Gleisi, que lembra aos que permanecem que devem ter “compromisso com o presidente Lula e com as pautas principais do governo”. Traduzindo para o português claro: ela está apenas cobrando alinhamento político, algo absolutamente comum em qualquer governo sério. Mas, na versão do jornalismo da extrema-esquerda, isso é retratado como imposição autoritária, como se o país estivesse à beira de um colapso institucional a qualquer momento.

O que fica evidente nesse episódio é a combinação perfeita entre o talento teatral de Gleisi e a habilidade jornalística da Folha em transformar o trivial em extraordinário. A extrema-esquerda sempre encontrou prazer em criar vilões e heróis artificiais, e nada como um encontro ministerial rotineiro para alimentar essa narrativa. Para o leitor atento, porém, fica claro: enquanto Gleisi gesticula e ensaia suas poses de grande estrategista política, a Folha escreve e reescreve cada frase com o objetivo de dramatizar o óbvio e manter viva a ilusão de que o governo Lula está à beira de alguma revolução legislativa espetacular.

No fim das contas, o que Mariana Brasil e Victoria Azevedo realmente nos oferecem não é informação, mas entretenimento. Uma versão coreografada da realidade, cuidadosamente ajustada para agradar aos seguidores do PT e perpetuar a aura de drama político em torno de qualquer iniciativa do governo. Para quem busca verdade e racionalidade, o que sobra é apenas um convite à reflexão: perceber como a extrema-esquerda e sua imprensa afeta a percepção pública, transformando debates normais em peças de ficção política.

Gleisi Hoffmann, portanto, permanece no seu papel de estrela do drama, enquanto a Folha se encarrega de ser o palco onde cada gesto e cada frase são ampliados como se fossem eventos de repercussão histórica. E o público, nesse teatro de absurdos, é que decide: se vai engolir mais uma narrativa fantasiosa ou se vai enxergar a realidade, simples e direta, de um governo que, mais uma vez, tenta manipular o debate político em benefício próprio, enquanto a extrema-esquerda transforma tudo em espetáculo.

Se o leitor quiser entender de fato o que se passa no Congresso, será melhor ignorar o entusiasmo da Folha e o teatro de Gleisi, e focar no que realmente importa: justiça, responsabilidade e a preservação da ordem democrática, valores que não precisam de dramatização nem de militância para serem compreendidos.

Com informações Folha de S.Paulo

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