
E lá vem a ministra Gleisi Hoffmann, chefe da Secretaria de Relações Institucionais do governo Lula, em mais uma de suas performances políticas dignas de aplausos – se você for adepto ao teatro do absurdo, é claro. Em um vídeo que circula nas redes sociais, ela aconselha os brasileiros, com a maior naturalidade do mundo, a resolverem seus problemas financeiros de uma forma simples e direta: “Apertou o orçamento? O juro tá alto? Pega o empréstimo do Lula.” Parece até piada, mas não é.
O programa ao qual a ministra se refere é o tal “Crédito do Trabalhador“, lançado com pompa e circunstância na última sexta-feira. Um verdadeiro presente de grego para os trabalhadores com carteira assinada. As parcelas são descontadas diretamente da folha de pagamento, e o limite de comprometimento não pode ultrapassar 35% do salário bruto. Quer dizer, você já vive apertado, e agora pode comprometer um terço do que recebe, tudo isso para aplacar a generosidade do governo petista. Um convite formal para a escravidão financeira moderna.
Mas o circo não para por aí. Segundo o governo, a medida visa “reduzir o superendividamento“. Ah, claro, porque nada melhor para sair do buraco do endividamento do que cavar um buraco ainda mais fundo com juros que, sabemos bem, nunca favorecem o trabalhador. Aliás, a partir do dia 25 de abril, será possível migrar para essa modalidade um empréstimo com juros ainda mais altos – um verdadeiro favor ao povo. O governo “salvador” quer, na verdade, que você se torne refém da máquina estatal, e de quebra, dê ao Partido dos Trabalhadores o controle absoluto sobre seu bolso e sua liberdade financeira.
O próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva não perdeu a oportunidade de fazer seu show particular durante o lançamento do programa. Com seu tom messiânico de sempre, afirmou que o crédito ajudaria os brasileiros a “sair da mão do agiota“. Ironicamente, esquece de mencionar que agora o verdadeiro agiota usa terno, gravata e trabalha em Brasília. Com a inflação em alta, o custo de vida esmagando as famílias, e o brasileiro já sufocado por tributos, o governo Lula encontrou a fórmula mágica: enfiar mais dívida goela abaixo do cidadão e vender isso como uma “revolução”. Conveniente, não?
Mas o mais fascinante dessa história é a desfaçatez com que se tenta personificar a medida. A ministra Gleisi não se envergonha de chamar o programa de “empréstimo do Lula” – como se o dinheiro saísse do bolso do presidente ou do PT. Nos comentários do vídeo, claro, o tiro saiu pela culatra. O povo, que não é bobo, lembrou rapidamente do princípio da impessoalidade, aquele detalhezinho chato que consta no artigo 37 da Constituição Federal. Para quem não sabe, esse artigo proíbe a utilização de nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos. Em outras palavras, esse marketing do “empréstimo do Lula” é uma afronta direta à legalidade e um abuso descarado da máquina pública para fins eleitoreiros.
E os números? Bem, o governo comemorou como se tivesse descoberto a cura para todos os males. Em apenas três dias, o programa registrou mais de 40 milhões de simulações e cerca de 4,5 milhões de solicitações de proposta. Para os entusiastas do governo, isso é prova de sucesso. Mas vamos encarar a realidade: esses números só revelam o desespero de uma população que, massacrada pelas políticas econômicas desastrosas da esquerda, vê no empréstimo uma saída temporária para um problema que o próprio governo causou.
É uma velha tática da esquerda radical: primeiro, criam o caos – inflação, aumento de impostos, destruição do setor produtivo – e depois surgem com soluções milagrosas que não passam de paliativos perversos para manter o povo em estado de dependência eterna. E o pior? Eles ainda querem que você agradeça por isso. Afinal, o “empréstimo do Lula” é só mais uma peça no grande jogo de poder que a esquerda joga há décadas no Brasil: manter você preso ao Estado, sem autonomia, sem liberdade e, de preferência, sem questionar nada.
E por falar em questionar, alguém ainda se lembra do escândalo dos empréstimos consignados no governo petista? Pois é. Parece que a turma não aprende. No passado, essa “generosidade” resultou em irregularidades grotescas, favorecimento de bancos amigos e, claro, prejuízo para o trabalhador. Mas quem liga para isso, não é mesmo? Agora, a narrativa é a de que o governo Lula está “salvando” você da ganância dos agiotas. Só esqueceram de avisar que o novo agiota tem CNPJ estatal e licença para tomar um terço do seu salário todo mês.
Se há algo que a história já nos ensinou – e que os conservadores sabem muito bem – é que não existe almoço grátis. Por trás de cada programa “benevolente” do governo, há uma agenda de controle e dominação. O “Crédito do Trabalhador” nada mais é do que um novo instrumento para amarrar ainda mais os brasileiros à dependência estatal. Enquanto isso, a máquina pública continua inchada, os privilégios da elite política seguem intactos, e você, trabalhador, é quem paga a conta – com juros, correção monetária e a sua liberdade.
A esquerda brasileira, com seu cinismo característico, tenta pintar essa proposta como um ato de generosidade, mas não se engane. Trata-se de uma jogada política bem calculada para ampliar a influência do Estado sobre sua vida pessoal e, claro, garantir votos em futuras eleições. Eles querem que você se endivide, porque um cidadão endividado é um cidadão vulnerável e, portanto, mais fácil de controlar.
Enquanto a ministra Gleisi Hoffmann recomenda que você “pegue o empréstimo do Lula“, o governo segue expandindo seus tentáculos, intervindo em todas as áreas da sua vida. O que virá a seguir? Um programa de “alimentação do Lula” para combater a fome que as políticas petistas ajudaram a criar? Ou talvez um “aluguel do Lula” para aliviar o preço absurdo da moradia, que disparou sob a negligência do governo? Não se surpreenda. Esse é o manual da cartilha esquerdista: causar o problema, vender a solução e, no processo, aumentar o poder do Estado sobre você.
Portanto, ao ouvir a ministra sugerindo que você resolva seus problemas financeiros com um “empréstimo do Lula”, lembre-se: não existe empréstimo grátis, e muito menos altruísmo em Brasília. O que há é uma estratégia de poder que transforma sua dificuldade em moeda política. E se depender da esquerda, você continuará refém desse ciclo vicioso, enquanto eles, no conforto dos seus gabinetes, decidem como e quando você poderá respirar financeiramente. A verdade é simples: a esquerda não quer te libertar – ela quer te controlar. E, se você deixar, eles vão conseguir.