Lula denuncia Trump na OMC por tarifaço de 50%, enquanto cria novos impostos no Brasil a cada 37 dias

Lindbergh Farias resolveu dar mais uma daquelas aulas de geopolítica freestyle no “X”, antigo Twitter, onde a lucidez vai para morrer.

Por Notas & Informações

Lindbergh Farias resolveu dar mais uma daquelas aulas de geopolítica freestyle no “X”, antigo Twitter, onde a lucidez vai para morrer. Com ares de embaixador revolucionário, o ex-Cara-Pintada (hoje apenas pintado de ridículo) anunciou ao mundo que o Brasil denunciou Trump na OMC. Sim, você leu certo: entre um aumento de imposto e outro, o governo Lula encontrou tempo para se posicionar contra as tarifas de 50% impostas por Donald Trump a produtos brasileiros, e — como não poderia faltar — fez isso posando de mártir do multilateralismo.

Segundo Lindbergh, que vive num eterno delírio de protagonismo diplomático, o Brasil agora lidera o Sul Global. Uma liderança baseada em quê? Na maior carga tributária da história? Na genialidade de taxar até painel solar, bets, oficinas de fundo de quintal, offshores, fundos exclusivos e até os próprios pobres, via aumento do IOF, gasolina, diesel e impostos sobre o consumo? Só se for liderança na arte de sangrar o pagador de impostos.

Mas vamos voltar ao palco do “X”, onde Lindbergh exalta a fala do embaixador brasileiro na OMC. Um discurso tão firme quanto a convicção do PT em acabar com a corrupção — ou seja, zero. Dizer que Trump “ameaça a paz” com tarifas comerciais é o tipo de retórica de quem nunca entendeu que economia internacional não é um sarau estudantil, mas um jogo brutal de interesses nacionais. Trump está fazendo o que todo líder que se preze faz: defendendo o próprio povo, a própria indústria e os próprios empregos. Já o Brasil, sob Lula e seus lindberghs, se dedica a proteger o interesse de qualquer um — menos do brasileiro.

A esquerda vive de criar espantalhos. Se Trump impõe tarifas, é “instabilidade”. Se Lula impõe 24 aumentos de impostos em 17 meses, é “justiça fiscal”. A hipocrisia não é defeito. É estratégia. O Brasil de Lula, segundo a extrema-esquerda, virou um “exemplo de democracia plural”. Só esqueceram de avisar isso ao Congresso, ao STF blindado e ao cidadão comum que agora precisa de um contador e um psiquiatra para entender o novo sistema tributário.

Lindbergh Farias, com seu ar de aluno aplicado de Hugo Chávez, elogia o Brasil por “proteger o Judiciário” — ou seja, aplaude quando o STF legisla, executa, prende, censura e ri da cara da Constituição. Ele fala como se o Judiciário brasileiro fosse um bastião da liberdade e da moderação, quando, na verdade, virou um misto de oráculo woke com instrumento político de um governo que teme até robô anônimo no Telegram.

E quanto ao apoio “de quase 40 países”, como China, Rússia e os BRICS? Que reconfortante saber que o Brasil agora tem o endosso das maiores ditaduras do mundo. Se Xi Jinping e Putin estão do nosso lado, só pode significar que estamos no “lado certo da História”, certo? A ironia disso é quase poética. Enquanto os EUA defendem empregos e segurança nacional, o Brasil de Lula se alinha com regimes que prendem jornalistas, silenciam minorias e jogam tanques nas ruas por diversão.

Mas nada supera a cereja do bolo: a narrativa de que as tarifas de Trump são uma represália contra o Brasil por sua “postura independente”. Ah, claro! Porque Lula, aquele mesmo que fez juras de amor ao Foro de São Paulo, que viaja o mundo todo com nosso dinheiro defendendo Maduro e tentando salvar a reputação de ditadores decadentes, é um modelo de independência. A única independência que esse governo conhece é a independência da realidade.

Enquanto isso, os brasileiros enfrentam o maior confisco tributário da história. A cada 37 dias, um novo imposto. É o governo que taxa até vento se ele passar pelo WhatsApp. É o Brasil do “povo no poder” que tributa painel solar, carro elétrico, frete da Shein, remessa de dólar, até a respiração se vacilar. E o resultado disso? Zero investimento, inflação maquiada, fuga de capital, e um Judiciário que criminaliza qualquer crítica que ultrapasse os limites do que os “iluminados” consideram tolerável.

Lindbergh fala como se estivéssemos vivendo a era de ouro da diplomacia brasileira. Mas a verdade é que o Itamaraty virou um puxadinho ideológico do PT, onde embaixadores servem para repetir narrativas globalistas e posar de campeões da “legalidade internacional” — aquela mesma legalidade que ignora a Venezuela, Cuba, Nicarágua e Irã, mas se escandaliza com Trump protegendo seu aço.

Talvez o mais trágico — ou cômico — seja ver a esquerda bater palmas para tudo isso como se fosse um grande feito. Enquanto o americano médio paga menos imposto que o brasileiro mais pobre, o nosso governo estampa manchete com orgulho porque está liderando um “debate geopolítico”. Debate esse que não gera emprego, não melhora a infraestrutura, não atrai capital, não desburocratiza o país e, pasmem, não baixa imposto algum. Mas, claro, gera curtidas no “X”, o novo playground da esquerdalha com diploma.

No fim das contas, Lindbergh Farias está certo em uma coisa: o Brasil está sendo observado pelo mundo. Mas não como um exemplo. Estamos virando estudo de caso — de como uma democracia pode ser sufocada por impostos, censura e narrativa. E tudo isso sob aplausos de gente que acredita que a maior ameaça à paz mundial são as tarifas do Trump. É rir para não chorar — ou, no caso do contribuinte brasileiro, rir com a última nota fiscal na mão.

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