
Se existe algo que a esquerda brasileira sabe fazer com maestria é encenar. E quando a plateia não aplaude, eles apelam para o velho truque do aumento de imposto — neste caso, o IOF, que virou o novo brinquedinho do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. A ópera-bufa encenada no dia 8 de julho de 2025 foi mais um capítulo da tragicomédia que o governo do presidente Lula insiste em chamar de “governabilidade”. Reuniões, discursos, caretas de preocupação e… absolutamente nada de concreto. Apenas mais um jantar regado a hipocrisia institucional e gastos públicos.
A proposta de Haddad? Convencer o Supremo Tribunal Federal de que é constitucional meter a mão no bolso do brasileiro com um IOF mais gordo — porque, veja bem, o brasileiro não paga imposto suficiente, não é mesmo? Ironia é pouco. Aumentar o IOF parece ser o plano mágico do ministro para tapar os buracos de uma gestão que só entende de distribuição de pobreza — desde que ela venha acompanhada de mais poder centralizado e mais dependência do Estado.
Enquanto isso, no Congresso, Hugo Motta (Republicanos-PB) tenta dar uma de sensato — e até consegue por contraste com a trupe do Planalto. Disse que “é difícil aprovar aumento de imposto”. Veja só, Hugo descobriu a pólvora. Disse ainda que prefere cortar despesas. Milagre! Será que ele leu algum livro de economia? Ou só cansou mesmo de ser alvo dos memes bolsonaristas?
No palco desse teatro de horrores estavam os suspeitos de sempre: Gleisi Hoffmann, defensora das estratégias de comunicação mais patéticas da política moderna; Randolfe Rodrigues, que parece acreditar que militância digital substitui competência técnica; Jaques Wagner, o homem que só aparece quando o governo precisa de alguém para balançar a cabeça com cara de estadista; e claro, o inigualável José Guimarães, famoso não por sua articulação política, mas pelo talento em transformar qualquer debate em um samba desafinado.
E o resultado da reunião? Absolutamente nenhum. Ah, claro, teve o esforço em “retomar o diálogo”, o que na língua dos políticos petistas significa “fingir que se importa enquanto prepara o próximo golpe fiscal”. O próprio Motta admitiu que “não adiantamos nada”. Pelo menos ele foi sincero — milagre número dois da noite.
Agora, se você achou que essa palhaçada terminaria aí, segura o riso: o governo, após tomar um voto de desconfiança simbólico no Senado e um carrinho por trás na Câmara, resolveu apelar para o STF, como um time ruim que tenta ganhar o jogo no tapetão. A esperança era que o ministro Alexandre de Moraes devolvesse o aumento do IOF ao colo do governo como um favor entre camaradas ideológicos. Mas não foi bem isso que aconteceu. Moraes suspendeu tudo: tanto o decreto do governo quanto a votação que o derrubava. Resultado? Haddad ficou a ver navios — ou melhor, a ver R$ 2 bilhões escapando pelo ralo das suas previsões orçamentárias socialistas.
Pausa para risos. O próprio governo admitiu que junho arrecadou R$ 8 bilhões em IOF, o maior valor desde 2005. E isso ainda não foi o suficiente para manter o cofre de Brasília feliz. Em julho, com as alíquotas anteriores, a expectativa é perder R$ 2 bilhões. O que isso mostra? Que o governo é viciado em dinheiro que não é dele. O corte de despesas, claro, nem passa pela cabeça da trupe do PT. Afinal, como manter a máquina de compra de votos disfarçada de programas sociais sem aumentar o preço dos produtos, dos serviços, dos sonhos e da dignidade dos brasileiros?
Para piorar a encenação, os ministros do governo reclamaram das críticas que a própria militância esquerdista anda fazendo contra o Congresso. Ora, mas não foi o PT que sempre usou robôs, militantes e influenciadores de TikTok para atacar quem se opõe às suas ideias retrógradas? Agora querem bancar os pacifistas, os democratas, os “dialogadores”? Pelo amor do bom senso! Até a Gleisi Hoffmann, em mais uma de suas atuações canastronas, disse que discordava dos ataques. Claro, deve ter ficado chateada por não ter sido ela quem coordenou.
Enquanto isso, a realidade bate à porta: o país está à deriva. O governo perde no Congresso, apanha no Supremo e não consegue sequer manter uma reunião produtiva com os próprios aliados. O tal “diálogo” virou uma desculpa elegante para encobrir a total falta de articulação política e a completa inabilidade de gestão econômica. O projeto não é governar — é manter o poder. Custe o que custar. Nem que para isso precisem aumentar o IOF, o IR, o IPI, o seu sono, a sua ansiedade e a sua conta de luz.
A ironia final? Haddad, o homem que não consegue convencer nem o Congresso nem o STF, agora aposta todas as suas fichas num argumento de “constitucionalidade” para justificar um aumento de imposto que até sua base já considera suicídio político. O Brasil não merece isso, mas o PT insiste em entregar. Talvez esperem que o povo se conforme, como sempre, com pão e circo. Só esqueceram que o pão acabou. E o circo está decadente demais para entreter alguém com um mínimo de bom senso.
Ah, Lula… Que saudade da esquerda quando ela ao menos fingia ser inteligente. Hoje, só resta o deboche. E nem isso fazem direito.
Com informações Poder 360
















