
A escalada do ódio político pela extrema-esquerda ganhou novos contornos nesta semana, quando a influenciadora Juliana Rosa, conhecida como “Juju dos Teclados”, decidiu transformar o assassinato em pauta de entretenimento e provocação contra nomes alinhados à direita brasileira. O episódio, narrado no artigo do jornalista Gabriel Sestrem, publicado na Gazeta do Povo sob o título “Juju dos Teclados: Influenciadora estimula assassinato de aliados de Bolsonaro e deve perder visto nos EUA”, expõe de forma cristalina como parte da militância de esquerda no Brasil perdeu qualquer noção de limite civilizatório.
Juliana, instalada em Nova York, apareceu em vídeo ironizando a morte do ativista conservador americano Charlie Kirk e, em seguida, sugerindo que o “exemplo” fosse replicado contra parlamentares e empresários próximos do ex-presidente Jair Bolsonaro. Entre os alvos nomeados estavam o deputado federal Nikolas Ferreira, o advogado Paulo Junqueira Neto e empresários como Luciano Hang, Afrânio Barreira e Iwan Wrobel. A fala não apenas ultrapassa o campo da liberdade de expressão, mas avança para o terreno perigoso da incitação criminosa, transformando o ódio político em incentivo explícito à eliminação física de adversários.
A reação foi imediata. Christopher Landau, vice-secretário de Estado dos Estados Unidos, usou as redes sociais para sinalizar a provável revogação do visto de Juliana, em um gesto que já se tornou simbólico na política americana recente: a defesa intransigente de que o território dos EUA não seja palco ou refúgio para propagadores de violência política. Não se trata apenas de punir uma influenciadora deslumbrada com sua própria vitrine digital. Trata-se de enviar uma mensagem clara de que apologia a assassinatos não encontra espaço em democracias que prezam pela ordem e pelo respeito às instituições.
A gravidade do caso reside no padrão que se consolida. Em dezembro de 2024, Brian Thompson, CEO de uma grande empresa americana de seguros de saúde, foi assassinado por um atirador que deixou mensagens ideológicas nas cápsulas utilizadas no crime. Agora, Tyler Robinson, autor do homicídio de Kirk, repetiu o mesmo ritual. Juliana, ao celebrar essas mortes e propor que o Brasil “importasse a moda”, contribui para normalizar o que há de mais repulsivo em sociedades democráticas: a crença de que a divergência política pode ser resolvida pelo extermínio físico.
O deputado Nikolas Ferreira reagiu com firmeza, lembrando que a escalada da desumanização é o caminho mais curto para tragédias irreparáveis. “Não permitirei que façam o mesmo comigo. A justiça chegará”, declarou. Já o empresário Luciano Hang anunciou que acionará a Justiça contra Juliana, ressaltando que quem incita o ódio pode até não puxar o gatilho, mas torna-se cúmplice moral do crime. As palavras de Hang ecoam uma verdade incômoda: o discurso que justifica a violência contra “fascistas” nada mais é do que uma licença retórica para eliminar quem pensa diferente.
O episódio mostra como setores militantes da esquerda, ao mesmo tempo em que clamam por tolerância e respeito à diversidade, não hesitam em transformar adversários em inimigos a serem destruídos. A própria frase lembrada por Hang — “eles não matam você por ser fascista, eles chamam você de fascista para poder te matar” — sintetiza a lógica que permeia esse discurso: basta carimbar um rótulo para que a violência pareça aceitável.
A omissão da própria influenciadora, que até o fechamento da reportagem da Gazeta do Povo não se manifestou, apenas reforça a percepção de que não há arrependimento ou autocensura, mas sim uma tentativa calculada de chocar e ganhar notoriedade em cima da degradação do debate público.
É um caso que transcende o universo digital. Se autoridades brasileiras não agirem com rigor, a mensagem transmitida será clara: que a incitação à violência pode ser relativizada, desde que parta da militância “certa”. Ao mesmo tempo, a atitude firme do governo americano serve de alerta: democracias sólidas não brincam com terrorismo doméstico travestido de ativismo político.
O Brasil vive um momento em que a defesa da vida e do Estado de Direito se torna prova de fogo. A democracia não se preserva com discursos de ódio, nem com a romantização de assassinatos políticos. Ao contrário, ela exige coragem para denunciar e frear a radicalização antes que o discurso vire prática. O caso “Juju dos Teclados” é mais um lembrete amargo de que a liberdade de expressão não é salvo-conduto para estimular atentados. É também um teste para instituições que, se escolherem a omissão, correm o risco de ver a violência se tornar moda.
Com informações Gazeta do Povo
















