“Lula defende aumento do IOF como forma de financiar gastos públicos”, diz Agência Brasil

Ah, o Brasil! Sempre aquele espetáculo tragicômico onde o roteirista parece ser uma mistura de Karl Marx com Zé do Caixão.

Por Notas & Informações

Ah, o Brasil! Sempre aquele espetáculo tragicômico onde o roteirista parece ser uma mistura de Karl Marx com Zé do Caixão. E, como de costume, lá está ele: Luiz Inácio Lula da Silva, nosso eterno palestrante de boteco, agora defendendo o aumento do IOF, porque, segundo sua doutrina de “justiça tributária”, quem trabalha e produz precisa pagar a conta da farra estatal. Sim, você entendeu bem: a justiça social petista é você trabalhar enquanto eles torram o seu dinheiro em fundo eleitoral, emendas secretas e caviar importado em reuniões do Planalto.

Na última edição do famoso circo político brasileiro, durante o podcast “Mano a Mano” – aquele mesmo, apresentado por um músico que virou comentarista político nas horas vagas – Lula apareceu com sua retórica habitual: o eterno “pouquinho de cada um” para o Estado engolir mais um pedaço da sua renda. Claro, com a bênção do jornalismo chapa-branca, com direito a reportagem carinhosamente assinada por Alex Rodrigues, da Agência Brasil, como se o cidadão comum fosse um idiota incapaz de perceber a manipulação rasteira embutida nas entrelinhas.

Lula, com seu talento inigualável para transformar mentira em virtude, saiu em defesa do aumento do IOF como se estivesse propondo um gesto de solidariedade nacional. Disse que é só um “pouquinho” a mais de imposto. Aham… Porque o brasileiro adora pagar imposto, não é mesmo? Segundo o presidente, os malvadões da vez são as fintechs, os bancos e, pasmem, até as bets, porque, afinal, é preciso demonizar alguém para justificar o assalto estatal ao bolso alheio. Enquanto isso, o próprio governo segue gastando como se não houvesse amanhã, distribuindo cargo público como brinde de bingo de sindicato.

E a cereja do bolo? O argumento de sempre: “Queremos que os ricos paguem mais e os pobres paguem menos”. Ah, o discurso Robin Hood de palanque… Só falta combinar com a Receita Federal, com a inflação de dois dígitos e com o custo de vida que só sobe. Na prática, qualquer aumento de IOF atinge diretamente… adivinha quem? O trabalhador comum, aquele que financia casa, carro, consórcio, aquele que usa o cartão de crédito no final do mês pra comprar comida. Mas claro, o marketing populista precisa de uma narrativa bonita para vender o golpe. Porque na cabeça de petista de gabinete, pobre só anda de bicicleta e faz transação em dinheiro vivo no caixa eletrônico.

O mais engraçado – ou trágico, dependendo do seu senso de humor – é a forma como o governo tentou passar o golpe. Primeiro, em maio, eles anunciaram o aumento do IOF, tomaram uma surra de críticas até da própria base aliada e, como bons mestres do recuo tático, cancelaram no mesmo dia. Agora, com a cara de pau que só a esquerda brasileira tem, eles voltam com o mesmo projeto maquiado de “justiça social”. Parece aquela piada velha que ninguém aguenta mais ouvir, mas que eles continuam contando como se fosse novidade revolucionária.

O Congresso, por sua vez, também fez sua performance teatral: aprovou a urgência da tramitação do projeto que tenta suspender o decreto do governo. Mas é tudo parte do jogo: os mesmos deputados que hoje posam de oposição ao aumento do IOF, amanhã estarão batendo palmas para o próximo pacote de bondades com dinheiro público, desde que uma emendinha parlamentar pingue na conta. Afinal, Brasília é movida a toma-lá-dá-cá e não há narrativa de “justiça tributária” que esconda isso.

Enquanto isso, a mídia estatal segue sua missão de transformar incompetência econômica em poesia progressista. A matéria de Alex Rodrigues, da Agência Brasil, tenta pintar Lula como um líder preocupado com os mais vulneráveis. Vulnerável, aliás, só mesmo o contribuinte que vai ter que pagar a conta dessa lambança fiscal. Os termos usados são um verdadeiro espetáculo de manipulação semântica: “compensação orçamentária”, “recalibragem fiscal”, “ajustes necessários”. Na tradução direta: “estamos quebrados e vamos enfiar a mão no seu bolso mais uma vez”.

Mas o brasileiro já está acostumado com esse tipo de golpe. Desde os tempos da primeira era Lula, o script é o mesmo: aumentar imposto, criar estatal, ampliar o cabide de empregos, distribuir dinheiro a rodo para países amigos com ditaduras de estimação e, no final, culpar o mercado, os banqueiros, os empresários malvados ou qualquer entidade abstrata que sirva de vilão para as massas. Afinal, assumir responsabilidade pelos próprios erros nunca foi o forte do PT.

O resultado previsível dessa brincadeira? Mais fuga de investimentos, dólar subindo, inflação pressionada e o crédito encarecendo justamente para quem mais precisa. Mas é claro que nada disso será dito nos podcasts governistas ou nas matérias elogiosas da Agência Brasil. Lá, o discurso seguirá sendo de luta contra a desigualdade, como se aumentar o custo de vida dos mais pobres fosse um ato de justiça social.

No fim das contas, o que temos é só mais um episódio da novela “Como Destruir a Economia em Nome da Justiça Social”, estrelada por Lula, com participação especial de Fernando Haddad e produção executiva de um Congresso que finge ser oposição só até a próxima liberação de emendas. Enquanto isso, o trabalhador brasileiro, já sufocado de impostos, vai ter que escolher entre pagar o IOF ou o almoço do mês. Mas é claro, tudo em nome da “solidariedade fiscal”. Parabéns aos envolvidos.

Com informações Agência Brasil

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