Guilherme Boulos chora cancelamento do visto da presidente do Psol pelos EUA

Ah, o espetáculo da autoilusão política voltou a brilhar. Desta vez, o palco foi o “X”, onde Guilherme Boulos, eterno porta-voz

Por Notas & Informações

Ah, o espetáculo da autoilusão política voltou a brilhar. Desta vez, o palco foi o “X”, onde Guilherme Boulos, eterno porta-voz da utopia esquerdista brasileira, decidiu bancar o paladino da indignação internacional. Segundo ele, a cassação do visto da presidenta do PSOL, Paula Coradi, pelos Estados Unidos seria um sinal inequívoco de que o Brasil estaria “do lado certo” na defesa dos interesses nacionais, como se a Casa Branca precisasse da aprovação de um partido que insiste em viver de ideias recicladas do século passado. O que se vê, na prática, é o PSOL mais uma vez abraçando o papel de vítima de sua própria arrogância ideológica.

A narrativa de Boulos é curiosa. De um lado, ele clama resistência, firmeza e patriotismo. Do outro, ignora convenientemente que seu partido se alinha historicamente com movimentos que não apenas desafiam a democracia brasileira, mas defendem regimes que esmagam liberdades individuais. Basta lembrar que Boulos não esconde sua admiração por figuras como Luiz Inácio Lula da Silva, o líder histórico da extrema-esquerda nacional, mentor do PSOL em suas bases ideológicas, e camarada do já falecido Fidel Castro. Ah, claro, aquele mesmo Fidel que transformou Cuba em um modelo de repressão e miséria, e que junto com Lula e o Fórum de São Paulo moldou o projeto de exportação de ideologias totalitárias para toda a América Latina. É justamente esse histórico que torna a indignação do PSOL diante de um ato soberano dos EUA um exercício de cinismo digno de estudo.

Quando Boulos declara que o Brasil “não aceita intimidação”, cabe perguntar: que Brasil seria esse? O Brasil que aceita ocupações ilegais de prédios, invasões de terras, desrespeito à propriedade privada e discursos que flertam com a violência política? O Brasil que Boulos e seu partido parecem imaginar é um país onde ideologias ultrapassadas se sobrepõem à lei e à ordem, e onde qualquer crítica externa é automaticamente convertida em moralidade questionável. O que os Estados Unidos fizeram foi um ato de política externa comum, revisando sua relação com indivíduos que, historicamente, flertam com regimes que não reconhecem liberdades fundamentais. Transformar isso em “ataque aos brasileiros” é, para dizer o mínimo, um exagero digno de roteiros de tragédias cômicas.

O PSOL, encabeçado por Boulos e seus asseclas, parece não perceber que a própria narrativa que insiste em construir se contradiz a cada passo. A presidente do partido, Paula Coradi, não é uma simples cidadã: é representante de um projeto político que se alinha com a continuidade do socialismo autoritário, importado diretamente de experiências fracassadas como Cuba e apoiado por líderes que não escondem sua predileção por regimes de intimidação. E ainda assim, Boulos ousa chamar de intimidação o ato administrativo de um país soberano. É como se o lobo denunciasse o agricultor por proteger suas ovelhas.

O que se destaca, acima de tudo, é a tentativa de Boulos de transformar a realidade em um espetáculo ideológico. Cada palavra no post publicado no “X” é meticulosamente escolhida para criar uma narrativa de heroísmo e resistência, ignorando o fato de que o PSOL e seus líderes já estiveram do lado errado da história inúmeras vezes. É essa negação sistemática da realidade que impede o partido de perceber que seu discurso de patriotismo seletivo é apenas uma máscara para uma agenda que continua alinhada com a destruição das instituições democráticas.

E é justamente por isso que textos como o de Boulos merecem atenção crítica. Eles revelam a profunda desconexão entre a retórica do partido e a realidade do país. A indignação fabricada diante de um ato soberano estrangeiro não é prova de coragem ou defesa do Brasil: é a confirmação de que a extrema-esquerda brasileira, liderada por figuras como Lula e Boulos, ainda vive num universo paralelo, onde suas convicções ideológicas têm mais peso do que fatos concretos.

No fim das contas, a ironia não poderia ser maior. Enquanto Boulos e sua trupe gritam sobre intimidação e ataques, a história e a geopolítica mostram que quem realmente está do lado certo é quem respeita a liberdade, a lei e a soberania — conceitos que o PSOL insiste em desprezar. Se o objetivo era parecer um herói nacional, o efeito foi exatamente o oposto: tornou-se apenas mais uma peça do circo ideológico da esquerda brasileira, presa à sua própria caricatura de resistência.

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