Lula anuncia bilhões contra crime na fronteira, mas tenta livrar seus aliados da CPMI do INSS

O artigo da Gazeta do Povo, intitulado “Governo promete nova estratégia bilionária contra crime organizado na fronteira”, parece mais uma daquelas

Por Notas & Informações

O artigo da Gazeta do Povo, intitulado “Governo promete nova estratégia bilionária contra crime organizado na fronteira”, parece mais uma daquelas histórias de pescador contadas na beira do rio: quanto mais Lula abre a boca, maior fica o peixe. O homem que transformou o Brasil em piada internacional agora aparece como o paladino da segurança pública. Sim, Lula, aquele que prefere posar de líder revolucionário em encontros internacionais do que encarar a dura realidade de um país sequestrado pelo crime organizado. Agora, de repente, surge com promessas bilionárias para enfrentar facções na fronteira. Que conveniente.

A narrativa é quase poética: o fórum em Foz do Iguaçu reúne ministros, especialistas e, claro, toda a turma dos discursos prontos para “reduzir vulnerabilidades” e “fortalecer a cooperação”. O problema é que o Brasil já ouviu essa ladainha antes. Aliás, o PT é especialista em fóruns, encontros e debates: todos eles regados a discursos emotivos, cafés caros e notas fiscais generosas para os cofres públicos. No fim, o crime segue mais forte, as fronteiras continuam abertas e os cidadãos permanecem reféns. O teatro é o mesmo, só o cenário muda.

A tal estratégia bilionária que Lula promete soa mais como o velho truque da mágica petista: criar ministérios inúteis, inventar cargos de confiança e distribuir dinheiro público como quem distribui pipoca em festa de bairro. A pergunta óbvia é: se o Estado já perdeu o controle para 72 organizações criminosas, como a própria Gazeta do Povo apontou, o que Lula fará de diferente agora? Criará uma CPMI do crime? Chamará o MST para cuidar da segurança nas fronteiras? Ou talvez coloque Mercadante para dar palestras de “desenvolvimento sustentável” para os traficantes?

É incrível como Lula e sua turma conseguem vender ilusões com uma naturalidade impressionante. O ministro da Defesa cita a Operação Ágata como exemplo de cooperação. O BNDES, aquele mesmo banco usado historicamente como caixa eletrônico do PT para ditaduras amigas, agora promete ser o herói que vai investir milhões em infraestrutura para evitar que o crime avance. O detalhe é que, enquanto falam em bilhões e fóruns, cerca de 23 milhões de brasileiros vivem em áreas dominadas por facções. Mas, claro, para Lula, o importante é a narrativa, não os fatos.

A cereja do bolo é quando surge a defesa de que o “desenvolvimento econômico” é o grande antídoto contra o crime. É a velha receita socialista: a culpa nunca é do bandido, mas da falta de oportunidades. O traficante que domina bairros inteiros e controla rotas internacionais, na visão do governo, só precisa de um empréstimo do BNDES e um programa de cooperativismo para virar empreendedor social. É quase um conto de fadas progressista: em vez de armas, o criminoso terá acesso a linhas de crédito e palestras motivacionais. Quem sabe até uma bolsa “facção família”.

Enquanto isso, no Congresso, o PT dança conforme a música da CPMI do INSS, tentando controlar investigações sobre fraudes que sangram os cofres da Previdência. A Gazeta do Povo mostra claramente a “dança das cadeiras” promovida pelo Planalto para garantir maioria governista. Ora, se o governo precisa articular manobras sujas para blindar Lula de acusações de desvio em aposentadorias, como esperar que esse mesmo governo tenha autoridade moral para enfrentar o crime organizado? A lógica é simples: quem não consegue cuidar da própria base no Congresso não tem condições de cuidar das fronteiras de um país de dimensões continentais.

O mais irônico é ver os ministros falando em consolidar uma “Política Nacional de Fronteiras”, como se isso fosse uma invenção revolucionária. Desde quando proteger fronteiras deixou de ser prioridade de qualquer nação séria? Mas, no Brasil de Lula, o óbvio vira promessa, e a promessa vira manchete. Tudo isso embalado em discursos sobre direitos humanos e integração regional. Na prática, o que se vê é o Estado encolhendo diante das facções, enquanto o governo infla de retórica e maquiagem.

O grande espetáculo petista sempre foi esse: transformar tragédia em marketing. O crime organizado cresce porque o Estado, historicamente aparelhado por governos de esquerda, fechou os olhos para a realidade. E agora, quando o monstro já tomou corpo, Lula aparece como o salvador que promete bilhões. É quase engraçado: o mesmo partido que desmontou estruturas de combate ao crime, que fragilizou a Polícia Federal em momentos críticos e que preferiu negociar com ditaduras estrangeiras, hoje se apresenta como autoridade máxima em segurança.

Mas talvez o que mais incomode não seja apenas a hipocrisia, e sim a certeza de que boa parte da população ainda cai nessa encenação. O cidadão comum, cansado da violência diária, escuta a palavra “bilhões” e pensa que finalmente algo vai mudar. Mas a verdade é que esses bilhões provavelmente terão o mesmo destino de tantos outros: alimentar a máquina partidária, financiar ONGs alinhadas ideologicamente e sustentar um sistema que sobrevive da mentira.

Lula, com seu estilo messiânico, tenta mais uma vez vender esperança onde só há abandono. Enquanto isso, as facções seguem ditando regras, as fronteiras permanecem escancaradas e os brasileiros assistem ao espetáculo da incompetência travestida de plano estratégico. No fim das contas, a única estratégia real do governo é perpetuar-se no poder, usando a desgraça nacional como combustível para discursos. E nisso, convenhamos, o PT é imbatível.

Com informações Gazeta do Povo

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