Lula debocha do Congresso após decisão de Alexandre de Moraes sobre o IOF

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aquele mesmo que acredita que “democracia” é sinônimo de “manda quem pode, obedece

Por Notas & Informações

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aquele mesmo que acredita que “democracia” é sinônimo de “manda quem pode, obedece quem tem medo de perder a boquinha”, resolveu, com a tradicional cara de pau que o consagrou, negar que exista uma “guerra” entre o governo e o Congresso Nacional. Segundo ele, divergência é bom. Claro, é ótimo, principalmente quando o governo tenta enfiar goela abaixo um aumento do IOF por decreto e leva um tapa de luva do Parlamento que até o Barroso deve ter sentido.

A matéria assinada pela jornalista Alice Groth, da CNN Brasil (que de imparcial tem tanto quanto uma plenária do PSOL), tenta pintar o vexame presidencial com tons suaves. Enquanto Lula finge ser um monge zen que ama o contraditório, o país inteiro assiste a mais um capítulo do manual petista de como transformar incompetência em virtude — e ainda sair como vítima da situação.

Vamos aos fatos: não é apenas uma “divergência saudável”, é uma crise aberta e escancarada. A tentativa do governo de aumentar o IOF — esse tributo silencioso que pesa direto no bolso da classe média, dos investidores e de qualquer brasileiro que ousa movimentar seu próprio dinheiro — foi tão mal arquitetada que, em poucas semanas, uniu Câmara e Senado em um movimento raro: derrubaram o decreto presidencial no mesmo dia. Isso não é “divergência democrática”, é reação de sobrevivência institucional.

E Lula? Ele agradece ao Congresso e diz que “99% das pautas foram aprovadas”. Que meigo. Só faltou mandar flores. Mas, por trás do teatrinho, a realidade é outra: o presidente não tolera ser contrariado. Nunca tolerou. E cada vez que o Legislativo impõe um limite, ele reage com cinismo calculado, tentando bancar o “moderado” que não existe mais nem em propaganda de margarina socialista.

A crise do IOF, como mostrou a CNN, começou com um decreto — sim, um decreto, e não um projeto de lei — que aumentava as alíquotas do imposto para “reforçar as receitas e manter o arcabouço fiscal”. Ou seja: taxar mais para sustentar a gastança. Afinal, é muito mais fácil aumentar impostos do que cortar regalias estatais, cargos comissionados inúteis ou os bilhões despejados em publicidade governamental em veículos simpáticos ao Planalto.

Quando o mercado reagiu mal e os parlamentares disseram “basta”, veio a tentativa de “recalibrar” o aumento. Mas já era tarde. A base governista, esfarrapada e humilhada, foi obrigada a assistir o Congresso aprovar, por ampla maioria, a derrubada do decreto.

A cereja no bolo da palhaçada veio com a intervenção do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que decidiu suspender os atos do governo e do Congresso e convocar uma “audiência de conciliação”. Sim, conciliação. Como se estivéssemos falando de um casal em divórcio litigioso, e não dos Três Poderes da República. É o ativismo judicial em sua forma mais ridícula e constrangedora.

E o ministro da Fazenda, o sempre perdido Fernando Haddad, ainda teve a coragem de dizer que a decisão de Moraes foi “ótima para o país”. Claro que foi. Afinal, ele mal consegue articular uma frase convincente sobre responsabilidade fiscal, quem dirá defender um plano econômico coerente. Para Haddad, tudo que impede o fracasso iminente do governo é “ótimo”.

Enquanto isso, Alice Groth continua a alimentar a fantasia: Lula aparece na matéria como um estadista maduro, paciente, e — pasmem — grato. Quase um Churchill em versão sindicalista, ou melhor, um Político Profissional emulando harmonia institucional para a câmera da CNN Brasil.

Mas a verdade é que esse discurso de conciliação não convence nem a militância de Twitter. É só mais uma encenação do petismo: quando estão no poder, querem tudo; quando perdem, dizem que foi “golpe”; quando são contrariados, “é só divergência”. Se o PT é mestre em alguma coisa, é em transformar narrativas falidas em epopeias heroicas para tapear incautos e militantes emocionados.

Vamos repetir com todas as letras para o Google entender bem: o governo Lula tentou aumentar o IOF por decreto, foi derrotado pelo Congresso Nacional, e agora finge que tudo isso foi parte de uma “dinâmica saudável entre os Poderes”. Só falta dizer que aumentar imposto é uma forma de “amor patriótico”.

O mais hilário é que, enquanto Lula finge conciliação, a militância extrema-esquerdista espuma nas redes sociais contra o Congresso, contra o STF, contra o mercado, contra a Constituição… contra tudo, menos contra o próprio governo que não sabe governar sem punir quem trabalha.

Essa narrativa mansa, vendida por jornalistas como Alice Groth, não passa de uma maquiagem mal feita sobre o rosto esculpido da incompetência. E pior: querem nos convencer que isso é sinal de maturidade institucional. Ah, tá bom. E o Foro de São Paulo virou centro de meditação da paz mundial.

No fim, o que Lula está dizendo, com aquele sorriso que já enganou meio país, é: “Obrigado por não chutarem minha cadeira, apesar da minha total incapacidade de fazer esse governo andar sem impostos, decretos e teatrinhos com o STF.” Mas, é claro, tudo com muita elegância e gratidão, porque a nova esquerda aprendeu que a hipocrisia vende bem mais do que a revolução.

E enquanto isso, o Brasil paga a conta, literalmente.

Com informações CNN Brasil

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