Haddad recua no aumento do IOF e mira fintechs, bets e letras de crédito

Ah, o glorioso espetáculo da “governança” petista: uma reunião de CINCO horas com parlamentares para admitir que o último tiro no

Por Notas & Informações

Ah, o glorioso espetáculo da “governança” petista: uma reunião de CINCO horas com parlamentares para admitir que o último tiro no pé do governo Lula, o aumento do IOF, não vai colar. Quem diria! Logo o Haddad, aquele gênio da matemática que conseguiu perder eleição até em São Paulo, admitindo que errou? Bom, não é bem isso. Erro, para eles, é quando o povo reclama e o Congresso se mexe. A lógica é simples: primeiro se cria o caos, depois se recua um pouco e então se vende a solução como ato de heroísmo. Palmas, por favor!

Segundo o texto da dupla Eduardo Militão e Luccas Lucena, do sempre imparcialíssimo UOL, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, saiu de uma reunião com caciques políticos dizendo que o famigerado decreto que aumentava o IOF será “recalibrado”. Recalibrado, Haddad? Que palavra bonita para dizer “fui pressionado e precisei recuar para não tomar um tombo maior no Congresso”, não é mesmo? O mais curioso é que tudo isso só será oficializado depois de uma bênção do nosso líder supremo, Lula, que, como bom estadista, estava em mais uma viagem à Europa — afinal, resolver problemas do Brasil nunca foi prioridade.

Mas vamos ao que interessa: para compensar a trapalhada fiscal, o governo decidiu mirar em quem? Claro, nos mesmos de sempre. A solução mágica da Fazenda foi aumentar impostos sobre bets, fintechs e títulos de crédito, como LCI e LCA, até ontem incentivados como motores da economia. Você aí, trabalhador que acreditava estar investindo em algo seguro e incentivado pelo governo? Sinto muito. Seu rendimento vai virar carnê do leão. Os gênios do Planalto estão tirando da tomada o que funcionava.

As bets? Vão de uma alíquota de 12% para 18%. Afinal, que mal há em tributar mais quem empreende e movimenta bilhões sem depender da canetada estatal, não é mesmo? As fintechs, que vêm revolucionando o sistema financeiro e desafiando os bancos estatais engessados, serão niveladas por baixo com os bancos tradicionais. Inovação no Brasil? Só se for estatal, vermelha e atrasada 20 anos.

Agora, o golpe de mestre: as LCIs e LCAs, que sempre foram isentas de IR justamente para fomentar o setor imobiliário e o agronegócio, agora passarão a pagar 5% de imposto de renda. Ou seja, você que achou que estava aplicando num ativo seguro, para garantir o futuro da sua família, vai pagar a conta das viagens internacionais do Lula e das emendas parlamentares do Centrão. E se reclamar, toma outro imposto.

Mas calma, ainda tem mais! O ministro Haddad, que até ontem dizia que o decreto do IOF era essencial para garantir a “regulação do mercado”, agora resolveu que vai mexer nele. Vai reduzir a alíquota de 3,95% cobrada sobre o tal do “risco sacado” — aquela operação que permite que lojistas recebam mais rápido o dinheiro do cartão. Quer dizer que só agora perceberam que estavam enforcando o varejo brasileiro? Parabéns, ministro! Só levou duas semanas e uma revolta no Congresso para notar o óbvio.

Mas veja só como o governo lida com seus próprios desastres: cria o problema, causa um terremoto político, recua minimamente e chama isso de “ajuste estruturante”. É a velha tática do incêndio fabricado. Incendeia-se o galpão e, ao entregar um balde d’água, os bombeiros petistas pedem aplausos. “Revisamos o decreto”, eles dizem com ares de missão cumprida. Mas quem revisa o governo? Quem revisa os absurdos tributários que, dia sim e outro também, saem das mentes brilhantes do Planalto?

É claro que o Congresso, aquele antro de interesses disfarçados de “governabilidade”, não ficou de fora. Davi Alcolumbre, Hugo Motta, Omar Aziz, José Guimarães e cia. sentaram-se à mesa para negociar o quê? A retirada do decreto? O corte de gastos? Não. Negociaram mais imposto. Mais arrecadação. Mais dinheiro no caixa para distribuir cargos, verbas e emendas. O povo? Ora, o povo que pague.

Entre os presentes na reunião, nomes como Efraim Filho, Pedro Lucas, Doutor Luizinho (sim, isso é um nome político real), e até a sempre presente Gleisi Hoffmann. Porque onde houver uma canetada contra a classe produtiva, lá estará Gleisi, para garantir que a militância comuno-progressista tenha um lugar ao sol, financiada por quem realmente trabalha neste país. Sim, você, otário pagador de impostos.

Haddad ainda teve a audácia de estimar que os gastos tributários chegam a R$ 800 bilhões, e prometeu cortar 10%. Mas nada de mexer nos supersalários, nas aposentadorias milionárias, nos auxílios camaradas, nas mordomias do funcionalismo. Isso não se toca. É patrimônio sagrado da esquerda. Reduzir a máquina estatal? Privatizar empresas inúteis? Cortar privilégios? Jamais! Melhor tributar o Pix e ferrar o investidor de LCI.

Enquanto isso, Lula curte a vida adoidado na Europa, discursando sobre democracia e justiça social, enquanto o Brasil quebra as pernas com juros altos, carga tributária recorde e uma reforma fiscal que muda a cada semana conforme o humor de Brasília.

E como disse o próprio Haddad, com cara de quem não sabe se ri ou chora: “Precisamos do pulso das lideranças para voltar à mesa”. Ou seja, não há governo, há um leilão de vontades políticas, onde tudo depende do “pulso” dos caciques do Congresso. Haddad não é ministro da Fazenda, é um despachante de pautas sem autonomia. E ainda querem que acreditemos na tal “responsabilidade fiscal” desse governo?

No fim das contas, a arrecadação com o novo IOF será de R$ 7 bilhões, uma queda de 63% em relação aos R$ 19,1 bilhões previstos. O que mostra, com todas as letras, que a gestão Haddad é tão competente quanto uma vaca tentando subir escada rolante. Faz e desfaz decreto como se estivesse testando receita de bolo. Cada tentativa de “consertar” só piora a economia.

Mas a cereja do bolo veio quando o ministro, com aquele jeitinho de professor universitário progressista frustrado, afirmou que tudo isso “melhora a sustentabilidade das contas públicas”. Ah, claro! Porque nada sustenta melhor uma economia que desincentivar o crédito, tributar investimentos e sufocar empresas inovadoras.

E assim seguimos, amigos. Governados por um grupo que acha que arrecadar mais é sinônimo de governar bem. Um governo que ainda se diz “dos pobres”, mas que sangra o cidadão comum e protege castas estatais. Um Congresso que finge resistir, mas negocia bastidores por cargos e vantagens. E uma imprensa que, como o texto de Militão e Lucena, ainda tenta pintar esse desastre como se fosse técnica refinada de governabilidade.

Só que a verdade é crua: o Brasil está sendo gerido como um laboratório socialista de tributações aleatórias e autoritarismo sorridente. A cada decreto, uma nova tragédia. A cada medida provisória, um novo ataque à liberdade econômica.

Mas vá lá, petista. Diga que está tudo certo, que o Lula é o pai dos pobres e que Haddad é o gênio incompreendido. Enquanto isso, você paga mais imposto para financiar essa piada de governo. Com o seu dinheiro, claro.

Bem-vindo ao Brasil do improviso tributário. Onde quem inova é punido, quem produz é taxado e quem governa… bom, governa de Paris.

Com informações UOL

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