Haddad e Lindbergh usam o IOF para enganar você em nome da “justiça”

Você já viu algum comunista de iPhone chorando por justiça tributária enquanto toma café orgânico em cobertura com vista para o

Por Notas & Informações

Você já viu algum comunista de iPhone chorando por justiça tributária enquanto toma café orgânico em cobertura com vista para o Leblon? Pois bem, se ainda não viu, basta dar uma passadinha no perfil do Fernando Haddad ou do Lindbergh Farias no X (antigo Twitter), que o espetáculo de hipocrisia, distorção e populismo está garantido. O ministro da Fazenda e o eterno revolucionário de ar-condicionado protagonizaram mais um capítulo hilário — se não fosse trágico — da comédia fiscal da gestão Lula.

Vamos ao teatro. Segundo o post de Haddad, o novo decreto sobre o IOF (aquele Imposto sobre Operações Financeiras que nem o PT sabia mais que existia até ontem) tem o nobre propósito de “combater a evasão dos mais ricos” e “garantir os direitos sociais dos trabalhadores”. Ai, que bonito. A frase tem até cheiro de panfleto molhado de diretório estudantil da USP nos anos 80. Já Lindbergh, sempre pronto a colocar uma estrela vermelha onde houver uma vírgula de responsabilidade fiscal, vem gritando nas redes: “Agora é mobilização total!”, como se estivesse indo marchar com Che Guevara na floresta, quando na verdade está fazendo live no ar-condicionado com Wi-Fi da Câmara.

Esses senhores tentam vender o golpe com um papel de presente chamado “justiça tributária”. Olha só que ironia deliciosa: um governo atolado em gastança, escândalos, rombos e indicações políticas agora descobriu que o problema do Brasil é o “ricaço da cobertura”. Sim, o mesmo rico que já paga quase 40% de sua renda em impostos e vê metade do que sobra ser drenado por juros, inflação e um Estado mastodôntico, ineficiente e corrupto. Mas calma: a culpa é do investidor que aplica em fundos, não do governo que mantém mais de 20 ministérios de irrelevância política e um número obsceno de cargos comissionados.

E cá entre nós, se o Haddad realmente achasse que está corrigindo uma injustiça, por que não começou cortando privilégios estatais? Por que não desmonta as regalias da elite do funcionalismo, dos penduricalhos nos contracheques do Judiciário, dos bilhões que somem em emendas do relator, agora rebatizadas como “emendas PIX”? A resposta é simples: porque os ricaços que ele ataca nos tweets são, em grande parte, os mesmos que financiam o circo político e o teatro ideológico da esquerda. O alvo, na verdade, é você — o pequeno e médio empreendedor, o investidor de classe média que ousou sair da dependência do Estado e construir algo com as próprias mãos.

Lindbergh, por sua vez, ressurge do limbo político com o discurso mais batido da história recente: “chega de ajuste nas costas dos pobres!”. Engraçado, porque foi justamente o PT que promoveu o maior estelionato eleitoral da história, prometendo o paraíso e entregando um calote com inflação, recessão e desemprego recorde. Lembra disso, Lindinho? Ou apagou da memória como quem deleta dívida no CadÚnico?

É preciso rir para não chorar. O IOF, como sabemos, é um imposto de péssima qualidade. Incide sobre movimentações financeiras, inibe investimentos, encarece o crédito e atrapalha a vida de quem movimenta capital produtivo. Quem você acha que vai sentir mais: o bilionário que tem 40% do patrimônio fora do Brasil ou o médico, advogado ou pequeno empresário que guarda seus investimentos em fundos locais? Spoiler: não é o dono do jato particular.

Mas, claro, o plano é sempre o mesmo: jogar o povo contra os “inimigos do bem comum”, construir um espantalho — no caso, o tal do “morador da cobertura” — e fingir que estão lutando por você. Tudo isso enquanto aumentam a arrecadação sem fazer a menor reforma no modelo de Estado parasitário que consome mais de 40% do PIB brasileiro, entrega serviços de terceiro mundo e ainda se pinta de herói da justiça social.

Você vê Haddad tentando vender essa jogada como se fosse a salvação da moralidade fiscal. O mesmo Haddad que não consegue equilibrar nem planilha de Excel, que passou a campanha jurando que não mexeria em impostos e agora tenta empurrar a conta do rombo nas costas de quem ainda acredita no país. E o pior: faz isso se dizendo defensor dos trabalhadores, enquanto destrói a previsibilidade do ambiente de negócios e empurra ainda mais gente para a informalidade.

Enquanto isso, o Congresso, pressionado pela sociedade e pelo empresariado — esse mesmo setor demonizado pela esquerda — tenta reverter o decreto, devolvendo alguma racionalidade a um debate sequestrado por slogans. Claro, Lindbergh, o Robin Hood dos tempos modernos, sai correndo para o X berrando que “estamos sob ataque” e convocando “mobilização social”. Mobilização social? O sujeito quer que o povo vá à rua para defender mais imposto? Realmente, a esquerda perdeu completamente a noção do ridículo.

A verdade, nua e crua, é que essa jogada do IOF é mais uma tentativa patética de salvar um governo sem rumo, sem plano e sem coragem de enfrentar as verdadeiras reformas que o Brasil precisa. Reforma administrativa? Nem pensar. Reforma do pacto federativo? Impossível. Redução da máquina pública? Proibido. Mas aumentar imposto? Ah, isso sim! É progresso social, é justiça, é civilização!

No fim das contas, o post de Haddad e o chilique de Lindbergh são apenas ecos de uma esquerda que parou no tempo. Que ainda acredita que é possível governar distribuindo migalhas de moralidade retórica enquanto joga o Brasil para o buraco da mediocridade econômica.

Só não se esqueça: quando um político da esquerda diz que vai taxar os ricos, é você quem deve se preocupar com a conta.

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