
Então, mais uma vez, somos presenteados com a pérola de jornalismo militante do Estadão, assinada por Daniel Weterman, aquele mesmo repórter que parece ter no bolso a cartilha da narrativa da esquerda. O artigo trata da auditoria do INSS que revelou um esquema escandaloso de descontos indevidos em aposentadorias para favorecer a Contag, entidade historicamente abraçada ao PT. Até aí, parece que finalmente o jornal resolveria mostrar a verdade nua e crua: aposentados enganados, bilhões desviados e sindicatos ligados ao governo metendo a mão no bolso dos mais vulneráveis. Mas não, a “isenta” redação rapidamente se encarregou de direcionar o foco. Adivinhe para onde? Para Jair Bolsonaro, claro. Porque, para o Estadão e seus jornalistas, até quando chove em São Paulo é culpa do ex-presidente.
O texto é um verdadeiro malabarismo retórico. Começa com um relatório “tirado do ar”, convenientemente tratado como se fosse apenas um equívoco administrativo. Ora, quem acredita que um documento que mostra o tamanho do rombo e da fraude foi parar no site do INSS “por engano”? É aquele velho truque: publica, a informação vaza, a opinião pública descobre o escândalo, mas depois dizem que foi só uma falha técnica. Assim, fica fácil criar a versão oficial: nada ali é válido, nada é institucional, nada é confiável. Pois é, a mesma técnica usada tantas vezes para proteger aliados políticos, agora aplicada em pleno escândalo bilionário envolvendo a turma do PT.
O ponto alto da “denúncia” é quase cômico. O Estadão faz questão de frisar que os desbloqueios começaram ainda no governo Bolsonaro. Veja só a esperteza: ao invés de expor o verdadeiro conluio entre sindicatos e governo petista, preferem fincar o pé na narrativa de que a bomba começou antes. É o truque clássico do jornalismo militante: a fraude atravessa governos, mas a culpa, de algum jeito, recai sempre sobre Bolsonaro. Lula, claro, surge como o estadista preocupado em resolver, punir os “laranjas” e salvar o Brasil do mal. Engraçado como as medidas de ressarcimento excluíram justamente os sindicatos ligados ao PT. Mas, para Daniel Weterman, esse detalhe é só rodapé.
O artigo tenta parecer crítico, mas é daqueles textos que mais confundem do que esclarecem. Uma salada de datas, nomes e operações da Polícia Federal jogadas em meio a parágrafos cuidadosamente calibrados para dar a impressão de que todos os lados estão sujos. Só que, ao final, sobra sempre uma sombra maior sobre Bolsonaro e seus ministros, enquanto Lula e sua turma aparecem como vítimas de assessores mal-intencionados ou de burocracias desleixadas. O Estadão, com sua veia cada vez mais parecida com a da Folha, cria a narrativa da isenção para, na prática, reforçar a tese do “Bolsonaro corrupto, Lula salvador”.
O mais irônico é ver como os relatos de aposentados enganados são tratados como simples notas de rodapé. Pessoas humildes que foram induzidas a assinar documentos sem saber que teriam descontos no benefício vitalício da aposentadoria. Isso deveria ser o centro da denúncia. É crime, é fraude, é exploração da boa-fé do povo trabalhador. Mas, não, para Weterman, o mais relevante é marcar que o desbloqueio inicial ocorreu no último mês de governo Bolsonaro. Que conveniente, não é? E o que dizer do fato de Lula ter recebido a Contag no Planalto com tapete vermelho em 2024? Para o Estadão, isso é apenas uma foto institucional bonita, não uma prova do alinhamento escancarado entre governo e entidade beneficiada.
Outro detalhe interessante é como o jornal trata a Contag. Uma entidade que recebeu mais de R$ 2,6 bilhões desde 2019, que tem laços históricos com o PT e que aparece repetidamente em denúncias de fraude. Mas, em vez de apontar a óbvia ligação política e o favorecimento, o Estadão adota aquele tom quase maternal: “A Contag nega irregularidades desde o início das revelações”. Pronto, se negou, está perdoada. Já Bolsonaro, mesmo sem provas diretas, é citado repetidas vezes como peça-chave da engrenagem. É quase como se o repórter quisesse repetir aquele mantra: “Se não tem provas, a gente inventa o contexto”.
INSS: descontos e valores repassados à Contag
Em milhões R$

É curioso como o jornalismo da extrema-esquerda nunca perde a chance de blindar seus aliados. O escândalo é gigantesco, atinge bilhões de reais, envolve aposentados e pensionistas, mas a manchete é moldada para soar como se fosse mais uma confusão administrativa. O detalhe mais grave, o roubo dos mais pobres, é suavizado. A ligação com o PT é relativizada. E o culpado principal? Ora, sempre o mesmo personagem caricato que eles adoram demonizar. É o bode expiatório eterno, perfeito para cada crise: Jair Messias Bolsonaro.
No fundo, o texto de Daniel Weterman é apenas mais uma tentativa de salvar a narrativa progressista. O Estadão, que já foi sinônimo de jornalismo sério, hoje parece mais preocupado em reforçar o enredo que interessa ao poder do que em defender os aposentados espoliados. O que poderia ser uma bomba jornalística contra o aparelhamento político virou um joguinho retórico de “todos erraram, mas Bolsonaro errou mais”. É esse o padrão da imprensa que se autoproclama defensora da democracia. Uma democracia, claro, que serve apenas quando convém aos amigos do poder.
O resultado é desastroso: aposentados enganados, bilhões desviados, sindicatos fortalecidos e um governo que, ao invés de assumir responsabilidades, conta com um jornalismo dócil para abafar o caso. O brasileiro, mais uma vez, é tratado como idiota, obrigado a engolir a versão oficial de que a culpa é de quem já saiu do poder, enquanto quem governa hoje segue blindado. O Estadão deveria ter vergonha. Mas, ao que parece, prefere continuar sendo a velha trincheira da esquerda travestida de jornal sério.
Com informações Estadão
















