Governo Lula condena ataques de Israel e dos EUA a instalações no Irã

Ah, a eterna hipocrisia do governo Lula, mais uma vez dando seu showzinho internacional para plateias que, convenhamos, nem assistem mais.

Por Notas & Informações

Ah, a eterna hipocrisia do governo Lula, mais uma vez dando seu showzinho internacional para plateias que, convenhamos, nem assistem mais. Segundo a repórter Ana Cristina Campos, da gloriosa e sempre “imparcial” Agência Brasil, o Itamaraty está em “grave preocupação” com a escalada militar no Oriente Médio. Sim, você leu certo. A turma que não se manifesta contra o Hamas, que faz vista grossa para o Hezbollah, que acha o Talibã uma espécie de ONG mal compreendida, agora resolveu dar lição de moral contra Israel e Estados Unidos, os “grandes vilões” da vez. Que surpresa… só que não.

O comunicado, digno de uma redação de centro acadêmico de universidade federal, condena “com veemência” os ataques contra o Irã. Isso mesmo, o Irã… aquela democracia modelo, onde mulheres têm todos os direitos (menos os básicos), onde a liberdade de expressão floresce (desde que você elogie o regime) e onde os direitos humanos são respeitados (desde que você seja do grupo certo). Que belo exemplo de soberania a ser protegido, não é mesmo?

O Itamaraty, hoje uma espécie de ONG progressista financiada com dinheiro público, fala em “violação da soberania iraniana”. E é aqui que o sarcasmo precisa entrar com força: soberania para construir bombas atômicas escondidas, violando todos os acordos internacionais que o próprio Irã assinou? Soberania para financiar grupos terroristas no Líbano, na Síria, em Gaza? Soberania para ameaçar apagar Israel do mapa? Ah, mas claro, quando se trata de regimes antiocidentais, o governo Lula bate continência e manda flores.

E, como não poderia faltar, lá vem o clichê da esquerda mundial: “ameaça à saúde das populações civis”. Alguém aí ouviu o mesmo tom de indignação quando o Hamas transformou escolas, hospitais e mesquitas em depósitos de foguetes? Ou quando civis israelenses foram massacrados em suas casas em outubro de 2023? Claro que não. Para o PT e seus diplomatas de boutique, civis só são vítimas quando podem ser usados como escudo moral contra os inimigos ideológicos.

“Qualquer ataque armado a instalações nucleares representa flagrante transgressão da Carta das Nações Unidas e de normas da Agência Internacional de Energia Atômica. Ações armadas contra instalações nucleares representam uma grave ameaça à vida e à saúde de populações civis, ao expô-las ao risco de contaminação radioativa e a desastres ambientais de larga escala”, diz comunicado do Itamaraty.

E atenção para a parte mais cômica do comunicado: o Brasil reitera sua posição histórica pelo “uso pacífico da energia nuclear”. Pois é, o mesmo Brasil que vive dando piti na ONU quando se discute o programa nuclear de países aliados ao Ocidente, agora resolveu defender o direito de um regime teocrático em “usar energia nuclear para fins pacíficos”. Ninguém sabe se ri ou se chora…

Mas o ouro da hipocrisia vem na frase final, onde o Itamaraty exorta todas as partes ao “exercício de máxima contenção”. Isso dito por um governo que, internamente, alimenta polarização, criminaliza adversários políticos e faz um circo jurídico para perseguir opositores. A coerência, como sempre, tirou férias em Brasília…

A jornalista Ana Cristina Campos, claro, apenas reproduz o teatrinho oficial, como de costume na Agência Brasil, onde a linha editorial parece ter sido escrita por um militante da UNE em 2003. Não espere qualquer contextualização crítica, questionamento ou comparação com os fatos reais. O texto é uma aula prática de como ser porta-voz de governo disfarçado de jornalista.

E a cereja do bolo: o comunicado brasileiro menciona a Carta das Nações Unidas e as normas da AIEA, como se o próprio Irã fosse um aluno exemplar nessas instituições. O país já foi flagrado dezenas de vezes escondendo atividades nucleares ilegais, sabotando inspetores internacionais e, mais recentemente, avançando em níveis de enriquecimento de urânio próximos ao grau militar. Mas claro, o Lula e seu Itamaraty preferem fechar os olhos. Afinal, criticar o Ocidente dá curtidas nas redes sociais da militância.

É o mesmo roteiro de sempre: quando o inimigo é Israel, a indignação brota fácil. Quando o alvo é os Estados Unidos, o texto já vem pronto da cartilha da esquerda latino-americana. Mas quando o responsável por massacres, opressão ou censura é algum aliado de conveniência (leia-se: China, Venezuela, Cuba, ou, no caso, Irã), o governo petista vira uma mistura de Chanceler Paz e Amor com porta-voz do Eixo do Mal.

E para encerrar com a ironia que a situação merece: enquanto o Itamaraty “exorta pela paz”, Teerã segue enriquecendo urânio, financiando o Hamas e ameaçando Israel. Israel, por sua vez, faz o que qualquer nação com um mínimo de vergonha na cara faria: age para impedir que um regime fanático construa uma bomba atômica com o objetivo declarado de destruir outro país.

Mas, para a turma da Ana Cristina Campos e seus colegas de redação, o importante é lacrar no texto, posar de defensores da paz e tentar reescrever a realidade com o viés progressista de sempre. Afinal, quando se trata de distorcer fatos, manipular contextos e proteger ditaduras amigas, o governo Lula e sua máquina de propaganda ainda são campeões mundiais.

E o resto do mundo? Bem… o resto do mundo segue ignorando o Brasil como ator relevante em qualquer discussão séria sobre segurança internacional. Até porque, quem leva a sério um governo que defende o Irã enquanto persegue opositores dentro de casa?

Com informações Agência Brasil

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