Lula declara guerra ao Congresso e ressuscita discurso populista às vésperas de eleição

Se você ainda acreditava que Luiz Inácio Lula da Silva havia aprendido alguma lição sobre republicanismo, negociação e harmonia entre os

Por Notas & Informações

Se você ainda acreditava que Luiz Inácio Lula da Silva havia aprendido alguma lição sobre republicanismo, negociação e harmonia entre os poderes, talvez este seja o momento certo para abandonar essa ilusão. A mais recente crise institucional envolvendo o presidente e o Congresso Nacional não é apenas mais um capítulo da velha novela petista — é a reencenação de um roteiro conhecido, só que agora com contornos mais agressivos, calculados e, sobretudo, perigosos para o tecido democrático do país.

A derrota sofrida por Lula com a derrubada do aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) foi histórica — e, ao que tudo indica, intolerável para um presidente que nunca soube perder. Ao invés de reagir com espírito público, reconhecendo a legitimidade do Legislativo, o petista optou pelo caminho do embate. Elevou o tom. Apontou dedos. Buscou transformar adversários políticos em inimigos públicos. E o pior: tenta vender tudo isso como se fosse um ato de coragem.

A vítima da vez é o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), acusado por Lula de ter rompido um acordo feito — pasmem — à surdina, na própria casa do parlamentar. O presidente esperava que esse suposto pacto garantisse a aprovação do aumento do IOF. Mas Motta teria voltado atrás. Resultado? Lula bradou “traição” aos quatro ventos, numa tentativa patética de transformar o parlamentar em vilão nacional. Afinal, quem se opõe à vontade do supremo líder petista merece o carimbo da deslealdade e da perfídia.

Enquanto isso, o petismo mobiliza seus militantes digitais e suas vozes na imprensa para pintar Hugo Motta como o novo Judas da República. A narrativa é simples: o Congresso está sabotando o governo do povo, e Lula é a vítima de uma elite política dissimulada. A lógica é sempre a mesma: dividir o país, escolher um culpado, inflamar a militância e se colocar como o único defensor da “justiça social”.

E por falar em justiça, o velho fantasma da taxação das grandes fortunas voltou a assombrar o cenário político. Disfarçada sob o eufemismo de “justiça tributária”, a proposta visa confiscar ainda mais recursos daqueles que sustentam a economia nacional. Segundo Lula, apenas 140 mil “super-ricos” seriam afetados, enquanto 25 milhões de brasileiros se beneficiariam com isenção. Parece promissor, até que se olha mais de perto: esse tipo de medida jamais funcionou em lugar algum. Pelo contrário, destrói o ambiente de negócios, afugenta investimentos e cria insegurança jurídica.

Mas a verdade não interessa ao petismo. O que importa é o impacto midiático. A narrativa precisa soar heroica, sensível, revolucionária. Lula veste novamente a fantasia de Robin Hood, mesmo que os dados, a história e a realidade gritem que esse Robin sempre roubou mais do que distribuiu. A taxação dos “ricos” é um discurso eficaz em tempos eleitorais, especialmente para tentar reconquistar a classe média e os setores populares, cada vez mais decepcionados com um governo que prometeu muito e entregou pouco.

Não é coincidência que tudo isso aconteça às vésperas das eleições municipais de 2026. O governo sabe que está perdendo apoio, que o Brasil real não é o país encantado dos discursos de palanque. Por isso, precisa criar inimigos — no Congresso, entre os empresários, nos meios de comunicação, nas redes sociais. Precisa do caos para vender sua liderança como necessária. Quanto mais dividido estiver o país, mais fácil será controlar parte dele com promessas vazias e discursos populistas.

Nesse teatro mal ensaiado, Lula já não é o estadista que finge ser. É o velho operador de crises, especialista em usar a máquina pública para fins eleitorais e em manipular a opinião pública com frases de efeito e sentimentalismo barato. Ele não negocia, ele impõe. E quando é contrariado, grita “golpe”, “traição” ou “elite opressora”.

Essa estratégia, que por décadas funcionou, começa a mostrar sinais de desgaste. O brasileiro médio está mais atento. O conservadorismo cresce, as redes sociais não são mais monopólio da esquerda, e os movimentos que defendem liberdade econômica, valores tradicionais e respeito à Constituição se multiplicam pelo país. O povo quer ordem, e não mais revolução. Quer segurança jurídica, e não arbitrariedades camufladas de “justiça social”.

Não há mais espaço para retóricas ultrapassadas em um Brasil que anseia por liberdade e responsabilidade fiscal. E mesmo que Lula continue tentando fazer do Congresso um apêndice do Executivo, há sinais claros de resistência. Parlamentares, juristas, empresários e cidadãos comuns estão compreendendo o jogo e recusando o papel de figurantes submissos no teatro autoritário petista.

Ao fim e ao cabo, o que vemos é a reedição de uma velha tática, porém com riscos ainda maiores. Um governo que ataca o Congresso, ameaça o equilíbrio entre os poderes e propõe confisco disfarçado de justiça não está apenas em crise. Está jogando com a democracia.

Como bem sintetiza a Gazeta do Povo, o desfecho dessa guerra é incerto. Mas há algo que é cristalino para os que ainda acreditam na ordem e na liberdade: ou o Brasil resgata os pilares do conservadorismo liberal — com respeito à Constituição, à livre iniciativa e à soberania do Legislativo — ou voltaremos a flertar com os mesmos autoritarismos que marcaram os regimes mais sombrios da história.

E nesse flerte, meus caros, não há romance. Há tragédia.

Com informações Gazeta do Povo

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