Lula critica foto de negro sem dentes expondo seu preconceito em discurso

Durante visita a Sorocaba, no interior paulista, Luiz Inácio Lula da Silva, o eterno vendedor de narrativas e dono do maior

Por Notas & Informações

Durante visita a Sorocaba, no interior paulista, Luiz Inácio Lula da Silva, o eterno vendedor de narrativas e dono do maior talento já visto para transformar gafes em “história oficial”, decidiu abrir a boca para mais uma de suas pérolas. Segundo reportagem da jornalista Yasmin Alencar, da Revista Oeste, o presidente resolveu contar que, em uma visita à Alemanha, ficou indignado com um material publicitário do próprio governo federal. A revista trazia a foto de um homem negro, alto, sem dentes, sorridente, ao lado de uma mulher de aparência europeia. E o que Lula fez diante disso? Adivinhe: declarou que aquela imagem era… preconceituosa. Sim, senhoras e senhores, na mente iluminada do líder petista, o preconceito não estava em seus próprios lábios ao dizer “um cara sem dente e ainda negro”, mas sim no fato da foto existir. A genialidade desse raciocínio daria inveja até em manuais de relativismo pós-moderno.

É curioso notar que Lula, o “pai dos pobres” e “defensor dos oprimidos”, não perdeu a oportunidade de fazer exatamente aquilo que acusa os outros: desumanizar. Afinal, o problema não era o retrato de um brasileiro real, mas sim o incômodo de mostrar ao mundo que o Brasil não é a Escandinávia tropical que ele adora vender em discursos melosos. Para Lula, representar o país com um homem negro sem dentes era feio demais para o marketing internacional. Melhor um “camarada com dente”, como ele mesmo resumiu, porque o que importa não é a pessoa, mas a estética que agrada o paladar socialista de champagne.

O mais irônico é que o mesmo Lula que se revolta contra a “imagem preconceituosa” foi quem cunhou uma das frases mais discriminatórias já ditas por um presidente em pleno exercício: “um cara sem dente e ainda negro”. Note o “ainda”. Como se ser negro fosse um agravante, um bônus na escala de problemas. Mas claro, para os militantes de plantão, tudo não passa de “contexto”. O rei do vitimismo pode tudo, inclusive dizer exatamente aquilo que qualquer outro político seria crucificado por pronunciar.

Para tentar dourar a pílula, o petista correu para emendar a narrativa: disse que aquele episódio foi uma inspiração para a criação do programa Brasil Sorridente, lá em 2004. Olha só que coincidência conveniente. Ou seja, depois de soltar uma frase carregada de preconceito, Lula nos conta que, na verdade, aquilo foi apenas o estopim para uma política pública transformadora. É quase como se dissesse: “Eu não fui preconceituoso, eu apenas tive uma epifania odontológica”. Talvez devêssemos agradecer pela ofensa, já que, sem ela, segundo a lógica petista, os brasileiros jamais teriam recebido atendimento odontológico. Genial.

E como todo bom discurso populista precisa de números para dar verniz de grandeza, Lula aproveitou o ensejo para anunciar, com pompa e circunstância, a entrega de 400 unidades odontológicas móveis, um investimento de R$ 153 milhões do Novo PAC Saúde. O discurso, como sempre, é grandioso: “1,4 milhão de pessoas beneficiadas, de Norte a Sul”. O problema é que, enquanto Lula sorri para as câmeras inaugurando vans dentárias, o povo continua sem acesso a hospitais decentes, filas do SUS intermináveis e médicos fugindo da rede pública. Mas isso, claro, não vem ao caso. Importante mesmo é vender a imagem de que, se não fosse ele, o brasileiro estaria condenado a sorrir banguela até o fim dos tempos.

E o Nordeste, como sempre, foi o palco preferido da bondade lulista. Segundo o governo, 207 veículos foram enviados para lá. Uma estratégia nada inocente, afinal, trata-se do curral eleitoral onde Lula se sustenta há décadas. É quase um “toma que o dentista é teu” em troca de votos garantidos. Nada mais coerente com quem enxerga o povo como massa de manobra, reduzida a estatística de eleição.

Mas voltemos ao ponto central: a fala em Sorocaba não é apenas mais uma gafe de Lula. Ela é um retrato escancarado da mentalidade da esquerda brasileira. Enquanto pregam diversidade em palanques e universidades, na prática se incomodam com a realidade do povo simples. Um homem negro, sorrindo sem dentes? Para Lula, isso não representa o Brasil. O Brasil, para ele, é o Brasil da propaganda — onde o operário virou mito de mármore, onde os problemas são todos resolvidos em programas sociais com nomes bonitinhos e slogans marketeiros. A realidade concreta, essa que fede e dói, precisa ser apagada. Afinal, não pega bem mostrar a cara verdadeira do país enquanto se pede aplausos em Berlim.

A reação do público conservador a essa fala só confirma o óbvio: Lula não passa de um ator decadente em busca de aplausos fáceis, que tropeça na própria língua e revela o que realmente pensa. Não há progressismo nenhum em suas palavras, apenas um elitismo travestido de preocupação social. É aquele velho ditado: o lobo pode vestir pele de cordeiro, mas, de vez em quando, o uivo escapa.

Yasmin Alencar, ao relatar esse episódio na Revista Oeste, fez mais do que uma reportagem política. Fez um registro histórico da hipocrisia em carne viva. Mostrou o presidente que, enquanto grita contra preconceitos imaginários, não hesita em escancarar um preconceito real e cru. Mostrou o homem que se diz do povo, mas que rejeita o povo de verdade quando a imagem não favorece sua biografia de messias vermelho.

E no fim, resta a pergunta incômoda: se Lula, o “pai dos pobres”, despreza a imagem de um brasileiro comum por não ter dentes e por ser negro, quem, afinal, ele acredita representar? Talvez a resposta esteja na sua obsessão em desfazer revistas, trocar fotos e inventar narrativas. Porque no mundo de Lula, o Brasil real é um detalhe incômodo que precisa ser escondido atrás de um sorriso artificial — desde que, é claro, com dentes e bem posado para a propaganda internacional.

Com informações Revista Oeste

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