
Perceba o espetáculo de birra e histeria protagonizado por Lindbergh Farias, aquele que, de tão acostumado a governar pelo grito e pelo ataque, agora tenta nos convencer de que qualquer medida legítima contra Eduardo Bolsonaro é um complô. No X, o líder do PT e mestre em dramatizações, afirmou que o processo de cassação “nasce marcado pela parcialidade” porque o relator, Delegado Marcelo Freitas, ousou chamá-lo publicamente de amigo. Ora, o mundo do político esquerdista é tão previsível que chega a ser engraçado: amigo do relator? Favoritismo escandaloso! Mas e quando é ele que consegue uma liminar monocrática para se tornar elegível, mesmo condenado por improbidade administrativa por órgão colegiado e negado pelo STJ? Isso sim não é parcialidade? Isso sim não é benevolência sem limites aos amigos do PT? Mas, claro, quem olha de fora só vê o chilique de quem adora se colocar como vítima.
Segundo o advogado Jeffrey Chiquini, a situação do deputado Lindbergh é gravíssima e exemplifica exatamente o padrão de aparelhamento que ele finge combater. Condenado em primeira instância por improbidade administrativa, inelegível pelo prazo previsto na Lei da Ficha Limpa, o líder petista conseguiu, num passe de mágica judicial, ser declarado elegível por uma liminar de plantão concedida por um único desembargador do Rio de Janeiro, mesmo com o STJ negando sua liminar. Ou seja, enquanto Lindbergh chora nas redes sobre suposta parcialidade, ele próprio se beneficiou de um artifício judicial que só confirma o que Chiquini explica com precisão cirúrgica: “Esse cara não deveria estar na Câmara dos Deputados”. Mas está, e agora vocifera contra Eduardo Bolsonaro, a quem ele vê como inimigo político. O PT realmente conhece bem o velho ditado: aos amigos, benevolência; aos inimigos, punição máxima.
O mais cômico nessa ópera política é ver Lindbergh reclamar da imparcialidade de Marcelo Freitas, enquanto ele mesmo depende de uma liminar monocrática para manter seu mandato. A narrativa do deputado petista desmorona diante de fatos que não podem ser varridos para baixo do tapete: uma condenação por improbidade, indeferimento no STJ, e ainda assim, por obra de um “golpe de caneta”, está elegível para disputar eleições e fazer barulho contra adversários. É a perfeita ilustração de uma elite política que transforma o direito em espetáculo, e a moralidade em palanque ideológico.
Chiquini ainda contextualiza a gravidade institucional que se desenha nesse quadro: “O problema é que no Brasil a última instância de tudo é o STF, então você não tem para onde recorrer”. Ou seja, Lindbergh Farias sabe muito bem o caminho do poder: criar narrativas de perseguição enquanto opera nos bastidores para garantir seus privilégios. E, como se não bastasse, ainda aponta soluções quase fantásticas, como recorrer ao Tribunal Penal Internacional para contornar aquilo que considera injustiça interna. O que ele ignora, ou finge ignorar, é que o processo legítimo contra Eduardo Bolsonaro é parte de um sistema que, apesar de suas falhas e artifícios, ainda guarda algum resquício de ordem e legalidade — algo que Lindbergh, por conveniência, decide ignorar quando lhe convém.
A crônica do chilique do petista mostra mais do que birra: revela o aparelhamento institucional que ele próprio se aproveita. Ele clama por imparcialidade no Conselho de Ética, enquanto sua própria trajetória demonstra como o PT manipula instâncias para manter figuras questionáveis no poder. A cada tuíte de indignação, cada grito sobre justiça e democracia, Lindbergh escancara seu cinismo político. Ele se mostra confortável com exceções quando estas o beneficiam e indignado com a lei quando ela desafia sua narrativa. É o retrato de um líder que governa pelo direito de fazer barulho, mas vive de canetadas, liminares e artifícios jurídicos que garantem sua permanência no Congresso.
No fim, enquanto Lindbergh Farias tenta transformar uma eventual cassação de Eduardo Bolsonaro em escândalo nacional, a realidade é que ele mesmo não passaria pelo teste mais básico de coerência. A ironia é deliciosa: o PT governa pelo privilégio e se escandaliza com a normalidade. E nós, observadores atentos, vemos o teatro com clareza cristalina — uma mistura de hipocrisia, oportunismo e choradeira que só reforça a necessidade de olhar para além do discurso e entender quem realmente manipula o jogo político no Brasil.
Este é o cenário atual, e cada tweet do líder petista não passa de mais um capítulo de sua própria tragicomédia política, enquanto a população conservadora assiste e se pergunta: se ele reclama da parcialidade alheia, o que dizer da sua própria trajetória recheada de liminares milagrosas?
O processo de cassação de Eduardo Bolsonaro no Conselho de Ética já nasce marcado pela parcialidade. O relator escolhido, Delegado Marcelo Freitas (União-MG), o tratou publicamente como “amigo”. Como esperar isenção em julgamento com esse nível de proximidade?
— Lindbergh Farias (@lindberghfarias) September 26, 2025
Essa indicação… pic.twitter.com/x3rrUnMQXq
















