
Lá está ele outra vez, o eterno messias do caos, o homem que se apresenta como porta-voz da justiça mundial, mas que sequer consegue manter a própria casa em pé. Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente que adora se fantasiar de estadista internacional, resolveu mais uma vez soltar pérolas na internet, proclamando sua importância em uma cúpula do BRICS. Segundo ele, os poderosos do planeta se reúnem para atender ao “Sul Global”, esse conceito vago e romântico que serve para disfarçar o fato de que muitos países que se escondem sob esse guarda-chuva são reféns da corrupção, da incompetência estatal e do populismo barato. Mas claro, Lula se acha o embaixador oficial desses “oprimidos”. Que conveniente, não?
É quase engraçado ver o discurso sobre uma “ordem internacional mais justa, equilibrada e inclusiva”. Logo ele, o mesmo homem que preside um Brasil mergulhado na desordem, com violência subindo, economia patinando e uma máquina pública sugando cada centavo do trabalhador. Lula falando de equilíbrio internacional é como um incendiário discursando sobre segurança contra incêndios. Mas a retórica, essa ele domina. É só repetir meia dúzia de chavões e pronto: a esquerda global se derrete, aplaudindo um homem que nunca passou da figura de sindicalista inflado por um marketing político agressivo.
O detalhe que ninguém comenta é que Lula adora falar de “reforma das instituições internacionais”, mas na prática, sua ideia de reforma é a mesma de sempre: enfraquecer o que funciona, destruir o que tem alguma credibilidade e substituir por uma versão regida por ditaduras amigas, populistas de estimação e regimes autoritários que ele idolatra. Afinal, que bela “justiça internacional” é essa quando você coloca na mesma mesa China, Rússia e Irã para ditar os rumos da humanidade? Lula vende essa visão como inclusão, mas no fundo é só submissão às tiranias que ele tanto respeita.
E, claro, o discurso de Lula sobre “multilateralismo” vem carregado daquela boa e velha ingenuidade que só engana quem já gosta dele. O presidente insiste em um modelo onde todos os países sentam juntos, dão as mãos e resolvem os problemas coletivamente. Parece até roteiro de filme infantil. Só que o mundo real não funciona assim. Na prática, as grandes potências usam o BRICS como palanque para seus próprios interesses, e o Brasil, com Lula à frente, não passa de um coadjuvante barato que acha que é protagonista. É patético. Enquanto o presidente posa como herói do “Sul Global”, a China e a Rússia riem nos bastidores, aproveitando o Brasil como massa de manobra.
A convite do Governo Brasileiro, o BRICS, mais uma vez, se reuniu na data de hoje. Em cúpula virtual, discutimos sobre a necessidade de avançar rumo a uma ordem internacional mais justa, equilibrada e inclusiva, que seja capaz de responder de maneira mais eficaz às demandas do… pic.twitter.com/sXCE9vJGDb
— Lula (@LulaOficial) September 8, 2025
Lula também fala em “paz” e “soluções coletivas”. Ora, esse é o mesmo homem que se recusa a condenar ditaduras que oprimem seus povos, que relativiza crimes de guerra e que insiste em tratar criminosos internacionais como parceiros de diálogo. Paz, no vocabulário de Lula, é apenas a ausência de cobranças sobre seus amigos políticos. É o silêncio conveniente diante da barbárie quando ela é cometida pelos que ele considera “companheiros de luta”. Quem não se lembra de suas declarações desastrosas sobre a guerra da Ucrânia, onde tentou relativizar a invasão russa? É esse o “pacificador” que se apresenta ao mundo.
O mais trágico é perceber que Lula usa essas falas internacionais para distrair o brasileiro comum. Enquanto o cidadão sofre com inflação de alimentos, aumento de impostos e insegurança nas ruas, ele posa de estadista preocupado com os rumos do planeta. É o velho truque: desviar a atenção do fracasso interno inventando um protagonismo externo que só existe na cabeça dele e na propaganda do Planalto. E, pasme, ainda há quem caia nesse conto de fadas.
Esse discurso açucarado sobre “justiça internacional” serve, na verdade, como ferramenta para fortalecer seu projeto político pessoal. Lula não está preocupado com o povo brasileiro, tampouco com o tal Sul Global. Sua prioridade é construir uma narrativa onde ele aparece como voz da esperança, enquanto pavimenta alianças com regimes que o ajudarão a manter poder e influência. A esquerda internacional, claro, aplaude de pé, pois enxerga nele um útil idiota disposto a repetir suas teses globalistas. E o povo brasileiro, que paga essa conta, fica para trás.
A ironia maior é ver um político condenado por corrupção, que voltou ao poder por um arranjo judicial suspeito, querer dar lições de ética mundial. Lula posa de arquiteto da paz e da ordem global, mas não consegue sequer organizar as contas públicas do Brasil sem enfiar a mão no bolso do contribuinte. Fala de equilíbrio, mas governa com base no toma-lá-dá-cá mais descarado da história. Fala de inclusão, mas trata opositores com desprezo e tenta censurar vozes conservadoras. É uma comédia de mau gosto.
No fim das contas, o discurso de Lula no BRICS não passa de mais um capítulo da novela onde ele é sempre o herói incompreendido. Ele fala bonito, posa para fotos, distribui frases de efeito e vende ao mundo uma imagem de estadista que simplesmente não corresponde à realidade. O Lula real é o mesmo de sempre: um populista disfarçado de visionário, que usa o palco internacional como cortina de fumaça para esconder sua incapacidade de governar de forma séria, honesta e responsável. E o pior é que, enquanto ele encena esse papel farsesco, o Brasil paga a conta, e o povo, mais uma vez, fica à margem.
















