Lucros das estatais despencam 41% e expõem fracasso da gestão Lula em 2024

O Brasil atravessa mais uma etapa de retrocesso econômico sob a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva. A queda acentuada

Por Notas & Informações

O Brasil atravessa mais uma etapa de retrocesso econômico sob a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva. A queda acentuada nos resultados das estatais, revelada em dados oficiais, expõe a falácia do discurso de prosperidade vendido pelo atual governo. A reportagem de Yasmin Alencar, publicada na Revista Oeste, mostra de forma objetiva que o lucro líquido consolidado das empresas controladas pela União despencou 41% em 2024, em grande parte devido ao desempenho alarmante da Petrobras. Em apenas um ano, a maior empresa estatal do país reduziu seus ganhos de R$ 125 bilhões em 2023 para meros R$ 37 bilhões em 2024. É um recuo que revela não apenas má gestão, mas a clara politização de uma companhia que deveria estar blindada contra interesses eleitorais e ideológicos.

O resultado é um retrato fiel do que ocorre sempre que governos de viés populista decidem transformar ativos estratégicos em instrumentos de barganha política. O aumento do faturamento agregado das estatais, que atingiu R$ 1,3 trilhão, não pode encobrir a deterioração do lucro e a corrosão de resultados que, em última instância, refletem na confiança de investidores e na capacidade de o Brasil manter uma posição competitiva em escala global. A Petrobras, responsável por boa parte da arrecadação nacional e vetor fundamental de investimentos, foi reduzida a um projeto de governo, em que critérios técnicos cedem espaço a interesses de grupos políticos e a agendas de curto prazo.

O relatório do Ministério de Gestão e Inovação em Serviços Públicos mostra que os investimentos das estatais cresceram 44%, alcançando R$ 96 bilhões. À primeira vista, poderia parecer um sinal positivo. Mas um olhar mais crítico revela um movimento típico de governos que buscam maquiar números: aumento de investimentos sem clareza de retorno, como forma de inflar discursos oficiais. A ampliação de ativos para R$ 6,7 trilhões, um crescimento de 10,9% em relação a 2023, esconde o fato central de que a rentabilidade, verdadeiro termômetro da saúde financeira de qualquer empresa, caiu em ritmo preocupante.

O pagamento de R$ 152,5 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio, com R$ 72,1 bilhões destinados diretamente à União, também não deve ser visto como sinal de vitalidade. Em muitos casos, dividendos elevados em meio a queda de lucro indicam que se está sangrando o caixa para sustentar um Estado cada vez mais pesado e ineficiente, em vez de permitir que as companhias se fortaleçam, invistam com racionalidade e cresçam de maneira sustentável. A arrecadação de R$ 228,3 bilhões em tributos ao longo de 2024, equivalente a 6% do total do país, mostra ainda mais claramente a dependência do governo em usar estatais como fonte de caixa, sem qualquer visão de futuro.

É exatamente nesse ponto que a política econômica de Lula se revela uma armadilha para o próprio país. Em vez de proteger empresas estratégicas, garantindo autonomia e previsibilidade, o governo insiste em tratá-las como se fossem departamentos de sua máquina política. O caso da Petrobras é emblemático. A substituição de gestores alinhados com uma visão de mercado por quadros afinados com interesses políticos é um fator central para explicar a queda drástica no lucro. A estatal volta a ser palco de interferências que, historicamente, já custaram caro à sociedade brasileira. O fantasma do intervencionismo, que no passado levou à perda de centenas de bilhões em valor de mercado, retorna com força total.

Para além dos números, a queda no desempenho das estatais sinaliza um Brasil cada vez menos confiável para investidores internacionais. O discurso ideológico do governo, que insiste em usar a retórica da soberania para justificar medidas intervencionistas, não encontra respaldo em um mundo globalizado e competitivo. Empresas estatais eficientes poderiam ser o motor de desenvolvimento e inovação, mas, quando usadas como braço político, tornam-se fonte de desperdício, de insegurança jurídica e de atraso.

É preciso ressaltar que a queda de 41% no lucro não é apenas uma estatística fria. Ela representa menos recursos para investimentos estruturantes, menos credibilidade no mercado e um recado claro para quem acompanha o ambiente econômico do Brasil: o país está novamente se distanciando das boas práticas de governança. O contraste com 2023 é gritante. Enquanto a Petrobras e outras estatais apresentavam resultados sólidos, sustentados por gestão mais técnica, hoje o cenário é de declínio, incerteza e fragilidade.

Em governos conservadores, a lógica costuma ser a oposta. Busca-se proteger o interesse público sem sufocar o potencial de crescimento das estatais. A disciplina fiscal e a independência técnica se tornam pilares para assegurar resultados consistentes. Já na visão populista que norteia o atual governo, prefere-se sacrificar o longo prazo em troca de ganhos políticos imediatos. É uma escolha que sempre cobra seu preço, como mostram os próprios números agora expostos.

O Brasil precisa urgentemente retomar o caminho da responsabilidade. Não é aceitável que empresas estratégicas sejam tratadas como instrumentos de propaganda ou como cofres abertos para sustentar gastos descontrolados. A realidade dos lucros despencando deveria servir de alerta não apenas para economistas e empresários, mas para cada cidadão que, no fim das contas, é quem arca com os custos de uma gestão equivocada. A lição está diante de todos: quando se mistura ideologia com economia, quem perde é o país.

Se Lula e seus aliados acreditam que podem continuar nessa trajetória sem consequências, a história certamente mostrará o contrário. O desmanche dos resultados das estatais é apenas o início de um ciclo que, se não for interrompido, poderá comprometer gerações. É a repetição de velhos erros que o Brasil já não deveria mais tolerar. A análise de Yasmin Alencar é um alerta claro: ou se muda a rota agora, ou estaremos condenados a reviver mais uma década perdida.

Com informações Revista Oeste

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