Lindbergh Farias expõe o desespero do governo em post no X ao distorcer a Constituição

Ah, Lindbergh Farias… o eterno revolucionário de boutique que trocou o boné do Fora Collor por um confortável terno de deputado

Por Notas & Informações

Ah, Lindbergh Farias… o eterno revolucionário de boutique que trocou o boné do Fora Collor por um confortável terno de deputado federal do PT-RJ. Agora, além de líder do PT na Câmara, decidiu virar um jurista de ocasião. Em um de seus devaneios digitados no X, aquele universo paralelo em que a esquerda acredita que ainda manda nos algoritmos, Lindbergh resolveu dar aula sobre o papel do Supremo Tribunal Federal, citando, com pompa e circunflexo, o artigo 102 da Constituição Federal de 1988.

Sim, senhoras e senhores, é esse mesmo Lindbergh — aquele que confundia passeata com micareta nos anos 90, que agora diz que o STF não pode ser “mediador informal entre Poderes”. Claro, claro… Desde que o STF não seja mediador contra os interesses do PT, né? Porque quando o tribunal silenciava adversários, engavetava pedidos incômodos e fazia vista grossa para escândalos envolvendo os amigos da estrela vermelha, aí sim ele estava cumprindo sua “missão constitucional”, não é mesmo, deputado?

Vamos refrescar a memória do nobre parlamentar com aquilo que parece lhe dar alergia: fatos. O artigo 2º da Constituição realmente consagra a separação dos Poderes. Mas quem há décadas vem promovendo a fusão promíscua entre Executivo, Legislativo e Judiciário, senão o próprio partido ao qual Lindbergh jurou fidelidade eterna? Desde que o PT descobriu que controlar o STF é mais eficiente que ganhar eleição, o Tribunal virou, aos olhos da militância, uma espécie de oráculo sagrado. Mas quando esse mesmo STF ousa contrariar os desejos da cartilha vermelha, aí o discurso muda: “Não é Poder Moderador!”. A incoerência, para a esquerda, é uma arte refinada.

E o mais cômico vem quando Lindbergh evoca o Império. Ah, o saudosismo é mesmo um veneno romântico para quem nunca leu história sem filtro ideológico. Ele tenta comparar a atuação do STF com o antigo Poder Moderador do Imperador Dom Pedro II, como se estivesse descobrindo a pólvora. A diferença é que, ao contrário dos imperadores da esquerda — que nomeiam ministros por afinidade ideológica — Dom Pedro, ao menos, lia os livros antes de dar palpite.

Agora, vamos ao cerne do chororô parlamentar: um decreto presidencial e um decreto legislativo disputando espaço no tabuleiro constitucional. Lindbergh alega, com ares de jurista de rodapé, que o STF erra ao suspender os dois simultaneamente. Ora, deputado, não era o senhor que gritava contra decretos “autoritários” quando vinham de presidentes não alinhados com sua ideologia? De repente, agora, decretos presidenciais se tornaram obras-primas da legalidade? É engraçado como o apreço pela “legalidade estrita” brota nos corações petistas só quando lhes convém.

Ele ainda tenta bancar o guardião da Lei de Responsabilidade Fiscal — isso sim é de cair da cadeira. O partido que quebrou o Brasil com “pedaladas” e rombos monumentais agora cita o artigo 113 do ADCT como se fosse cláusula pétrea da ética pública. A Lei 8.894/1994, que Lindbergh menciona com orgulho, foi totalmente ignorada nas gestões petistas quando o assunto era renúncia fiscal irresponsável — ou alguém esqueceu os bilhões torrados em isenções seletivas para grandes grupos amigos do poder?

Lindbergh, na sua epifania jurídica, afirma que o STF precisa de “coragem” para tomar decisões constitucionais, não para “equilibrar pressões políticas”. Ironia das ironias: é justamente esse STF — aparelhado em boa parte pelos governos petistas — que passou anos sendo pressionado, coagido e manipulado por essa mesma turma que agora cobra imparcialidade. É como o incendiário cobrando dos bombeiros mais rapidez, enquanto ainda segura o fósforo na mão.

A parte mais tragicômica, porém, é a súbita paixão do deputado pela supremacia da Constituição. O mesmo sujeito que defendeu a “ruptura democrática” durante o processo de impeachment de Dilma Rousseff, agora recita artigos como quem canta o hino nacional em cerimônia oficial. Deveria saber que a Constituição de 1988 — que ele hoje tenta usar como escudo — foi vilipendiada por anos pelo partido dele, que a tratava como panfleto reciclável. Foi com base nessa mesma Carta que o STF já decidiu, por exemplo, que corrupção sistêmica é crime contra a democracia — um detalhe que a bancada vermelha tenta esquecer todos os dias.

E, por falar em democracia, é sempre bom lembrar que a esquerda adora a palavra, mas detesta seu significado. Democracia, para eles, só é legítima quando o povo vota “certo”, ou seja, quando vota com o punho cerrado e o boné vermelho. Quando o povo escolhe presidentes de direita, aí dizem que “o sistema falhou”, que “a Constituição está em risco”, que “precisamos de mediação institucional”. É o velho jogo de inverter a lógica: se perder, muda as regras.

Lindbergh Farias representa a elite decadente de uma esquerda que parou no tempo. Vive de nostalgia revolucionária, mas anda de carro blindado. Prega justiça social, mas nunca abriu mão de um privilégio parlamentar. Fala em Constituição, mas só quando é conveniente. Seu post no X é um retrato do desespero de quem percebeu que perdeu o controle da narrativa — e da institucionalidade.

A verdade é que o Brasil cansou do discurso ensaiado, do teatro cívico, da pose de indignado profissional. Cansou da hipocrisia em alta definição. A Constituição não precisa ser recitada por oportunistas. Ela precisa ser respeitada — e isso, convenhamos, nunca foi o forte da esquerda.

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