Lula afirma apagão no Orçamento a partir de 2027

Você, que acompanha os bastidores da política com atenção e ceticismo saudável, sabe que quando o governo Lula diz que “há

Por Notas & Informações

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Ministro da Fazenda, Fernando Haddad

Você, que acompanha os bastidores da política com atenção e ceticismo saudável, sabe que quando o governo Lula diz que “há risco de apagão na máquina pública a partir de 2027”, não está fazendo um alerta republicano. Está fazendo uma confissão. E o mais grave: com três anos de antecedência. Se até a Folha de S.Paulo, com seu entusiasmo notório por qualquer projeto esquerdista, trouxe o assunto na voz da jornalista Idiana Tomazelli, é porque o cenário é ainda mais sombrio do que querem admitir.

Vamos ser sinceros? Quando a manchete diz que “o governo Lula indica risco de apagão no Orçamento”, a tradução é simples: você vai pagar a conta do desgoverno, de novo. O enredo é o de sempre: irresponsabilidade fiscal, promessas populistas, emendas parlamentares trocadas por apoio, e uma bomba relógio chamada precatórios, armada para explodir no colo do próximo presidente. Mas não se engane — a culpa já tem dono.

Você pode até estar cansado de ler sobre arcabouço fiscal, PLDO, limite de gastos e outras siglas pomposas criadas para esconder a realidade: o dinheiro acabou e ninguém em Brasília parece disposto a parar de gastar. Segundo o próprio governo, em 2027 — ou seja, logo ali — o orçamento discricionário encolherá de R$ 208,3 bilhões para R$ 122,2 bilhões. E o que sobra, meu amigo, vai direto para o balcão do toma-lá-dá-cá das emendas parlamentares. Sobrarão míseros R$ 65,7 bilhões para o Executivo tocar o Brasil inteiro. Isso mesmo. Enquanto a elite política alimenta seus acordos e conchavos, você fica com a conta da luz mais cara, rodovias esburacadas, filas no SUS e escolas caindo aos pedaços.

Sabe o que isso significa na prática? Que o próximo presidente, seja ele quem for, receberá um país travado, engessado, estrangulado financeiramente. Tudo isso em nome de um modelo de governo que prefere agradar aliados e manter o controle político a qualquer custo. E você, eleitor conservador, que defende um Estado eficiente, transparente e limitado — está vendo o Estado ser sequestrado por uma máquina insaciável que gasta, promete e destrói.

A Idiana Tomazelli, da Folha, descreve com precisão cirúrgica: o arcabouço fiscal — aquele que seria a “salvação” da economia, segundo o ministro Fernando Haddad — já nasce moribundo. A reinclusão dos precatórios no teto de gastos compromete tudo. O secretário de Orçamento Federal, Clayton Montes, admitiu em coletiva que o valor disponível “não comporta todas as necessidades do Poder Executivo”. Traduzindo do lulês para o português: nem o básico da administração pública poderá ser garantido.

E como o governo reage a esse cenário caótico? Com a ausência. Literalmente. Como apontou a matéria da Folha, os principais nomes da Fazenda e do Planejamento nem apareceram na coletiva. “Questão de agenda”, disseram. Pois é… enquanto o país caminha para a falência programada, os gestores somem. Deve ser difícil mesmo encarar de frente a própria incompetência.

A tragédia anunciada para 2027, infelizmente, não para por aí. Em 2028, o cenário será ainda mais desolador: só R$ 1,5 bilhão fora das amarras das emendas parlamentares. E, em 2029, só R$ 8,9 bilhões para todo o funcionamento da máquina pública. Isso, meu caro leitor, não sustenta nem o cafezinho dos ministérios, quanto mais políticas públicas estruturantes.

Ah, mas o governo Lula vai resolver, certo? Vai mandar uma proposta, rever as regras, achar uma solução. Só que não. Nas palavras do próprio secretário Montes, “no momento não tem discussão” sobre isso. As conversas nem começaram. Em plena metade do segundo ano de mandato, o governo ainda está “analisando” o problema que ele mesmo causou. Que eficiência exemplar!

E não pense que essa conta foi herdada. Muito pelo contrário. Ela foi criada e alimentada pelo próprio PT, com sua obsessão por gastança e populismo barato. As decisões tomadas nos últimos anos — como o acordo com o STF que empurrou os precatórios para fora do teto até 2026 — foram convenientes eleitoralmente, mas devastadoras a médio prazo. Uma verdadeira engenharia do desastre. Em 2027, a “farra do precatório” volta com tudo, e com ela a certeza de que o governo Lula jogou o futuro do Brasil na lata de lixo para garantir um presente eleitoral favorável.

Lembra quando culparam Bolsonaro e Guedes, em 2022, por cortes em programas como a Farmácia Popular? Pois agora é Lula quem está entregando ao próximo presidente um orçamento sem espaço até mesmo para as emendas dos congressistas — aquelas que garantem os acordos políticos no Congresso. Ou seja, até o próprio sistema de sustentação do petismo no poder corre risco. E isso, talvez, seja o único ponto positivo da catástrofe anunciada.

Veja bem: o governo já cogita, timidamente, retirar os precatórios do limite de despesas do arcabouço. Ou seja, alterar a regra que ele próprio impôs há menos de dois anos. É como se o comandante do navio, em pleno naufrágio, decidisse mudar o mapa de navegação — mas só depois que todos já estivessem afundando.

Você, conservador, que defende a responsabilidade fiscal, o respeito às leis e o compromisso com as futuras gerações, precisa estar atento. O que está acontecendo não é técnico, é ideológico. O lulismo nunca acreditou em limite de gastos, nunca teve compromisso com a austeridade, nunca quis um Estado enxuto e funcional. O projeto é outro: um Leviatã inchado, dominado por burocratas e sustentado por você — trabalhador, empresário, pagador de impostos.

O Brasil que emerge do terceiro mandato de Lula é um país ameaçado por uma crise orçamentária fabricada, uma economia amarrada por regras frouxas e interesses partidários, e uma sociedade cada vez mais refém da ineficiência estatal. E o pior: o governo tem plena consciência disso e não move uma palha para corrigir o rumo.

Não se trata mais de uma disputa entre modelos de gestão. Trata-se da sobrevivência de um país inteiro diante da irresponsabilidade sistemática de um grupo político que já provou inúmeras vezes que prefere a ideologia ao bom senso, o populismo ao planejamento, o controle ao progresso.

Em 2026, o Brasil terá uma nova chance de escolher. E que fique claro: quem apoiar a continuidade desse modelo estará assinando embaixo da falência moral e fiscal do nosso país.

E você, vai assistir calado ao nascimento de mais uma crise anunciada? Vai aceitar que decidam por você onde o dinheiro público deve ser enterrado? Ou vai se levantar, informar-se, participar e defender um futuro diferente, baseado na liberdade, na responsabilidade e na verdade?

A escolha é sua. Mas lembre-se: não haverá desculpas em 2027.

Com informações Folha de S.Paulo

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